Participe nesse domingo do plantio da maior Floresta de Bolso até hoje! E curso gratuito no sábado.

Créditos – Árvore, Ser Tecnológico

Vamos plantar uma Mata Atlântica com pinheiros (araucárias) no Bairro de Pinheiros e resgatar uma dívida histórica com a  natureza. Em mutirão voluntário iremos plantar nesse domingo, 31, às 10 horas no Parque Villa Lobos / Cândido Portinari cerca de 600 mudas nativas de 90 espécies diferentes.

Antes, no sábado 30, às 16.30 horas teremos um curso gratuito envolvendo os temas paisagismo ecológico, hortas urbanas e poluição do ar em São Paulo. Será na nova e bela biblioteca do Parque Villa Lobos.

A proposta dessa Floresta de Bolso é recriar no antigo pátio de depósito de tubos de concreto das obras do Metrô, hoje parque, um pedaço da biodiversidade de São Paulo que desapareceu no último século, a floresta de araucárias que ocorria naturalmente no terreno da metrópole e foi totalmente desmatada. Também serão plantadas espécies frutíferas raras da Mata Atlântica como o cambuci e  palmeiras como a jussara. A floresta será regada com água de reúso até a estação chuvosa.

Parte 1: Minicurso de Paisagismo Ecológico
Palestrante: Ricardo Cardim, Thais Mauad e Nik Sabey
Dia: Sábado, 30/07/16
Hora: Das 16h30 às 18h00
Local: Auditório da Biblioteca do parque Villa Lobos
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001, Zona Oeste. Fácil acesso por ciclovia, Metrô e trem CPTM (Estação Villa Lobos – Jaguaré).

Parte 2: Atividade prática – Plantio
Dia: Domingo, 31/07/16
Hora: Das 10h às 15h
Local: Av. Queiroz Filho, 1365 (colado ao Villa Lobos) Zona Oeste. Fácil acesso por ciclovia, Metrô e trem CPTM (Estação Villa Lobos – Jaguaré).

SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!! CONVIDE A FAMÍLIA E AMIGOS!!

Localização do plantio – perto da estação CPTM

Foto do local nessa segunda, com a terra super compactada sendo afofada e misturada junto a matéria orgânica doada pelo Parque.

Apoio – Parque Villa Lobos / Parque Cândido Portinari

Associação de Amigo dos Altos de Pinheiros

Novas Árvores Por Aí

Amigos das Árvores de São Paulo

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ONDE??? 30% de SP ainda é de Mata Atlântica

Onde??? Na cidade, malha urbana, local do cotidiano de milhões não existe Mata Atlântica. Talvez 0,02%… Ela está toda nos limites do município sendo expulsa. Fora que a Praça da República NÃO é um remanescente de Mata Atlântica, a vegetação predominante lá é estrangeira, resultado da arborização Belle Époque do começo do século passado, quando então era apenas um terreiro de touradas.

E o bioma Cerrado, que deu nome a antiga cidade de “São Paulo dos Campos de Piratininga” nem é levado em consideração pela Secretaria do Verde. São Paulo não é só Mata Atlântica.

Manchete do jornal O Estado de São Paulo de 01 de julho de 2016

Matéria na íntegra:

Mapa mostra que 30% da área de São Paulo é de Mata Atlântica

Ache a Mata Atlântica no meio da malha urbana!

Ricardo Cardim

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A nova moda do corte de árvores em São Paulo: a degola

 

árvore cortada em São Paulo - foto de Alessandra Araújo

Destruição sem causa, uma verdadeira “caça as bruxas”

São Paulo vive nesse ano uma verdadeira moda de “degolar” as suas árvores em derrubadas travestidas de “podas”, que removem toda a copa do exemplar, como se assim ela pudesse sobreviver.

Essa epidemia se deve a população e prefeitura apavoradas com as árvores que insistem em cair por falta crônica de cuidados, seguindo talvez uma suposta lógica de que árvore boa é a árvore sem copa, porque aí não oferece riscos de queda.

Isso está ocorrendo em toda a cidade. Aqui no blog recebemos muitas denúncias semelhantes por dia, e que tem aumentado bem ultimamente. A vítima dessas fotos fica na Rua Sampaio Vidal, ao lado do restaurante Mercearia do Conde. Trata-se de um pau-ferro (Caesalpinia ferrea) da Mata Atlântica em estado fitossanitário aparentemente adequado, adulto, com as característica típicas da espécie, como sua madeira de resistência extraordinária, e que foi sumariamente destruído por motivações alheias que certamente não atendem o interesse coletivo e de qualidade de vida da metrópole. As perguntas são: a quem isso interessou? Qual técnico autorizou? Sob qual argumento?

árvore a ser cortada em São Paulo - foto de Alessandra Araújo

O frondoso pau-ferro (Caesalpinia ferrea) antes de sua destruição

 

árvore cortada em São Paulo - foto de Alessandra Araújo 2

Tronco em bom estado, com a madeira (cerne) em boas condições. Isso sem considerar a qualidade e dureza da madeira dessa espécie, tão resistente que recebeu no nome “FERRO”

árvore cortada em São Paulo 3- foto de Alessandra Araújo

Chega a ser cômico o “6 dias úteis para apresentar recurso a partir da publicação no DO” Qual cidadão tem tempo de ler o Diário Oficial todo dia para saber se as árvores de sua rua estão em perigo?

árvore cortada em São Paulo - foto de Ricardo Cardim

Aqui outra árvore degolada de forma idêntica na Avenida Europa, mostrando indícios de que existe um padrão na atual gestão.

Os cidadãos revoltados com esse corte elaboraram um abaixo assinado, abaixo:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Subprefeitura_de_Pinheiros_Sao_Paulo_Capital_Criar_um_simbolo_de_maus_tratos_com_nossas_arvores/?cQbArab

Ricardo Cardim

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Domingo é dia de plantar uma Mata Atlântica no Ibirapuera, vamos?

São Paulo vai ganhar por meio dos cidadãos amigos do verde mais uma “Floresta de Bolso” que recria a Mata Atlântica paulistana original dentro da malha urbana. A ação será nesse domingo 15, a partir das 9 horas da manhã, em forma de mutirão. Todos que gostam de plantar estão convidados (podem trazer ferramentas como enxadas, cavadeiras, picaretas – a terra é bem dura – e baldes para água).

Participam o Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz (CADES) da Subprefeitura de Vila Mariana e Agenda 21, o Novas Árvores por Aí e Árvores de São Paulo. Outros movimentos que quiserem aparecer no dia serão muito bem vindos!

A floresta será composta por cerca de 50 espécies diferentes da Mata Atlântica do Planalto Paulistano representadas por 120 exemplares, e a ideia é que, por sua grande densidade e diversidade, ajude a melhorar a umidade do ar, a baixar a temperatura, reter a fuligem dos veículos, reciclar os gases tóxicos, minimizar a poluição sonora e servir de abrigo para a fauna nativa, além de se tornar uma “Bomba de Biodiversidade” para a cidade, espalhando pelo vento e fauna, as sementes de novas florestas nativas na metrópole.

Esperamos vocês lá!!

NOVO LOCAL DE PLANTIO –

NOVO LOCAL

Ricardo Cardim

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Há 50 anos uma floresta existia no cruzamento da Faria Lima com Juscelino Kubitschek

Poucas cidades no mundo cresceram com a velocidade de São Paulo no século passado. Para quem tem menos de 40 anos, pode parecer que a metrópole sempre foi assim, asfalto e concreto por todos os lados. Essas fotografias abaixo mostram bem como a transformação foi rápida. Em um dos cruzamentos mais movimentados da São Paulo atual, há cerca de 50 anos existia uma tranquila Mata Atlântica na beira de um ribeirão serpenteante.

jk antes

JK hoje

crédito das imagens: Geoportal.

Ricardo Cardim

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Os guapuruvus e paineiras estão morrendo na cidade de São Paulo

paineira morta em Sao Paulo 2- arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Paineira-rosa que morreu em pouco meses na Avenida Dr. Gastão Vidigal, Zona Oeste. Devia ter cerca de 50 anos de idade.

Nos últimos meses se tornou comum observar grandes árvores secas e com as amplas copas em decomposição na cidade de São Paulo. Trata-se principalmente de duas espécies, o guapuruvu (Schizolobium parahyba), nativo na Mata Atlântica Ombrófila Densa, da nossa Serra do Mar próxima ao litoral e a paineira-rosa (Ceiba speciosa), típica na Mata Atlântica Semidecidual do interior do Estado.

As duas espécies parecem acometidas de um mesmo mal, uma doença que rapidamente seca toda a planta. Pelos furos facilmente visíveis na casca das paineiras, julgo que possa ser um besouro associado a um fungo os responsáveis pelo estrago. A situação para as paineiras não é de agora, há alguns anos trás aconteceu fato semelhante na Zona Oeste em grande parte dos exemplares adultos.

guapuruvu morto em Sao Paulo - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Guapuruvus adultos mortos recentemente na alça de acesso da Ponte Cidade Universitária.

Já o guapuruvu apresenta problema semelhante nos seus locais de origem, como Ilhabela, que apresentou no ano passado intensa mortalidade da espécie em meio a floresta, a ponto de ser divulgada uma potencial extinção regional da árvores, tão simbólica para a cultura local tradicional.

E o que está sendo feito a respeito? Até onde sei, infelizmente nada de muito eficaz, e essas “arvores-monumentos” de nossa metrópole seguem desaparecendo. Fatos assim mostram a importância de se ter diversidade de espécies arbóreas na malha urbana, para que não ocorram perdas drásticas da cobertura vegetal, como aconteceu com o ficus exótico em 2010.

guapuruvu morto em Sao Paulo - tronco - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Tronco do guapuruvu já sem casca, em estado de decomposição. Vai cair…

paineira morta em Sao Paulo - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Outra paineira…

Ricardo Cardim

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7 meses depois! Restauração florestal em São Paulo no sistema Pocket Forest

Pocket Forest Ricardo Cardim - junho de 2015

Floresta recém plantada em junho de 2015.

Pocket Forest Ricardo Cardim - janeiro de 2016

A mesma floresta 7 meses depois!

Nossa metodologia de restauração florestal “Pocket Forest” que copia a dinâmica natural das capoeiras da Mata Atlântica e sua competitividade, permite a criação inédita de pequenos trechos do bioma na escala urbana em grande velocidade de crescimento e diversidade espécies.

Nos sete meses da implantação trechos das fotografias acima, além do intenso ganho de biomassa e serviços ambientais, o espaço trouxe abrigo e alimento para a avifauna da região, que já recompensou  o espaço com sementes de muitas plantas nativas de outras matas, como trepadeiras e arbustos de sub bosque.

Nós, do Árvores de São Paulo, acreditamos que essas “florestas de bolso” são um excelente caminho para a reintrodução da Mata Atlântica nas metrópoles em diferentes escalas urbanas e a geração de serviços ambientais relevantes como a diminuição das ilhas de calor, produção de água, aumento da umidade do ar, filtragem de poeiras e gases tóxicos, bloqueio da poluição sonora, abrigo da fauna e biodiversidade nativa, educação ambiental e lazer para os cidadãos.

Ricardo Cardim

 

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