Na Folha de São Paulo: USP derruba vegetação de cerrado após prometer ‘museu vivo’ na área

cerrado usp folha 2014

O que o Blog alertou em 29 de maio, saiu na edição impressa no último sábado.

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USP Cerrado devastação 2014

Abaixo, confira em três tempos a destruição de importantes trechos do cerrados tipo “Campos de Piratininga” e de trechos do “Butantã”, chão duro em Tupi, ocorrido na obra do Centro de Convenções da USP.

Cerrado tipo "Campos de Piratininga" no ano em que a USP decretou a área como 'museu vivo'

2012: Cerrado bem preservado tipo “Campos de Piratininga” – USP decretou a área como ‘museu vivo’

Trechos de terra naturalmente expostos no Cerrado, o que nomeou o bairro de Butantã - "chão duro" em Tupi

2012: Trechos de terra naturalmente expostos no Cerrado, o que nomeou o bairro de Butantã – “chão duro” em Tupi

O mesmo local hoje, 2014, com o cerrado destruído por um aterro e barracão.

Em 2014 com o barracão construído exatamente sobre os lugares das fotos acima

Depois da destruição, o absurdo - plantio de árvores genéricas de Mata Atlântica onde antes era um Cerrado raríssimo para a história e meio ambiente da cidade de São Paulo

Julho 2014 – Depois da destruição, a patética tentativa de “recuperação” e o absurdo – um plantio de árvores genéricas de Mata Atlântica onde antes era um Cerrado raríssimo para a história e meio ambiente da cidade de São Paulo. Mesmo que tenha sobrado alguma planta de Cerrado aí, ela morrerá no futuro devido ao sombreamento das árvores de outro bioma.

 

Ricardo Cardim

 

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O eucalipto centenário foi sufocado pelo asfalto em São Paulo

No bairro do Campo Belo, Zona Sul, vive um exemplar de eucalipto com aparência de centenário, sobrevivente da já distante época rural do bairro. De porte impressionante e vigoroso, convivia em harmonia com as construções vizinhas que cresceram a sua volta ao longo do tempo. Nesse mês, a harmonia foi quebrada por um infame asfaltamento de precisão milimétrica em volta da antiga árvore, que impermeabilizou seu entorno e excluiu a possibilidade de ele obter água da chuva, oxigênio nas raízes e nutrientes.

Impermeabilização impecável

Impermeabilização impecável

Tal ato não tem justificativa e deveria ser corrigido imediatamente, sob pena de perdermos uma árvore centenária importante não somente para os serviços ambientais e história de um bairro, mas para toda a metrópole paulistana.

Vista do outro lado da rua.

Vista do outro lado da rua.

Ricardo Cardim

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Aléia de palmeiras em frente ao Parque Burle Marx está sendo arrancada

palmeiras burle marx - foto de ricardo cardim

Mais um atentado ao Parque Burle Marx, no Panamby, Zona Sul. Agora, além da ameaça de destruição da biodiversidade rara dos brejinhos e Mata Atlântica em frente do parque por edifícios, são as dezenas de palmeiras-imperiais plantadas há cerca de duas décadas que estão sendo removidas rapidamente nessa semana.

palmeiras burle marx - foto de ricardo cardim 2

Mesmo que sejam transplantadas – o que sempre é um risco para a sobrevivência dos exemplares, ainda mais nessa época de seca – perde-se a última paisagem bela e verde do lado direito das poluídas e congestionadas marginais do Rio Pinheiros. A aléia das palmeiras já fazia parte da vida de quem mora na região.

Se as promessas de “demolição” dessa preciosa região verde continuar nesse ritmo, em menos de 5 anos teremos apenas uma pequena ilhota de vegetação cercada por enormes grupos de edifícios com paisagismo exótico e ainda emoldurados por uma ponte de concreto semelhante ao horroroso viaduto “Diário de São Paulo” do parque Dom Pedro.

palmeiras burle marx - foto de ricardo cardim 3

 

Projeto da nova ponte da região que está em andamento.

 

Ricardo Cardim

 

 

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Depois da tragédia, a centenária figueira da Mata Atlântica em Santo André foi assassinada.

figueira do parque celso daniel em santo andré - foto de Luciano Hernandes


No Parque Celso Daniel, em Santo André, São Paulo, no final sobrou para a árvore a culpa pelo descaso da sua manutenção que culminou na queda de um grande galho e morte de uma frequentadora em 2011. Árvore tombada pelo Condephaat e patrimônio cultural da cidade, a figueira era um ponto turístico no parque, com 20 metros de altura, copa de 40 metros de diâmetro e raízes com extensão de sete metros.

Ainda em 2011 o Departamento de Parques e Áreas Verdes realizou a poda drástica do exemplar, que obviamente culminou na sua sentença de morte “em pé” como podemos observar nas fotos abaixo enviadas pelo nosso leitor Luciano Hernandes. Situação infelizmente típica no Brasil para a arborização urbana: se ocorre a queda de uma árvore ou um galho, a culpa é sempre do vegetal, e nunca das podas equivocadas, falta de manutenção, negligências, fiação elétrica aérea, cimentação do colo, etc, etc…

É possível verificar pelas fotos, que não há ocos nos troncos cortados pela podas.

É possível verificar pelas fotos, que não há ocos nos galhos cortados pela podas.

figueira do parque celso daniel em santo andré - foto de Luciano Hernandes 3

O raro exemplar está completamente morto e em franco apodrecimento. Note as raízes tabulares típicas das figueiras nativas centenárias.

figueira do parque celso daniel em santo andré - foto de Luciano Hernandes 4

Monumento ao descaso histórico com o verde no Brasil

Abaixo, fotos da figueira centenária antes da poda que a matou:

figueira do parque celso daniel em santo andré - antes

figueira do parque celso daniel em santo andré - antes 2

Ricardo Cardim

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Árvores centenárias “Veteranas de Guerra” da Mata Atlântica na Praça da República

Novas “Veteranas de Guerra”  em pleno centro da cidade de São Paulo. São duas árvores nativas da Mata Atlântica que provavelmente tem mais de um século de vida e foram plantadas na implantação da Praça da República. Uma, figueira-brava, aparentemente Ficus organensis, apresenta um tamanho impressionante com cerca de 20 metros de altura e ampla copa que fica nas margens do laguinho. O interessante desse exemplar é que diferente das outras figueiras antigas da mesma espécie na metrópole, essa tem uma formação típica florestal, com tronco comprido, reto e copa somente no alto do dossel.

Figueira-brava centenária

Figueira-brava centenária

Tronco da figueira-brava

Tronco da figueira-brava

A outra, um jequitibá-rosa (Cariniana legalis), apresenta o porte típico da espécie, e copa bem formada. É a árvore símbolo do Estado de São Paulo e na metrópole temos outro de tamanho parecido na Praça Coronel Fernandes, também no centro.

O jequitibá-rosa em sua formação típica.

O jequitibá-rosa em sua formação típica.

Antes de se tornar um espaço ajardinado no começo do século passado, a Praça da República era conhecida principalmente como “Largo dos Curros” devido a prática de touradas e circos de cavalinhos no local. Interessante a escolha de espécies típicas da Mata Atlântica em uma época de moda européia na arborização, e pena que isso não prosseguiu e hoje essas duas espécies sejam raríssimas na cidade de São Paulo.

Abaixo, fotos das três épocas distintas da Praça da República, de terreiro a ilha de verde em meio ao concreto.

 

Para conhecer outras árvores veteranas de guerra acesse o site da campanha junto a SOS Mata Atlântica e compartilhe essas raridades ameaçadas:

http://www.veteranasdeguerra.org

 

Ricardo Cardim

 

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Novas árvores na Avenida dos Bandeirantes e o certo e o errado lado-a-lado

Novas mudas na Avenida dos Bandeirantes.

Novas mudas na Avenida dos Bandeirantes.

Recentemente a tumultuada Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, recebeu algumas novas mudas de árvores no seu canteiro central. Mesmo não sendo na melhor época, já que estamos em plena seca e as árvores precisarão de irrigação periódica para sobreviver, é um alento para a poluída região.

O amplo canteiro das novas mudas ao lado das antigas.

O amplo canteiro das novas mudas ao lado das antigas.

A curiosidade ficou pelo seguinte: porque será que os paus-ferros que já viviam no local também não tiveram o mesmo tratamento das novas mudas de ter um amplo espaço sem cimento em volta? A situação ficou típica dos cuidados com a arborização urbana da cidade, o certo e o completamente errado convivendo lado-a-lado, sem nenhuma justificativa óbvia. Já que abriram o concreto para as mudas, porque não abrir também para as árvores vizinhas e sufocadas?

Pau-ferro (Caeasalpinia ferrea) completamente enforcada pelo concreto.

Pau-ferro (Caeasalpinia ferrea) completamente enforcada pelo concreto.

Pau-ferro enforcado e só piorando conforme cresce...

Pau-ferro enforcado e só piorando conforme cresce…

Os paus-ferros que estão cada vez mais enforcados pelo concreto, serão, certamente em um futuro próximo, fortes candidatos à queda em tempestades e causadores de sérios transtornos na movimentada avenida.

Ricardo Cardim

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USP destrói raro Cerrado em São Paulo que havia sido prometido “Museu Vivo” em 2011

Surreal: Trecho onde existia um raro Campo Cerrado nativo da Cidade de São Paulo foi tratorado e recebeu o plantio de mudas de árvores de outro Bioma.

Surreal: Trecho onde existia um raro Campo Cerrado nativo da Cidade de São Paulo foi tratorado, arrasado e recebeu um galpão e o plantio de mudas de árvores de outro Bioma por cima.

Em 2011 iniciou-se na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo um polêmico conjunto de obras para o “Parque dos Museus” e o novo Centro de Convenções da Universidade. O local escolhido foi uma extensa mancha de vegetação abrigada próxima a Faculdade de Veterinária, o que provocou diversos protestos.

No local existia facilmente à vista dos passantes muitas árvores exóticas (de origem estrangeira) e muitas também invasoras, e isso foi usado como justificativa como atenuante para os cortes, como pode ser conferido nas matérias abaixo:

Esclarecimento sobre o corte de árvores no campus de SP

http://www.usp.br/imprensa/?p=14460

Corte de árvores no novo Centro de Convenções e Parque dos Museus – USP

http://www.youtube.com/watch?v=5N3dspshhms

O que não se sabia ou não se levou em consideração foi a existência de uma área nos fundos do terreno, e mais escondida da visão do público, que abrigava uma vegetação ancestral e praticamente extinta na cidade de São Paulo: os Campos-Cerrados. Essa formação nativa, de grande biodiversidade, já existiu em profusão na metrópole, a ponto de nomear bairros como “Campo Belo” e “Perdizes”, e principalmente a cidade nos seus primórdios, de “São Paulo dos Campos de Piratininga” em alusão a essa vegetação.

Embora estudada por importantes botânicos da USP como o professor da Politécnica Dr. Alfred Usteri em 1911 (personalidade que nomeou a 1° Reserva Municipal de Campos Cerrados de São Paulo no Jaguaré em 2010), pelo professor da Botânica da USP, Dr. Aylthon Brandão Joly no Butantã em 1950 (que nomeia um edifício na Botânica do ICB – USP) e pelo fundador do Jardim Botânico de São Paulo, Frederico Hoehne em 1925 no Ipiranga, foi desaparecendo do território da cidade e da vista de seus habitantes.

Recentemente, o “Livro Vermelho das Espécies Vegetais Ameaçadas do Estado de São Paulo” publicado pelo Instituto de Botânica em 2007 mostrou a importância dessa vegetação no trecho – “Os resultados obtidos evidenciam o destaque da região abrangida pelo município de São Paulo, tanto no que se refere à grande concentração de espécies ameaçadas em todas as categorias, quanto no que se refere à quantidade de espécies já extintas, … a intensa degradação ambiental que o município sofreu desde o período colonial, incluindo a remoção de florestas e a ocupação do solo de forma desordenada, com pouca ou nenhuma preocupação com a conservação dos ecossistemas naturais, especialmente os campos que, ainda hoje são negligenciados apesar de serem ecossistemas com flora particular e biodiversidade considerável.”

Descoberta a existência dessa rara vegetação em profusão nas margens da grande escavação, a Reitoria da Universidade foi alertada. Cientes do fato, e com ampla divulgação nos meios de comunicação como uma página inteira no Jornal O Estado de São Paulo, de domingo, 16 de outubro de 2011, não houve outra saída a não ser paralisar as obras e divulgar que a área seria preservada, com a criação de um “Museu Vivo do Cerrado na capital” nos entornos da obra que conservavam a vegetação.

A Coordenação de Gestão Ambiental da USP na ocasião afirmou ao jornal “ Vamos agora transplantar toda a vegetação de cerrado que ainda está na área das obras para as novas reservas que vamos criar nesse entorno”. A inauguração do “museu vivo” foi prometida para o dia 7 de dezembro de 2011, fato que não se cumpriu.

USP vai criar um “museu vivo” do cerrado na capital – O Estado de S. Paulo:

http://arvoresdesaopaulo.files.wordpress.com/2010/08/ricardo-cardim-cerrado-da-usp.pdf

Jornal do Campus – USP:

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2012/04/obras-no-campus-ameacam-especies-raras-de-vegetacao/

A vegetação de cerrado que foi removida das obras para transplante não aguentou e a maioria perdeu-se, mas o entorno da obra continuou com as raríssimas plantas típicas dos antigos “Campos de Piratininga” e agora supostamente asseguradas pela criação do “Museu Vivo”. Nessa área a vegetação típica de Cerrado encontra-se em alguns trechos misturada com uma planta invasora nativa, a samambaia-do-campo, que pode ser facilmente manejada para o retorno dos Campos Cerrados típicos.

Em 2012 o Jornal USP Destaques, um boletim de imprensa da Reitoria da USP,  trouxe uma notícia animadora: declarava através da portaria n° 5.648 de 05 de junho de 2012 assinada pelo Reitor João Grandino Rodas, a preservação de duas áreas no Campus da capital, uma área de 10.000 m² (supostamente os campos cerrados em volta da obra como prometido) e outra, de mesmo tamanho e próxima ao ICB com também campos-cerrados, como “…caráter de preservação permanente e destinadas apenas à conservação , restauração, pesquisa, extensão e ao ensino… denominadas Reservas Ecológicas da USP”.

 

USP Destaques – “USP declara mais de mil hectares de seus campi como reservas ecológicas”

http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/Destaque-61.pdf

Entretanto, não foi o que ocorreu nesse terreno. As obras prosseguiram e acabaram destruindo outras parcelas importantes de campos cerrados, incluindo uma (foto abaixo) com um excelente grau de conservação e que não encontrava semelhança a nenhuma outra área natural de campos-cerrados na malha urbana paulistana. Uma paisagem extinta – relíquia da história ambiental paulistana

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - todos os direitos reservados

Espécies de plantas nativas totalmente ligadas a história da cidade e que sobreviveram a poucas dezenas de exemplares na metrópole, como o arbusto frutífero araçá-do-campo, que nomeou o antigo “Caminho do Araçá” e depois “Cemitério do Araçá” e a língua-de-tucano, uma bela planta que o Padre Anchieta utilizava para fazer alparcatas, e muitas outras, começaram a sofrer diretamente o impacto das obras, e foram arrancadas ou esmagadas.

Para conhecer as plantas dessa vegetação, suas flores e frutos:

http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/fotos-plantas-do-cerrado/

Em 2014 recebi de Daniel Caballero, um artista plástico que desde 2011 pesquisa e  retrata a biodiversidade ancestral paulistana em suas obras, uma notícia inesperada para o prometido “museu vivo” da Universidade de São Paulo: que estavam destruindo com tratores os remanescentes dos campos-cerrados nos entornos da obra.

Indo recentemente ao local com Daniel Caballero o cenário foi assustador, ainda mais considerando o local do ocorrido. Cerca de 40% da vegetação “relíquia” de campos cerrados que haviam sobrevivido tinham sido totalmente arrasadas – tratoradas literalmente –  e receberam o plantio de mudas de árvores em desenho geométrico (aparente e absurda “compensação ambiental” em cima de uma vegetação raríssima). Outra extensa parte virou o refeitório e chuveiros dos funcionários da obra. Perdeu-se para sempre espécies nativas e material genético únicos na cidade de São Paulo e não se sabe que destino terão os outros 60% da área de campos cerrados que restaram.

Local ainda com os campos cerrados preservados retratados por Daniel Caballero.

Local ainda com os campos cerrados preservados retratados por Daniel Caballero.

Acima, desenho de 2011 do artista Daniel Caballero retratando o aspecto dos campos cerrados da USP (ao fundo o vazio do buraco causado pela obra na época), que já foi exposto no MASP. Abaixo, o mesmo local retratado hoje, 2014, com um enorme barracão e aterro sobre a vegetação em extinção.

O mesmo local hoje, 2014, com o cerrado destruído por um aterro e barracão.

O mesmo local hoje, 2014, com o cerrado destruído por um aterro e barracão.

Cerrado destruído USP 2014

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 2 todos os direitos reservados (2)

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 2 todos os direitos reservados (3)

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 21 todos os direitos reservados.

Na década de 1940, o Professor Aylthon Brandão Joly publicou em seu doutorado na USP um estudo dos “Campos do Butantã” (de onde a vegetação dos atuais entornos da obra são remanescentes) com várias fotos das espécies que considerou na época mais importantes e significativas. Não é coincidência que são as mesmas e atualmente raras espécies hoje totalmente esquecidas e largadas no canteiro de obras. Abaixo um comparativo com as fotos originais do Prof. Joly e as tiradas recentemente:

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 2 todos os direitos reservados (4)

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 2 todos os direitos reservados (5)

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 2 todos os direitos reservados (6)

 

Cerrado USP destruído pelas obras do novo centro de convenções - foto de Ricardo Cardim - 21 todos os direitos reservados

É fundamental que a atual gestão da Universidade de São Paulo – considerada a melhor instituição do Hemisfério Sul – tenha a sensibilidade de imediatamente cercar toda a área proposta e cumprir a promessa pública feita em 2011 de transformá-la em um “Museu Vivo” da História, Botânica e Cultura da cidade de São Paulo e também recuperar os trechos arrasados para a “compensação ambiental” e construção do galpão.

Ricardo Cardim

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