Colabore para um novo telhado verde com horta em São Paulo – Pé de Feijão e SkyGarden

Nosso telhado verde com horta na Zona Oeste de São Paulo completa hoje 60 dias. Nesse período já colhemos alface, rúcula, cebolinha, beterraba, morangos e tomates. Impressionante observar como a vegetação se desenvolve bem mesmo no meio da metrópole e no alto, e como o ciclo dos alimentos – muda, flor, fruto, colheita – pode voltar a participar facilmente de nossas vidas.

Essa primeira horta no alto é o resultado da parceria da SkyGarden Telhados e Paredes Verdes com o Negócio Social Yunus Pé-de-Feijão, que trabalha pela produção agrícola nos telhados paulistanos e uma melhor nutrição e educação alimentar e ambiental para a população.

telhado verde com horta skygarden www.skygarden.com.br.jpg4

telhado verde com abelhas na horta skygarden www.skygarden.com.br

As abelhas, inclusive as nativas, já são frequentadoras assíduas da laje que antes era da perigosa telha de amianto.

telhado verde com horta skygarden www.skygarden.com.br

Uma borboleta entre os morangos e repolhos. A horta não é só dos humanos…

telhado verde horta em São Paulo - www.skygarden.com.br

Com a colheita do dia: beterrabas. Ao lado os repolhos, que nos impressionaram pela exuberância em tão pouco tempo.

A Pé-de-Feijão começou uma campanha de financiamento colaborativo para um novo projeto de horta na cobertura de 80 m² do espaço chamado Fábrica de Criatividade, um prédio de 3 andares no Capão Redondo, Zona Sul, que abriga um centro de inovação e oferece, a preços acessíveis, aulas de danças urbanas, teatro, inglês, música, entre outras, com uma circulação de 800 pessoas todos os meses.

A equipe do Pé de Feijão, junto com parceiros, terá o papel de:

  1. Desenhar e implantar a horta e espaço de convivência na laje;
  2. Elaborar, organizar e facilitar dinâmicas de grupo na horta para o público da Fábrica de Criatividade;
  3. Medir e compartilhar o impacto social e ambiental das atividades durante todo nosso ciclo de trabalho.

 

PARA APOIAR ESSA MUDANÇA TÃO NECESSÁRIA, ACESSE:

https://beta.benfeitoria.com/pedefeijao

http://pedefeijaosp.com/

Muito obrigado!!!

Ricardo Cardim

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Lei de uso e ocupação de solo de São Paulo perpetua erro ambiental histórico

Uma tragédia para as raras áreas verdes sobreviventes da cidade de São Paulo. Assim pode ser caracterizada a legislação de uso e ocupação do solo apresentada recentemente à Câmara Municipal pelo prefeito Fernando Haddad. Com o objetivo de construir mais creches sem ter que adquirir novos terrenos, o prefeito pode ocupar e eliminar áreas verdes públicas e espaços livres da metrópole, incluindo unidades de conservação integral, parques urbanos e lineares, praças e até áreas de preservação permanente, como as matas “produtoras e protetoras de água” nas beiras de represas e rios.

Tal postura inaceitável repete os erros típicos do século passado na metrópole, de justificar o sacrifico das já escassas áreas verdes públicas, que garantem a qualidade de vida, saúde pública e a biodiversidade para a população, por um motivo também nobre (hospitais, escolas, creches). Esses equipamentos públicos devem coexistir com o verde nas comunidades e nunca se contraporem.

Na cidade de São Paulo são inúmeros os exemplos de bairros e regiões que perderam suas praças e parques para ações realizadas por gestões públicas irresponsáveis e populistas. O resultado é sentido fisicamente e psicologicamente por todos que vivem o cotidiano insalubre da metrópole com apenas 2,6 m² de áreas verdes por habitante e que em alguns bairros chega a míseros cm². Abaixo um exemplo típico, na região central.

O antigo Largo Conde de Sarzedas na região central em 1944. Ainda um espaço verde de encontro e brincadeiras da comunidade do Glicério, na região central.

O antigo Largo Conde de Sarzedas na região central em 1944. Ainda um espaço verde de encontro e brincadeiras da comunidade do Glicério.

Atualmente uma escola pública

Sacrificado para uma escola pública em uma região completamente árida atualmente. Porque a escola não foi construída desapropriando outros terrenos construídos?

Matéria na íntegra:

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,governo-haddad-cobra-cota-verde-mas-fica-isento,1699288

Ricardo Cardim

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Conheça 5 telhados verdes modernos na cidade de São Paulo

Enquanto cidades como Copenhague, Toronto e Berlim estão mudando a cara de seus telhados com jardins e hortas, o Brasil ainda está começando. O telhado verde transforma áreas problemáticas urbanas em soluções para maior qualidade de vida, abrigo da biodiversidade, lazer e cultivo de alimentos. Conheça agora cinco telhados verdes que realizamos na metrópole paulistana nos últimos anos:

1. Telhado verde na Avenida Faria Lima com espécies da Mata Atlântica.


SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável 4

2. Telhado verde dentro de edifício certificado LEED na Marginal Pinheiros.

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável 3

3. Com a biodiversidade nativa dos quase extintos campos-cerrados da cidade de São Paulo. Vila Madalena.

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecologico de cerrado

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecologico de cerrado 5

4. Gramado e flores nativas que atraem borboletas na Zona Sul.

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável w2

5. Floresta de Mata Atlântica com árvores de até 3,5 metros e praça suspensa em edifício na Avenida Paulista.

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável 677

SkyGarden Telhados verdes - telhado ecológico - construção sustentável 45

A diferença entre um jardim sobre laje com terra e um telhado verde é que esses últimos são finos, leves e duráveis quando realizados com tecnologia específica. Os 5 projetos acima tem uma espessura de 4 a 15 cm de um substrato especial e peso de 40 a 200 kg por m² – o que permite normalmente instalar sobre prédios antigos.

Também diminuem em até 18°C a temperatura da cobertura e como reservam água no substrato, precisam de 60% menos água de irrigação e a sua água sai transparente, podendo ser aproveitada no edifício. Outro aspecto é o aumento da durabilidade da impermeabilização devido a estabilidade térmica.

Telhados verdes são ferramentas fundamentais para melhorar o meio ambiente nas cidades e a saúde da população, e por isso que já são lei em cidades da Dinamarca e Canadá. No Brasil, Recife recentemente aprovou uma legislação em prol das coberturas ecológicas.

Para conhecer mais: http://www.skygarden.com.br

Ricardo Cardim

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A árvore que floresceu em cima do viaduto da Avenida dos Bandeirantes

árvore pata de vaca Bauhinia - árvores de São Paulo 1 - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Árvore comum na arborização de São Paulo, e geralmente exigente quanto as condições de solo, uma pata-de-vaca (Bauhinia blakeana) cresceu na junta de dilatação do movimentado viaduto de acesso da Marginal do Rio Pinheiros a Avenida dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo.

Não conheço outro exemplar da espécie vivendo “nas alturas” como esse, e ainda mais adulto e florescendo. Essa espécie é originária de Hong-Kong e suas flores lembram orquídeas, sendo muito ornamentais. Na Mata Atlântica temos uma árvore do mesmo gênero, a B. forticata, de flores menos vistosas e com a cor branca.

árvore pata de vaca Bauhinia - árvores de São Paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

 

Ricardo Cardim

 

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O primeiro telhado verde com floresta de Mata Atlântica é em São Paulo

Um desafio importante da sustentabilidade urbana no Brasil é equilibrar a cidade construída com a sua rica natureza original. Ainda distantes desse objetivo, nossas cidades apresentam pouca vegetação e o desaparecimento da biodiversidade nativa.

Como melhorar esse quadro em cidades que foram pensadas para edifícios e carros, e não o verde? Uma solução para regiões adensadas é aumentar a vegetação e seus benefícios através de telhados verdes. Mas não aqueles feitos para a realidade de países frios e com urbanismo de primeiro mundo, mas algo que respeite a realidade brasileira.

Além desse blog, um dos nossos trabalhos é desenvolver métodos que permitam a biodiversidade nativa retornar para as cidades. Depois de mais de cinco anos de pesquisas, conseguimos criar um método inovador para telhados verdes com o máximo de funções ambientais, que reproduz a dinâmica da floresta tropical, e permite uma verdadeira Mata Atlântica na cobertura de prédios com apenas 15 cm de espessura de uma “terra especial” da empresa SkyGarden, e a composição/espaçamento das espécies de árvores semelhante ao natural.

Telhado Verde com paisagismo, plantas nativas e o capão de Mata Atlântica  na esquerda da foto. Edifício Gazeta, Av. Paulista.

Telhado Verde com paisagismo, plantas nativas e o capão de Mata Atlântica na esquerda da foto. Edifício Gazeta, Av. Paulista.

Com mais de 100 árvores nativas, a floresta recebeu em janeiro de 2014 mudas de 1 metro de altura e que agora tem de 2 a 3 metros.

Com mais de 100 árvores nativas, a floresta recebeu em janeiro de 2014 mudas de 1 metro de altura e que agora tem de 2 a 3 metros.

O resultado são florestas densas e verdejantes de até 3,5 metros de altura, que resistem a ventanias, consomem pouquíssima água, não dão manutenção, podem abrigar diversas espécies da fauna e pesam apenas 300 kg por m², o mesmo que um gramado em terra comum sobre laje. A cobertura diminui até 18° C de temperatura.

O projeto apresentado nessas fotos tem um ano de idade, e foi plantado em uma das coberturas do Edifício da Fundação Cásper Líbero – Gazeta, na Avenida Paulista. Além da Mata Atlântica, conseguimos recriar a vegetação de Cerrado nos telhados verdes.

Não temos outro caminho para a abundância de água, qualidade de vida e saúde pública nas caóticas cidades brasileiras sem resgatar de volta o verde, e o telhado verde com a vegetação nativa pode ser uma ferramenta importante para isso.

Para saber mais:

http://www.skygarden.com.br

Dentro da Mata Atlântica, a sensação é semelhante a uma floresta nativa espontânea.

Dentro da Mata Atlântica, a sensação é semelhante a uma floresta nativa espontânea.

O microclima que a floresta proporciona pode melhorar muito a questão do calor e água da cidade de São paulo, se usada em larga escala.

O microclima que a floresta proporciona pode melhorar muito a questão do calor e água da cidade de São paulo, se usada em larga escala.

Com a tecnologia, apenas 15 cm de espessura são necessários. O baixo peso, de cerca de 300 kg por  m², permite o plantio também em prédios antigos.

Com a tecnologia, apenas 15 cm de espessura são necessários. O baixo peso, de cerca de 300 kg por m², permite o plantio também em prédios antigos.

A cidade de São Paulo em um futuro possível, que harmonize a natureza e cidade, com Mata Atlântica, praças e hortas em suas coberturas. Vida melhor para todos. Crédito: UOL

Ricardo Cardim

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O capim braquiária acabará com os Cerrados até o final desse século?

 

Pequi-anão no Cerrado bem preservado. Até quando?

Pequi-anão no Cerrado bem preservado. Até quando?

De inegável valor para a pecuária brasileira, o capim-braquiária (Brachiaria sp.) apresenta vantagens importantes, como alta produtividade, valor nutritivo e abafamento de “invasoras” de pasto. Tais fatores levaram a intensa utilização das suas espécies por todo o território, principalmente a Brachiaria decumbens, no Bioma Cerrado. Essa última, também nativa da África, foi introduzida no Brasil recentemente – há duas décadas – e já se espalha por parte considerável do país.

Pode ser ótima opção para a pecuária, mas virou um enorme problema para a vegetação nativa de Cerrado, e com potencial de se tornar seu exterminador. A questão é a imbatível capacidade de competição do braquiária, que rapidamente elimina centenas de espécies de ervas, arbustos e árvores do Cerrado por sombreamento, rapidez e eficiência de propagação.

A esquerda, o capim braquiária invadindo, e na direita da estrada, o Cerrado ainda preservado. Parque Estadual do Juquery - SP.

A esquerda, o capim braquiária invadindo, e na direita da estrada, o Cerrado ainda preservado. Parque Estadual do Juquery – SP.

Os tufos de braquiária (capim mais claro) invadindo o Cerrado agressivamente. Parque Estadual do Juquery - SP.

Os tufos de braquiária (capim mais claro) invadindo o Cerrado agressivamente. Parque Estadual do Juquery – SP.

O capim-braquiária pode ser encontrado também invadindo praticamente todas as áreas verdes urbanas, e nas zonas rurais é hoje a espécie dominante da paisagem. Sua capacidade de “assassino de biomas” ocorre principalmente naqueles não-florestais, como o Cerrado, que tem bastante luz do sol disponível para sua capacidade competidora.

Como o Cerrado está cada vez mais fragmentado e cercado por áreas cultivadas, extensões importantes de reservas nativas estão sendo espontaneamente e silenciosamente substituídas pela espécie invasora, o que equivale quase ao seu desmatamento. Com a rapidez do sucesso da invasão biológica (poucas décadas) e sua eficiência, não será um pensamento irreal imaginar que o Cerrado pode desaparecer em grande parte do Brasil ainda neste século.

1 - o começo da invasão - entremeado as espécies nativas. Parque Estadual do Juquery - SP.

1 – o começo da invasão – entremeando as espécies nativas (a esquerda). Parque Estadual do Juquery – SP.

2 - o braquiária já ocupando todo o espaço da vegetação nativa. Parque Estadual do Juquery - SP.

2 – o braquiária já ocupando todo o espaço da vegetação nativa. Parque Estadual do Juquery – SP.

3 - a "cama" que o braquiária faz impede a luz de chegar ao solo e continuar a vegetação de Cerrado. É o fim. Parque Estadual do Juquery - SP.

3 – a “cama” que o braquiária faz impede a luz de chegar ao solo e continuação da vegetação de Cerrado. É o fim. Parque Estadual do Juquery – SP.

Como resolver? Muita pesquisa para encontrar saídas que não prejudiquem os Cerrados preservados e nem a pecuária. Mas o problema é que nada vem sendo feito. Assim, certamente sobrará aos nossos netos extensos pastos de braquiária em todo o ex-Bioma Cerrado e perderemos um dos maiores ativos ambientais do mundo.

capim braquiária com sementes. Inconfundível.

capim braquiária com sementes. Inconfundível.

Ricardo Cardim

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Plantas que gastam pouca água – escolhas erradas podem piorar a seca

Agaves, plantas originária da América Central e invasoras. Foto: casa.abril.com.br

Nesse tempo de escassez de água, cada vez mais são publicadas matérias em diferentes mídias de como criar jardins que “gastam pouca água” e são portanto, mais sustentáveis no quesito. Listas das “5 espécies de plantas que não gastam água” estão em todos os lugares da internet trazendo uma sucessão de cactos e plantas suculentas, principalmente o sedum (Sedum sp.).

Aparentemente essa tendência não representa problema algum, mas na verdade não é bem assim. Primeiramente, muitas das plantas de deserto vendidas (para não falar todas) são de origem estrangeira, exóticas, e algumas invasoras agressivas dos remanescentes de vegetação nativa, como a agave, que podem provocar perda severa da biodiversidade no Cerrado e Restinga, e a kalanchoe tubiflora, comum nas capoeiras urbanas.

Mas a principal questão é a água. Essas plantas geralmente apresentam um tipo diferente de fotossíntese, a CAM (Metabolismo Ácido das Crassuláceas), adaptada para ambientes áridos como desertos e rochas nuas. Nesse caso, gastam pouca água mesmo, mas podem liberar menos ainda, não contribuindo para o que mais precisamos da vegetação urbana nessa época de seca: liberação de água pela evapotranspiração das plantas que vai umidificar o ar e ajudar na formação de mais chuvas na cidade. Saiba mais nesse trabalho – CAM Dyckia

Para ter um jardim que utilize bem a água, a dica mais sustentável que podemos dar é escolher as espécies nativas de sua região – que já estão adaptadas há milênios ao regime de chuvas local – e adequadas para a insolação e características do projeto. Quanto a irrigação, pode-se lançar mão de estratégias no manejo da água, como essas abaixo:

1. cobrir o solo do vaso ou ao redor da planta com uma cobertura morta, que pode ser composta de pedriscos, argila expandida, folhas secas, palha… (o importante é não usar matéria orgânica fresca, como cascas de laranja, que pode fermentar e prejudicar a planta). Assim, você evita a perda de água pelo solo;
2. Para quem tem chuveiro a gás, colocar um balde embaixo antes de abrir a torneira, a fim de recuperar a água enquanto não esquenta. Também pode usar a água de banho usada enquanto não usar o sabão (aquela que sobra da 1° molhada do corpo);
3. A água da lavagem de frutas e verduras, se não tiver químicos como hipoclorito de sódio, pode ser usada na irrigação;
4. Com uma garrafa plástica é possível montar um sistema de gotejamento simples e barato para molhar as plantas sem desperdiçar água. De forma contínua, mas em pouca quantidade, a água passa por um pequeno furo aberto no fundo da garrafa ou na tampa e cai direto no vaso. Assim, a terra fica sempre úmida e perde bem menos água por evaporação. Quando o reservatório seca, é só enchê-lo novamente (de preferência, com água da chuva).
5. A hora de regar é muito importante – guarde a água da chuva e regue sempre de manhã  bem cedo ou a noite, evitando que a água evapore com o calor do dia.

Kalanchoe tubiflora, uma invasora de origem africana

Dyckia sp. – um gênero de fotossíntese CAM com muito representantes nativos nas rochas áridas do Sudeste

Ricardo Cardim
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