Ela é a árvore mais comum na arborização urbana paulistana e símbolo de alguns bairros da cidade. Trata-se da tipuana (Tipuana tipu - Família Leguminosae), que enfeita o começo da primavera com suas pequenas flores amarelo-ouro no topo de seus galhos.
Colorindo o concreto com um espesso tapete de pétalas, locais como os Jardins e a Cidade Universitária ganham uma paisagem diferente nessa época do ano, quebrando o persistente cinza do nosso cotidiano.
As tipuanas de São Paulo estão em sua maioria no final da vida, já são “velhinhas”, foram plantadas antes dos anos 1950, principalmente pela Cia. City, que criou os bairros-jardins, como Pacaembú, Jardim Europa, Alto de Pinheiros e outros. Originárias da Bolívia, alcançam grande porte e densa folhagem por aqui, formando as ruas mais verdes da Capital. Exemplos são a Avenida República do Líbano e Alameda Santos, com exemplares muito antigos.
O seu plantio hoje não é mais recomendado, devido ao seu grande porte, madeira frágil e susceptível à cupins, sendo substituída gradativamente por espécies nativas pela Prefeitura. Entretanto, não há como negar que ela já é uma das “caras” de São Paulo.
Ricardo Henrique Cardim







































































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