E o histórico marmelo-do-campo desapareceu…

O marmeleiro na década de 1990. Cortesia do leitor Eduardo Lima de Siqueira.

A cidade de São Paulo  não tem só monumentos  de bronze e pedra.  Alguns são vivos – vegetais – como o jequitibá-branco do Trianon e a figueira-das-lágrimas no Ipiranga. Árvores de grande porte, longevas e importantes que podem ser chamadas assim. Mas infelizmente elas estão desaparecendo, seja pela idade ou urbanização poluidora. Nessa última década perdemos um dos mais significativos , o marmelo-do-campo (Austroplenckia populnea) da Alameda Jaú – próximo a Alameda Campinas, nos Jardins.

Árvore nativa que nasceu antes da urbanização da região, em meio a Mata Atlântica que cobria o espigão da Paulista, denominada Caaguaçu (em tupi – mata grande), sobreviveu ao loteamento e malha urbana,  e passou seus últimos dias no jardim de um edifício de apartamentos, onde apresentava uma bela arquitetura e altura de mais de 20 metros.

Era tão conhecida no Bairro que entrou no livro “Vegetação Significativa de São Paulo” da Prefeitura e foi tombada por decreto em 1989.

Segundo um morador que consultei, ela caiu no começo da década em uma tempestade. Provavelmente deve ter chegado ao fim de seu ciclo biológico. Outro dia, avistei no Parque Trianon um outro marmelo-do-campo de tamanho semelhante, perto da esquina entre a Av. Paulista e Al. Casa Branca.

Com a metrópole cada vez mais urbana e longe da época em que existia a vegetação original, ficam cada vez mais raros  esses monumentos vegetais, e o marmeleiro do Trianon poderia ser reproduzido, servindo de matriz para novos exemplares nos Jardins.

marmeleiro ainda vivente no parque Trianon - raridade paulistana.

Ricardo Cardim

Clique aqui para ler a matéria do Jornal O Estado de S. Paulo sobre a árvore – material doado pelo leitor Eduardo Siqueira.

Anúncios

Sobre Ricardo Cardim

www.arvoresdesaopaulo.com.br
Esse post foi publicado em arborização urbana, Árvores de São Paulo, Árvores históricas de São Paulo, árvores, Biodiversidade paulistana, História de São Paulo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para E o histórico marmelo-do-campo desapareceu…

  1. Celia disse:

    Oi Ricardo, já ouviu falar sobre isso?

    Sinal Wi-Fi pode deixar árvores doentes, indica estudo

    http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/11/23/63160-sinal-wi-fi-pode-deixar-arvores-doentes-indica-estudo.html

    Segundo um estudo realizado pela Universidade Wagenigen, na Holanda, a radiação emitida por redes Wi-Fi é prejudicial ao meio ambiente. Além de problemas no crescimento de árvores, os pesquisadores detectaram a morte de algumas camadas de tecidos e diversas fissuras e sangramentos nas cascas.

    As conclusões indicam que a maioria das cidades do mundo ocidental pode estar sendo afetada pelo problema, especialmente aquelas onde há maior concentração de tecnologia. A pesquisa foi iniciada na cidade de Alphen ann den Rijn, que há cinco anos detectou anormalidades nas árvores que não podiam ser explicadas por nenhum tipo de infecção de vírus ou bactérias.

    Os resultados mostram que 70% das árvores em ambientes urbanos apresentam os mesmos sintomas, número que não passava de 10% em 2005. Entre as descobertas feitas pelas equipes de pesquisadores está o fato de florestas com grande densidade serem menos afetadas pelos sinais do que aquelas que possuem grande distância entre cada árvore.

    Durante a etapa de estudos, os pesquisadores expuseram 20 árvores de carvalho a diversos tipos de radiação por um período de três meses. Aquelas colocadas pertos de sinais Wi-Fi demonstraram um brilho semelhante ao chumbo, causado pela morte das camadas superior e inferior da epiderme das folhas. Além da radiação emitida pelas redes Wi-Fi e sinais de celular, os sintomas também podem ser atribuídos a micropartículas emitidas por carros e caminhões em áreas urbanas.

    Apesar das conclusões obtidas, os pesquisadores alertam que não se deve entrar em pânico, já que ainda devem ser medidos os resultados a longo prazo da exposição à radiação Wi-Fi. Além disso, reforçam que há estudos que provam o contrário e não mostram nenhum tipo de sintoma negativo da exposição prolongada em organismos humanos.

  2. Eduardo Lima disse:

    No livro Arvores Brasileiras ,Vol 1 ,Ed 5 , diz que a multiplicacao da especie`e dificil…A EMERGENCIA `E LENTA E A TAXA DE GERMINACAO MUITO BAIXA… Ja existem pesquisas ,estudos para superar essas limitacoes ?

    • Ricardo Cardim disse:

      Eduardo, infelizmente ainda não consegui sementes da espécie para ensaiar. Relamente não posso lhe responder.
      att

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s