Árvores urbanas…

ipe figura

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Conheça o novo site do nosso escritório de projetos de paisagismo sustentável!

site Ricardo Cardim Paisagismo Sustentável

Já está no ar o site da Ricardo Cardim Biodiversidade Nativa, um escritório de projetos de paisagismo e consultoria diferente, focado na inovação em áreas verdes sustentáveis.

Nossa missão é promover a coexistência entre a rica biodiversidade brasileira e as cidades, de forma estética e funcional para o meio ambiente e as pessoas, criando projetos que resultam em reequilíbrio ecológico urbano, menor manutenção, rápido crescimento e baixo consumo de água.

Nossa equipe multidisciplinar é formada por arquitetos, LEED AP e GA, bióloga, engenheiros agrônomo, florestal e ambiental.

Conheça nossa página no link abaixo:

http://www.paisagismosustentavel.com.br

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Dia da Árvore – Homenagem para a extintas araucárias nativas de São Paulo

Paisagem muito semelhante a vegetação original da cidade de São Paulo na sua fundação, no século XVI. que Anchieta encontrou

Araucárias plantadas há mais de um século no Horto Florestal, Zona Norte.

Árvore belíssima e singular, o pinheiro brasileiro ou araucária (Araucaria angustifolia) é um símbolo da Mata Atlântica do Sul do Brasil. Mas o que poucos sabem é que a espécie foi abundante no território hoje ocupado pela metrópole de São Paulo. Os relatos dos primeiros europeus na região mostram isso, como a descrição do Padre Fernão Cardim em 1583:

Piratininga… há muitos pinheiros, as pinhas são maiores… e os pinhões são também maiores… e é tanta abundância que grande parte dos índios do sertão se sustentam com pinhões…”

Até os anos 1940 ainda existiam grupos de araucárias nativas na cidade, como mostram algumas velhas fotografias. Com o crescimento acelerado, elas foram desaparecendo sem deixar vestígios em praças e parques, e extinguiram como grupo genético. As poucas araucárias atualmente presentes na malha urbana são exemplares plantados e provavelmente não descendem das originais.

Mesmo assim, restaram vestígios importantes, como o Bairro de Pinheiros, na Zona Oeste, que deve seu nome a espécie, e era no século XVI a Aldeia de “Nossa Senhora dos Pinheiros”.

Ao plantar a araucária na cidade devemos escolher grandes espaços verdes e evitar calçadas e construções próximas, mas em praças e parques ela é fundamental para o nosso meio ambiente, cultura e história. Viva a araucária!

Os saborosos pinhões das araucárias. Petisco que já foi muito apreciado na São Paulo antiga, onde escravas quituteiras os vendiam quentes pela então vila. Os índios também os apreciavam muito, sendo parte importante do cardápio. Na foto, vemos vários com marcas do

Os saborosos pinhões das araucárias. Petisco que já foi muito apreciado na São Paulo antiga, onde escravas quituteiras os vendiam quentes pela então vila. Os índios também gostavam muito, sendo parte importante do cardápio. Na foto, vemos vários com marcas deixadas por um provável roedor.

Ricardo Cardim

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Parques de São Paulo no futuro, utopia?

aeroporto

Olhando uma foto de satélite da cidade de São Paulo, percebemos rapidamente que são extremamente raras as manchas verdes dentro da malha urbana, ainda mais aquelas amplas e com poucas edificações. Um fato que chama a atenção é como a metrópole cresceu sem  criar parques públicos de grande porte, que podem ser a “praia” em uma cidade sem grandes atrativos naturais. Talvez o único assim pode ser o Ibirapuera, frequentado por pessoas de todos os locais da metrópole.

Mas será o Ibirapuera suficiente para toda a população paulistana? Claro que não, precisamos de mais parques do mesmo porte no centro expandido e o problema é que os grandes terrenos praticamente desapareceram na sanha construtiva paulistana. Ao meu ver, somente dois terrenos relevantes sobraram para as futuras gerações de paulistanos: o Jockey Clube e o Aeroporto de Congonhas.

jockey

O Jockey Clube é um caso aparentemente mais fácil de se tornar parque em um futuro próximo, dado a aparente diminuição de sua utilidade nas últimas décadas e dívidas com a prefeitura – mas claro que serão inúmeras batalhas entre população, poder público e incorporadoras. Com um pouco de vontade política, pode-se passar a marginal para os seus fundos e a população ganhar o primeiro grande parque com acesso a beira do ainda morto Rio Pinheiros.

Já no aeroporto de Congonhas, ainda beira a utopia a sua desativação – mesmo estando em uma área densamente populosa – bem diferente do vazio de quando foi inaugurado. Mas certamente no futuro será incompatível sua operação, e o terreno ficará disponível para, quem sabe, se tornar outro “Ibirapuera”.

A provocação nesse post é justamente para percebermos a São Paulo que vamos querer para o futuro e nossos filhos. E não deixarmos perder a última chance de uma cidade com mais “praias” aos seus habitantes, que é o que representam essas duas áreas livres e verdes.

Ricardo Cardim

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A árvore mais antiga de São Paulo terá leilão no Design Weekend para projeto de restauração e clonagem

Um projeto nosso junto ao Designer Hugo França e Lauro Andrade, do Design Weekend, pretende ajudar na sobrevivência da história e importância ambiental da “Figueira-das-Lágrimas”, um exemplar da Mata Atlântica (Ficus organensis) com provavelmente mais de dois séculos de existência, e que já foi tema de diferentes artigos no blog.

Peça do Designer Hugo França que será leiloada em prol da árvore

Peça do Designer Hugo França que será leiloada em prol da árvore

O “Lágrimas de Alegria” tem o objetivo de clonar o exemplar em fim de vida – nossa participação – e formar mudas para serem plantadas em outros parques da cidade de São Paulo, de forma a passar para as próximas gerações sua história e genética, que tem origem possivelmente no final dos anos 1700, e que em 1861 era relatada como a “árvore das despedidas saudosas”, o local onde os paulistanos se despediam dos entes queridos que iriam viajar para o Porto de Santos, daí o apelido “das lágrimas”.

Outras ações como a restauração da estrutura em volta da árvore original, nova placa com dados corretos, capacitação de guias turísticos na região e educação ambiental nas escolas paulistanas também estão previstos, e serão possíveis graças a doação da peça de Hugo França que será leiloada com o apoio do Design Weekend, que está no Jockey Clube SP até o dia 15 às 19 hs para obtenção dos recursos.

Para saber mais acesse a matéria do SPTV:

http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-1a-edicao/t/edicoes/v/artistas-desenvolvem-projeto-para-ajudar-a-salvar-a-figueira-das-lagrimas/4390284/

Ricardo Cardim

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A música das sibipirunas em agosto

Na Rua do Matão, na Cidade Universitária, é um bom lugar para "ouvir" a sibipiruna

Na Rua do Matão, na Cidade Universitária, é um bom lugar para “ouvir” a sibipiruna

Nas ruas de São Paulo bem arborizadas, uma árvore da Mata Atlântica do Norte é comum, a sibipiruna (Caesalpinia pluviosa). Essa espécie de leguminosa produz um fruto(legume) parecido com uma vagem de consistência rígida (lenhosa) que contém em seu interior algumas sementes arredondadas do tamanho de uma moeda de um real.

Os frutos e sementes da sibipiruna. Crédito: Apremavi

Quando chega a época de seca na cidade de São Paulo, de dias ensolarados e céu límpido, um observador atento embaixo das sibipirunas percebe alguns fortes estalos vindos da copa. Esse som rápido e alto, é seguido pelo impacto de um grupo de sementes  no asfalto. Tal “sinfonia” nas ruas mais sossegadas do Jardim América, Pacaembú e Cidade Universitária é facilmente percebida.

A causa é o mecanismo de dispersão da sibipiruna, que ao abrir a “vagem”, a faz com violência e gera um impulso para lançar as sementes longe da árvore-mãe, em uma verdadeira estratégia explosiva.

Grupo de sibipirunas na Zona Oeste

Ricardo Cardim

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Colabore para um novo telhado verde com horta em São Paulo – Pé de Feijão e SkyGarden

Nosso telhado verde com horta na Zona Oeste de São Paulo completa hoje 60 dias. Nesse período já colhemos alface, rúcula, cebolinha, beterraba, morangos e tomates. Impressionante observar como a vegetação se desenvolve bem mesmo no meio da metrópole e no alto, e como o ciclo dos alimentos – muda, flor, fruto, colheita – pode voltar a participar facilmente de nossas vidas.

Essa primeira horta no alto é o resultado da parceria da SkyGarden Telhados e Paredes Verdes com o Negócio Social Yunus Pé-de-Feijão, que trabalha pela produção agrícola nos telhados paulistanos e uma melhor nutrição e educação alimentar e ambiental para a população.

telhado verde com horta skygarden www.skygarden.com.br.jpg4

telhado verde com abelhas na horta skygarden www.skygarden.com.br

As abelhas, inclusive as nativas, já são frequentadoras assíduas da laje que antes era da perigosa telha de amianto.

telhado verde com horta skygarden www.skygarden.com.br

Uma borboleta entre os morangos e repolhos. A horta não é só dos humanos…

telhado verde horta em São Paulo - www.skygarden.com.br

Com a colheita do dia: beterrabas. Ao lado os repolhos, que nos impressionaram pela exuberância em tão pouco tempo.

A Pé-de-Feijão começou uma campanha de financiamento colaborativo para um novo projeto de horta na cobertura de 80 m² do espaço chamado Fábrica de Criatividade, um prédio de 3 andares no Capão Redondo, Zona Sul, que abriga um centro de inovação e oferece, a preços acessíveis, aulas de danças urbanas, teatro, inglês, música, entre outras, com uma circulação de 800 pessoas todos os meses.

A equipe do Pé de Feijão, junto com parceiros, terá o papel de:

  1. Desenhar e implantar a horta e espaço de convivência na laje;
  2. Elaborar, organizar e facilitar dinâmicas de grupo na horta para o público da Fábrica de Criatividade;
  3. Medir e compartilhar o impacto social e ambiental das atividades durante todo nosso ciclo de trabalho.

 

PARA APOIAR ESSA MUDANÇA TÃO NECESSÁRIA, ACESSE:

https://beta.benfeitoria.com/pedefeijao

http://pedefeijaosp.com/

Muito obrigado!!!

Ricardo Cardim

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