Nesse sábado 23, às 10 hs, tem floresta de bolso em plantio coletivo, todos convidados!! Verdejando 2017

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, criança e atividades ao ar livre

Enfim chegou a hora! Vamos plantar uma Mata Atlântica em um local especial, o árido Parque da Juventude, na Zona Norte de São Paulo, a 1° da região.  Levem a família, principalmente as crianças, para plantar árvores raras como a araucária, cambuci, peroba e jequitibá. A terra será toda super preparada e enriquecida, para as 600 árvores crescerem bem fortes.

Porque esse local é especial?

Até 2002, ali funcionou o presídio do Carandiru, com 8.000 presos, um local de verdadeiro drama humano, que a nova floresta de Mata Atlântica ajudará a recuperar e “curar” esse solo.

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O local até 2002

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O mesmo local hoje. Do lado esquerdo da foto, será a nova floresta de bolso, trocando um gramado agressivo e seco pela biodiversidade

 

CONFIRME SUA IDA NA PÁGINA DO EVENTO:

https://www.facebook.com/events/118427778843281/

INFORMAÇÕES:

Local: Em frente a biblioteca, na Avenida Cruzeiro do Sul, fora da cerca do parque.
Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Carandiru, São Paulo – SP, 02030-100

Horário: A partir das 10 hs.

Data: Sábado, 23 de setembro de 2017
COMO CHEGAR?
Melhor meio é de metrô, descendo na frente, na Estação Carandiru.
De carro, tem estacionamento pago com 228 vagas pela entrada da Av. Cruzeiro do Sul. R$ 5,00.
Aguardamos vocês!
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Amargo é o remédio. Porque defendo retirar as palmeiras invasoras do Parque Trianon

“Amargo é o remédio, mas é ele quem vai salvar o doente”. O doente, nesse caso, é o querido Parque Trianon ou Siqueira Campos, na Avenida Paulista. Pedacinho da antiga mata do Caaguaçú, ou “mata grande” em tupi, constitui o último trecho de Mata Atlântica original na região central da metrópole. Até dois séculos atrás fazia parte de uma extensa floresta, com antas, onças, macacos, cervos, catetos e muitos outros vivendo juntos a enormes jequitibás, perobas, cambucis, no ponto mais alto da então cidadela de São Paulo. Formavam um ecossistema equilibrado, interdependente, com o jatobá contando que a anta comesse seus frutos para quebrar no seu estômago a dormência das sementes e germinar uma nova árvore. Pouco antes de virar Avenida Paulista, seu antigo dono Paim Vieira, da Chácara do Capão, escreveu: “Era uma imensa floresta, povoada por abundante fauna“.

Quando a cidade derrubou a floresta, expulsou seus bichos, e deixou somente um vestígio do Caaguaçu. Rapidamente se pôs a modificar sua natureza, trazendo paisagistas europeus que plantaram espécies estrangeiras em moda na Europa para combinar com a arquitetura das casas, copiadas das cidades do outro lado do oceano. Assim também foi feito com os jardins das casas, e uma paisagem européia surgiu onde pouco tempo antes foi o berço da Mata Atlântica paulistana.

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Em pouco tempo, a “mata grande” dos índios cedeu lugar a pinheiros e plantas européias, criando uma paisagem que poderia estar em Berlim, Paris ou Londres. No fundo, o Trianon.

Com a cidade virando metrópole no século passado, poucos atentaram para a Mata Atlântica do Trianon. Os olhares estavam no progresso, nos carros, nos edifícios. Enquanto isso, não havia mais nenhum bicho para plantar as sementes de jatobá, de palmito jussara, e de tantas outras que foram sumindo, e nem eles podiam alcançar a floresta trazendo novas sementes dos arredores. Os ventos agora canalizados por construções, derrubavam as mais antigas e altas árvores. Eucaliptos australianos tiravam o sol das plantas nativas, enquanto as ornamentais exóticas, o espaço. O ar ficava cada vez mais seco. Os últimos pássaros e pequenos mamíferos não adaptados a cidade, eram caçados e mortos por gatos e cães domésticos.

TRIANON

Nessa foto do Botânico Hoehne do começo do século, ainda era possível ver plantas hoje desaparecidas, como o samambaiaçu, à esquerda

Inviabilizado como pequeno fragmento de mata tropical, seu ecossistema foi gradativamente e silenciosamente se deteriorando. Para o visitante amigo da natureza, estava tudo bem, a mata continuava com suas árvores e arbustos, e agora mais bonita, “civilizada” pelo paisagismo da moda.

Assim, sumiram os pássaros restritos a Mata Atlântica e entraram os generalistas, aqueles que conseguem viver nas hostis condições urbanas e se alimentam de muitas coisas diferentes. Ao mesmo tempo, nos jardins sofisticados da cidade uma palmeira de origem australiana entra na moda e participa dos mais sofisticados jardins, a seafórtia (Archontophoenix cunninghamii). Não se sabia na época que era uma  espécie invasora, e nem que isso existia.

seafórtia - arvores de são paulo - ricardo cardim

A palmeira australiana seafórtia no Vale do Anhangabaú no começo do século XX.

Nos anos 1990, o Parque Trianon, dormitório dos pássaros generalistas, está com o seu solo forrado de sementes e mudas da palmeira seafórtia, que sem inimigos naturais, um clima mais propício que sua terra natal, e com amplos espaços livres dentro da floresta deixados pelas espécies que sucumbiram ou foram cortadas, se desenvolve rapidamente. Em poucos anos alcançam porte e formam uma densa copa, que sombreia a mata abaixo. As mudas das árvores nativas ainda sobreviventes a todas essas agressões lutam para resistir a competição por água, luz e nutrientes com o “tapete” de palmeiras australianas que vai se formando e ocupando progressivamente o espaço que já foi dos palmitos-jussara, ingás, angicos e muitos outros. Para os usuários desavisados, aquele denso palmeiral esbelto, de sombrio verde-escuro, vigoroso e cada vez mais denso significa a pujança da mata tropical, e um motivo de deleite. Na primeira década do milênio, a palmeira seafórtia torna-se a senhora do sub bosque do Trianon.

parque trianon - palmeiras invasoras - foto de ricardo cardim

De Mata Atlântica biodiversa a palmeiral exótico. No meio, um eucalipto australiano.

Nesse momento o fragmento do Caaguaçu vira um doente terminal. Sua Mata Atlântica não resiste mais ao histórico de um século de agressões, descasos e isolamento. Em cada verão, caem árvores seculares que não conseguiram deixar descendentes. Ano passado foi um enorme jequitibá-branco na cerca da Al. Casa Branca. O sub bosque, cada vez mais pobre pelo excesso de sombra das seafórtias e falta de novas sementes, vira apenas um tapete de folhas com plantas comuns de paisagismo.

Se nada for feito, e as palmeiras exóticas não forem removidas rapidamente, como é feito em muitos lugares do mundo onde a sociedade e técnicos se mobilizam pela preservação de seus “museus vivos” da natureza ancestral, nossos filhos e netos terão apenas uma floresta de palmeiras australianas. Sem Mata Atlântica. Sem jequitibás e perobas. Não é previsão alarmista, isso ocorreu na Mata Atlântica da USP da Cidade Universitária, veja a foto de satélite abaixo:

parque trianon - palmeiras invasoras invadindo a USP - foto de ricardo cardim

A mancha de palmeiras na região central se espalha, como um tumor, na Mata Atlântica. Reparem que no meio da mancha, não existe mais nenhuma copa de árvore, só a seafórtia australiana. Esse é o destino do Parque Trianon se nada for feito.

Como tirar as palmeiras?

Quando em 2010 se cogitou remover as seafórtias da reserva de Mata Atlântica da Cidade Universitária da USP ocorreu uma breve polêmica e reações emocionais entre as pessoas menos informadas, e isso estimulou diversas pesquisas de cientistas do Instituto de Biociências para comprovar o extenso dano que estava ocorrendo para a sobrevivência da floresta nativa. Assim,  com os claros resultados obtidos, o governo removeu  todas as palmeiras seafórtias adultas em 2011 e as substituíram por 120 espécies nativas. Como aluno de mestrado no local na época, testemunhei todo o processo e vi a Mata Atlântica renascer sem as palmeiras invasoras, voltando a receber sol no interior da mata e despertar seu banco de sementes, brotando muitas espécies nativas antes “afogadas” pela invasão. Passados 6 anos, ver a mata da USP hoje é muito diferente. É uma Mata Atlântica típica, mais saudável, em sua dinâmica e perpetuação natural.

usp - remoção das palmeiras invasoras

Remoção da palmeira invasora, com dano mínimo ao ecossistema e plantio de mudas nativas em 2011 na USP

Outro aspecto importante é que a fauna não passará fome sem a seafórtia, pesquisadores descobriram que seus frutos são praticamente nulos de elementos nutritivos. Ela apenas “engana” o pássaro generalista com sua cor vermelho vibrante.

No Trianon, a troca da palmeira invasora australiana será por plantas que ocorriam na região séculos atrás, como o palmito-jussara (Euterpe edulis), palmeira nativa e ameaçada de extinção da nossa Mata Atlântica que séculos atrás foi muito abundante nessa floresta – e os pássaros adoram. Para isso, uma verdadeira “operação cirúrgica” será realizada junto a profissionais e pesquisadores, extraindo cuidadosamente as palmeiras invasoras e as substituindo por espécies nativas mantendo ao máximo a integridade da floresta. Embora as seafórtias sejam bonitas, lhes asseguro que a Mata Atlântica bem preservada vence de forma disparada em beleza e encanto aos olhos. E mais, o Trianon não é nosso. É de nossos filhos e netos, e devemos passá-los a eles como o testemunho de Mata Atlântica que é. Por isso é que desde 2014 junto com a ONG S.O.S. Mata Atlântica trabalho e estou como consultor para essa medida e restauração do parque. Em 2008 fiz um artigo sobre o problema: https://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2008/07/07/seafortia/

Esse “amargo remédio” nos faz lembrar que a responsabilidade de tudo isso é nossa. Da arrogância humana de achar que pode “embelezar” uma floresta que demorou milênios para se formar, com toda uma fauna e flora interdependentes. Que pode trazer plantas e bichos de longe por mero capricho ou status em jardins sem ter consequências terríveis. A invasão biológica é tema tão sério, que hoje é considerada a segunda maior causa da perda de biodiversidade no planeta, só perdendo para a destruição direta dos habitats, causada por instrumentos como fogo e tratores.

Ricardo Cardim

Para saber mais, seguem bibliografias para consulta sobre o tema com o respectivo link:

1.IABIN- Inter American Biodiversity Information Network. I3N – Invasives Information Network:

http://i3n.institutohorus.org.br/www/

2. 100 of the world’s worst invasive alien species: a selection from the global invasive species database. S Lowe, M Browne, S Boudjelas, M De Poorter – 2000 – academia.edu

https://scholar.google.com.br/scholar?q=invasive+species+un&btnG=&hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5

3. Os processos de degradação ambiental originados por plantas exóticas invasoras. Revista Ciência Hoje, São Paulo, 2001

http://institutohorus.org.br/download/artigos/Ciencia%20Hoje.pdf

4. Williamson, M. 1996. Biological Invasions. London. Chapman & Hall:

https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=eWUdzI6j3V8C&oi=fnd&pg=PR11&dq=williamson+1996+invasions&ots=azEhGeytbv&sig=B2DUKnhPhSJ8eb2H_aXWNyecVsM#v=onepage&q=williamson%201996%20invasions&f=false

5. Projeto de Preservação do fragmento de Mata Atlântica da Universidade de São Paulo (USP) para remoção das palmeiras invasoras. Instituto de Biociências, disponível em:

http://www.ib.usp.br/manejo-de-palmeiras.html

6. Phenology and fruit traits of Archontophoenix cunninghamiana, an invasive palm tree in the Atlantic forest of Brazil. Ana Luisa Mengardo & Vânia Regina Pivello. Disponível em:

http://www.soctropecol.eu/PDF/Ecotropica_2012/Mengardo_2012_Ecotropica_18_1.pdf

7. Subsídios para o manejo da invasão biológica de uma palmeira em áreas de Mata Atlântica. ALT Mengardo. Mestrado USP, 2011.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-09122011-131538/en.php

8. Fecundidade, dispersão e predação de sementes de Archontophoenix cunninghamiana H. Wendl. & Drude, uma palmeira invasora da Mata Atlântica. AV Christianini. Revista Brasileira de Botânica, 2006 – SciELO Brasil.

http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbb/v29n4/07.pdf

9. A invasão de um fragmento florestal em São Paulo (SP) pela palmeira australiana Archontophoenix cunninghamiana H. Wendl. & Drude. RICARDO DISLICH, NABOR KISSER e VÂNIA R. PIVELLO. Rev. bras. Bot. vol.25 no.1 São Paulo Mar. 2002.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042002000100008

10. The effects of an exotic palm on a native palm during the first demographic stages: contributions to ecological management. Ana Luisa T. Mengardo ; Vânia R. Pivello. Acta Bot. Bras. vol.28 no.4 Belo Horizonte Oct./Dec. 2014.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-33062014000400009

11. Comparing the establishment of an invasive and an endemic palm species in the Atlantic rainforest. MENGARDO, A. L. ; FIGUEIREDO, C. L. ; TAMBOSI, Leandro Reverberi ; PIVELLO, V. R. Plant Ecology & Diversity (Print), v. 5, p. 345-354, 2012.

http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/17550874.2012.735271

12. O impacto das plantas invasoras nos recursos naturais de ambientes terrestres: alguns casos brasileiros. DMS Matos, VR Pivello – Ciência e Cultura, 2009 – cienciaecultura.bvs.br

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252009000100012&script=sci_arttext

13. Tree structure and species composition changes in an urban tropical forest fragment (São Paulo, Brazil) during a five year interval. DISLICH, Ricardo ; PIVELLO, V. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo, v. 20, p. 1-10, 2002.

http://www.jstor.org/stable/42871514

 

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Grama esmeralda, a inimiga das árvores

 

arvores de são paulo - ricardo cardim

Cena comum onde existe grama esmeralda nas praças paulistanas: muitas árvores estagnadas, enfezadas e aneladas.

Nas praças, parques e canteiros das cidades é comum ver mudas de árvores enfezadas, raquíticas, com algumas folhas e aspecto de sofrimento. Embaixo dela, uma densa e vigorosa cobertura da grama-esmeralda (Zoysia japonica), uma espécie de grama chinesa e japonesa difundida a partir dos anos 1970 e que é a mais popular atualmente.

Nossa experiência tem mostrado uma clara correlação entre as duas situações. A grama esmeralda é uma forração muito agressiva, de sistema radicular fibroso, amplo, formando uma verdadeira camada de vedação ao solo, com cerca de 15 a 20 cm de biomassa. Muito eficiente na captação de água e nutrientes, essa grama praticamente rouba a nutrição e hidratação das mudas de árvores na camada superficial do solo, deixando-a em estado de inanição, e não a deixando ganhar força para suas raízes alcançarem camadas mais profundas, que a fariam crescer e escapar da concorrência do gramado.

arvores de são paulo 2 grama esmeralda ricardo cardim

Além da fibrosa e densa biomassa competindo com a muda, o quase inevitável “anelamento” pela roçadeira

Associado a isso, ainda existe um efeito colateral, o corte do gramado com roçadeira que invariavelmente arranca a casca do tronco da muda em forma de anel (anelamento) e a sufoca, matando-a ou a enfezando mais. Alguns preferem fazer a remoção da grama em volta com enxada, uma atitude péssima para a muda de árvore, já que arranca e lesa suas raízes superficiais, as mais importantes para a nutrição da jovem árvore, além de ressecar o solo ainda mais pela sua total exposição.

Se vai plantar árvores e quer vê-las crescer saudáveis, fuja da grama esmeralda. Embaixo da árvore vão bem forrações como vedélia, grama amendoim, lantanas e outras. Se quiser gramado, tem espécies que aparentemente competem menos com as árvores, como a batatais e a são carlos, ambas nativas.

Ricardo Cardim

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As 3 espécies de árvores mais plantadas hoje na cidade de São Paulo são exóticas

Até a virada do século, a cidade de São Paulo plantava muitas espécies de árvores estrangeiras nas suas ruas e praças, como a tipuana, árvore-da-china e resedá. Isso mudou, e com o adventos dos manuais de arborização da prefeitura uma nova lista surgiu repleta de espécies nativas do Brasil e algumas nativas regionais, o que foi ótimo para a sustentabilidade ecológica da metrópole. Entretanto, mesmo com a dezenas de espécies da Mata Atlântica local disponíveis na lista oficial e atualmente muito raras na arborização urbana, as espécies de novas árvores que vemos sendo plantadas nas ruas são sempre as mesmas três. Até hoje. Trata-se da sibipiruna, do pau-ferro e mirindiba. Observar atentamente as árvores jovens e mudas plantadas em paisagismo privado, compensações ambientais e arborização é só achar elas, o que é péssimo para a biodiversidade em uma cidade que tem mais de 300 espécies de árvores nativas no seu território e a árvore-símbolo é o cambuci, que aliás está quase extinta por aqui, com pouco menos de 10 exemplares adultos na malha urbana. Detalhe importante: a sibipiruna, o pau-ferro e a mirindiba são exóticas na cidade de São Paulo, de formações vegetais do Rio de Janeiro para cima. Planta não reconhece fronteiras políticas, mas ambientais, e planta nativa é aquela que existia originalmente na região, regional, assim, essas três espécies são tão exóticas na cidade como a boliviana tipuana (Tipuana tipu).

  1. Sibipiruna (Poincianella pluviosa  L.P.Queiroz)

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2. mirindiba (Lafoensia glyptocarpa Koehne)

mirindiba - distribuição no Brasil - Árvores de São Paulo - Ricardo Cardim

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3. pau-ferro (Libidibia ferrea  L.P.Queiroz)

pau-ferro - distribuição no Brasil - Árvores de São Paulo - Ricardo Cardim

 

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Bibliografia:

Reflora – Flora do Brasil 2020 – Jardim Botânico do Rio de Janeiro:

http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/listaBrasil/ConsultaPublicaUC/ResultadoDaConsultaNovaConsulta.do#CondicaoTaxonCP

Inventário da Biodiversidade do Município de São Paulo 2016:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/pubbiodiversidademunsp2016.pdf

 

Ricardo Cardim

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10 plantas nativas boas para usar no paisagismo

No último artigo falamos das dez plantas mais comuns no paisagismo brasileiro atual, todas exóticas e seguindo modas do estrangeiro, levando ao triste cenário de 90% da vegetação urbana ser de origem estrangeira. Uma velha justificativa da persistência do uso desse elenco insustentável por alguns profissionais é que não existem plantas nativas disponíveis no mercado de paisagismo. Isso não é verdade, temos várias nativas do bioma Mata Atlântica disponíveis nos viveiros. A questão é conhecer e procurar. Usar plantas nativas do local reequilibra o meio ambiente, ajuda a salvar plantas e bichos da extinção, educa para a preservação dos remanescentes naturais e ainda economiza água de irrigação, dá menos manutenção e cresce mais rápido. No Brasil, o país mais rico em espécies de plantas do mundo, é o único caminho a se seguir.

Seguem abaixo:

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1. araçá piranga ( Eugenia leitonii ) – Uma árvore de casca dourada belíssima e frutos comestíveis.

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2. Cambucá (Plinia edulis), a jabuticaba amarela gigante e super saborosa. Sua árvore é muito ornamental, podendo ser usada em vasos inclusive.

3. Pati ou patioba (Syagrus bothryophora) uma palmeira de estética fantástica nativa da Mata Atlântica do Espírito Santo e Bahia.

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4. Palmito-jussara (Euterpe edulis). Essa elegante palmeira ameaçada de extinção da Mata Atlântica é uma enorme fonte de alimentos para pássaros e mamíferos. Na fase jovem gosta de meia-sombra e da companhia de outras plantas adensadas ao lado.

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5. Palmeira de petropolis (Lytocaryum weddellianum), uma planta belíssima para ambientes internos e sombreados.

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6.  jerivá (Syagrus romanzoffiana) é uma palmeira muito bela, principalmente quando em grupo e sem poda das folhas mais velhas. Alimenta pássaros como papagaios.

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7. pitanguinha (Eugenia mattosii), arbusto frutífero e de estética idêntica ao exótico buxinho. Produz frutos comestíveis a humanos e pássaros e forma ótimas cercas-vivas.

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8. guaimbé (Philodendron bipinnatifidum), uma planta de folhas impressionantes e que vai bem em quase todos os ambientes, do sol a sombra.

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9. capim rabo-de-burro (Andropogon bicornis). Um capim de fácil cultivo e manutenção com estética belíssima, ainda mais em maciços.

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10. Dicorisandra ou gengibre-azul (Dichorisandra thyrsiflora), arbusto muito florido da floresta atlântica, apreciado por pássaros.

Isso é apenas uma ínfima amostra do potencial que temos nos biomas brasileiros. No dia em que usarmos apenas 1% (!!) das 50.000 espécies de plantas nativas do Brasil teremos muitas opções estéticas e sustentáveis. Lembrando que planta nativa é aquela que estava no terreno em questão antes da colonização humana, e que não tem nada a ver com fronteiras políticas, algo inventado pelo homem. Quanto mais regional, local, melhor.

Todas essas plantas são encontradas em grandes viveiros. No Ceasa de São Paulo e Campinas algumas são comuns.

Ricardo Cardim

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Quais são as 10 plantas mais comuns no paisagismo? Porque precisam ser trocadas?

De onde vem as espécies de plantas “ornamentais” disponíveis nas lojas e viveiros no Brasil? Quando você vai escolher uma palmeira ou arbusto, quem escolheu antes para você entre as centenas de milhares de espécies de plantas existentes no planeta? Porque o cardápio é só aquele?

São perguntas ainda pouco feitas no Brasil a se observar nos projetos de paisagismo residenciais, públicos e privados e seu elenco de plantas. A esmagadora maioria usa as mesmas espécies disponíveis, mudando apenas sua composição e quantidade nas áreas verdes. Os resultados são jardins sempre parecidos, monótonos e com baixa capacidade de serviços ambientais e biodiversidade.

Essas “plantas ornamentais” comuns no mercado são quase todas de origem estrangeira, e seguem as modas lançadas em países de clima frio e realidade natural e urbana bem diferente das nossa, como Holanda, Inglaterra, EUA e Japão. O Brasil, país de maior diversidade de plantas do mundo, com mais de 50.000 espécies de plantas nativas diferentes, quase não usa sua biodiversidade e sim esse “pacote” exótico importado, que faz cerca de 90% da vegetação usada no paisagismo brasileiro ser estrangeira.

As consequências desse nosso hábito traz enormes prejuízos para os biomas nativos, por causa da proliferação de plantas exóticas invasoras, extinção de fauna e flora locais e o desconhecimento da nossa população, dona da maior biodiversidade mundial.

É urgente um movimento de renovação no paisagismo brasileiro e no seu mercado para resgatar e utilizar todo o enorme potencial de plantas ornamentais nativas regionais, formando não somente projetos belos, mas principalmente funcionais para a comunidade, cultura e meio ambiente. Abaixo a lista das 10 plantas ornamentais mais comuns:

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1. palmeira azul (Bismarckia nobilis) Origem: África

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2. palmeira rabo de raposa (Wodyetia bifurcata) Origem: Austrália

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3. areca-bambu (Dypsis lutescens) Origem: África

 

 

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4. palmeira fênix (Phoenix roebelenii) Origem: Ásia

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5. cica (Cycas revoluta) Origem: Ásia

 

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6. buxinho (Buxus sempervirens) Origem: Europa

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7. capim do texas (Pennisetum setaceum) Origem – África

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8. kaizuka (Juniperus chinensis torulosa) – Origem: Ásia

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9. agaves (Agave sp.) – América Central

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10. podocarpus (Podocarpus macrophyllus) Origem: Ásia

No próximo post vamos trazer opções de espécies dos biomas brasileiros já produzidas no mercado brasileiro para a troca.

Ricardo Cardim

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Plantio coletivo de Mata Atlântica nesse domingo!! Participe da Floresta de Bolso no meio de Pinheiros

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Vamos juntos transformar totalmente uma praça árida e cheia de lixo em Pinheiros na mais nova Floresta de Bolso na cidade de São Paulo. Você e sua família estão convidados, principalmente as crianças, que poderão deixar sua marca na metrópole por muitas décadas e acompanhar com seu crescimento em uma lembrança única.

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Nesse 1° plantio de 2017 escolhemos uma área completamente abandonada e desprovida de vegetação atrás da Igreja de Pinheiros, local de passagem e vivência diária de milhares de pessoas. O local provavelmente é habitado há mais de 300 anos, e sofreu sucessivas construções ao longo do tempo, tornando seu solo cheio de entulhos e muito compactado. Com uma máquina conseguimos “quebrar” a barreira de entulhos de espessura de até 1 metro de profundidade e achar a antiga terra preta das margens do Rio Pinheiros, que passava ali perto.

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O encontro com a fantástica terra preta original sepultada há séculos pela cidade

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As camadas de entulhos e barro sobre a terra original do Rio Pinheiros ainda limpo.

Essa bela terra fértil, quando voltou a receber a luz do dia séculos depois, estava ainda limpa e com suas características aparentes originais . O terreno de 500 m² recebeu três caminhões de triturados de podas de árvores urbanas e teve o seu entulho maior coletado, revivendo para receber de novo a floresta nativa.

Floresta de Bolso é uma metodologia para trazer de volta a Mata Atlântica para o cotidiano dos paulistanos e melhorar os serviços ambientais urbanos  e a biodiversidade nativa, e seus principais benefícios são:

  • Grande densidade e diversidade de espécies nativas regionais;
  • Alimento para a fauna que combate pragas urbanas;
  • Redução da temperatura e ilhas de calor;
  • aumento da umidade do ar;
  • Diminuição da poeira e fuligem no ar;
  • Retenção das águas da chuva, miniminizando enchentes e alimentando o lençol freático;
  • Liberação de sementes e aumento espontâneo da Mata Atlântica na cidade;
  • Redução de gases tóxicos da poluição urbana;
  • Lazer e descanso para a comunidade.

Nessa floresta serão plantadas cerca de 300 árvores e arbustos de 70 diferentes espécies nativas de nossa região, incluindo frutíferas raras e espécies em extinção. Também plantaremos espécies nativas de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) dentro do conceito de AgroFloresta e outras espécies alimentares como abóboras e melancias.

Todo os recursos provenientes para o plantio da ação Floresta de Bolso é oriundo de doações privadas, não participando nenhuma forma de recursos públicos. A 1° Floresta de Bolso também será parte dos eventos do Feira Viva, de agricultura orgânica e gastronomia sustentável.

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A praça com a terra já preparada para o nosso plantio!!

PLANTAR UMA FLORESTA DE BOLSO É PLANTAR A ETERNIDADE. A CERTEZA DE ALGO QUE IRÁ ATRAVESSAR GERAÇÕES E QUE COM A NOSSA BOA VONTADE DEIXAMOS DE LEGADO PARA OS PAULISTANOS DO FUTURO. PARTICIPE!

LOCAL e Horários:

Rua Pais Leme, altura do número 42, esquina com a Rua Padre Carvalho, atrás da Igreja de Pinheiros. Fácil acesso por bicicleta, metrô, trem, ônibus e carro.

Dia 07 de maio, domingo, a partir das 10 horas da manhã.

Participação gratuita. Quem tiver ferramentas para cavar, pode levar, precisamos!

Também são bem-vindas mudas e sementes nativas da Mata Atlântica.

CONFIRME PRESENÇA AQUI:

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Parceiros:

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Ricardo Cardim

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