Domingo é dia de plantar uma Mata Atlântica no Ibirapuera, vamos?

São Paulo vai ganhar por meio dos cidadãos amigos do verde mais uma “Floresta de Bolso” que recria a Mata Atlântica paulistana original dentro da malha urbana. A ação será nesse domingo 15, a partir das 9 horas da manhã, em forma de mutirão. Todos que gostam de plantar estão convidados (podem trazer ferramentas como enxadas, cavadeiras, picaretas – a terra é bem dura – e baldes para água).

Participam o Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz (CADES) da Subprefeitura de Vila Mariana e Agenda 21, o Novas Árvores por Aí e Árvores de São Paulo. Outros movimentos que quiserem aparecer no dia serão muito bem vindos!

A floresta será composta por cerca de 50 espécies diferentes da Mata Atlântica do Planalto Paulistano representadas por 120 exemplares, e a ideia é que, por sua grande densidade e diversidade, ajude a melhorar a umidade do ar, a baixar a temperatura, reter a fuligem dos veículos, reciclar os gases tóxicos, minimizar a poluição sonora e servir de abrigo para a fauna nativa, além de se tornar uma “Bomba de Biodiversidade” para a cidade, espalhando pelo vento e fauna, as sementes de novas florestas nativas na metrópole.

Esperamos vocês lá!!

NOVO LOCAL DE PLANTIO –

NOVO LOCAL

Ricardo Cardim

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Há 50 anos uma floresta existia no cruzamento da Faria Lima com Juscelino Kubitschek

Poucas cidades no mundo cresceram com a velocidade de São Paulo no século passado. Para quem tem menos de 40 anos, pode parecer que a metrópole sempre foi assim, asfalto e concreto por todos os lados. Essas fotografias abaixo mostram bem como a transformação foi rápida. Em um dos cruzamentos mais movimentados da São Paulo atual, há cerca de 50 anos existia uma tranquila Mata Atlântica na beira de um ribeirão serpenteante.

jk antes

JK hoje

crédito das imagens: Geoportal.

Ricardo Cardim

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Os guapuruvus e paineiras estão morrendo na cidade de São Paulo

paineira morta em Sao Paulo 2- arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Paineira-rosa que morreu em pouco meses na Avenida Dr. Gastão Vidigal, Zona Oeste. Devia ter cerca de 50 anos de idade.

Nos últimos meses se tornou comum observar grandes árvores secas e com as amplas copas em decomposição na cidade de São Paulo. Trata-se principalmente de duas espécies, o guapuruvu (Schizolobium parahyba), nativo na Mata Atlântica Ombrófila Densa, da nossa Serra do Mar próxima ao litoral e a paineira-rosa (Ceiba speciosa), típica na Mata Atlântica Semidecidual do interior do Estado.

As duas espécies parecem acometidas de um mesmo mal, uma doença que rapidamente seca toda a planta. Pelos furos facilmente visíveis na casca das paineiras, julgo que possa ser um besouro associado a um fungo os responsáveis pelo estrago. A situação para as paineiras não é de agora, há alguns anos trás aconteceu fato semelhante na Zona Oeste em grande parte dos exemplares adultos.

guapuruvu morto em Sao Paulo - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Guapuruvus adultos mortos recentemente na alça de acesso da Ponte Cidade Universitária.

Já o guapuruvu apresenta problema semelhante nos seus locais de origem, como Ilhabela, que apresentou no ano passado intensa mortalidade da espécie em meio a floresta, a ponto de ser divulgada uma potencial extinção regional da árvores, tão simbólica para a cultura local tradicional.

E o que está sendo feito a respeito? Até onde sei, infelizmente nada de muito eficaz, e essas “arvores-monumentos” de nossa metrópole seguem desaparecendo. Fatos assim mostram a importância de se ter diversidade de espécies arbóreas na malha urbana, para que não ocorram perdas drásticas da cobertura vegetal, como aconteceu com o ficus exótico em 2010.

guapuruvu morto em Sao Paulo - tronco - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Tronco do guapuruvu já sem casca, em estado de decomposição. Vai cair…

paineira morta em Sao Paulo - arvores de sao paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Outra paineira…

Ricardo Cardim

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7 meses depois! Restauração florestal em São Paulo no sistema Pocket Forest

Pocket Forest Ricardo Cardim - junho de 2015

Floresta recém plantada em junho de 2015.

Pocket Forest Ricardo Cardim - janeiro de 2016

A mesma floresta 7 meses depois!

Nossa metodologia de restauração florestal “Pocket Forest” que copia a dinâmica natural das capoeiras da Mata Atlântica e sua competitividade, permite a criação inédita de pequenos trechos do bioma na escala urbana em grande velocidade de crescimento e diversidade espécies.

Nos sete meses da implantação trechos das fotografias acima, além do intenso ganho de biomassa e serviços ambientais, o espaço trouxe abrigo e alimento para a avifauna da região, que já recompensou  o espaço com sementes de muitas plantas nativas de outras matas, como trepadeiras e arbustos de sub bosque.

Nós, do Árvores de São Paulo, acreditamos que essas “florestas de bolso” são um excelente caminho para a reintrodução da Mata Atlântica nas metrópoles em diferentes escalas urbanas e a geração de serviços ambientais relevantes como a diminuição das ilhas de calor, produção de água, aumento da umidade do ar, filtragem de poeiras e gases tóxicos, bloqueio da poluição sonora, abrigo da fauna e biodiversidade nativa, educação ambiental e lazer para os cidadãos.

Ricardo Cardim

 

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Feliz Natal aos amigos das árvores!!

Mata Atlântica crescendo na cobertura do Edifício Citibank na Avenida Paulista

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Todos os amigos das árvores convidados para um agradável passeio guiado e gratuito nesse sábado no Museu da Casa Brasileira

Ricardo_Cardim_12_12_JORNADA DO PATRIMONIO

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Plantar árvores em São Paulo e os Cerrados nativos da cidade – muito cuidado!

No pé de um ipê plantado, uma caroba-do-campo à direita, planta rara e existente até os anos 1940 na cidade. Quando o ipê crescer, eliminará por sombreamento a carobinha.

São Paulo originalmente apresentava amplas extensões de vegetação de Cerrado, campestre com ervas e arbustos em grande biodiversidade e beleza. Eram os denominados “Campos de Piratininga” no século 16, atualmente quase extintos.

Pouca gente sabe disso. Até mesmo o Poder Público. O resultado é que os poucos e raríssimos campos-cerrados sobreviventes seguem esquecidos e sujeitos a todo tipo de agressão. Sendo uma dela insuspeita para os amigos das árvores e profissionais: o plantio de árvores em terrenos vazios e com capim.

Muitas vezes, vendo um terreno com um “capinzal” em meio a malha urbana, plantam-se inúmeras árvores nativas acreditando estar fazendo o melhor para o meio ambiente, quando na verdade está se destruindo uma vegetação extraordinariamente rara na metrópole. O motivo é que o Cerrado precisa do sol para viver, e quando as árvores crescem e fazem sombra, o matam.

Assim, é fundamental antes de uma ação de plantio de árvores, por melhor que seja a intenção, tomar conhecimento e pesquisar visualmente se aquela área tem remanescentes de Cerrado – e se tiver – não plantar nada e sim preservar o que lá está há milênios.

Em São Paulo, principalmente na região do Morumbi, Parque do Carmo, Jaraguá, Butantã e arredores da malha urbana ainda existem alguns poucos e preciosos trechos dos “Campos de Piratininga”.

Ricardo Cardim

“Capinzal” repleto de raridades do Cerrado na região do Morumbi e que recebeu equivocadamente um plantio de árvores que pode matar a vegetação ancestral.

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