Passuaré, um gigante das matas paulistanas

Velho exemplar nativo das matas paulistanas

O que sobrou do grande passuaré acima em abril de 2010

Quase extinto nas atuais matas nativas paulistanas, o passuaré (Sclerolobium denudatum) já foi comum onde hoje está o asfalto. É uma das árvores mais altas e belas de nossa floresta, de tronco imponente coberto de cipós e  imbés, e facilmente reconhecido de longe.

Nesse verão, um dos grandes exemplares nativos caiu no Jardim Botânico de São Paulo (foto acima – outubro 2009). Outros que conhecia há muito tempo, dois, remanescentes das antigas matas do Rio Pinheiros na Granja Julieta também não existem mais. Um deu lugar a um condomínio “neoclássico” horizontal ao estilo de “Paris” e o outro dentro de uma grande casa,  muito velho e alto, caiu. Isso na década de 1990.

Devem ser resgatados  e valorizados na metrópole para a arborização urbana, como árvore nativa da cidade, longeva, com copa ampla, boa sombra e serviços ambientais. Para conhecê-lo recomendo o Parque Alfredo Volpi, no Morumbi, que guarda ainda grandes exemplares.

Fruto e semente do passuaré

Ricardo Henrique Cardim

Sobre Ricardo Cardim

www.arvoresdesaopaulo.com.br
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10 respostas para Passuaré, um gigante das matas paulistanas

  1. Fabio disse:

    Parabéns pelo blog. Sou biólogo e botânico e achei fantástica sua disposição para documentar a natureza urbana.

  2. Rodrigo disse:

    Olá Ricardo Cardim, vou falar uma coisa que não tem muito a ver com esse post, mas para você, acho que seria algo interessante, gostaria de te indicar uma visita a reserva estadual do morro grande, que é uma reserva de mata virgem, ou seja que não sofreu modificações pelas mãos do homem, a não ser por uma linha de trêm que passa pela reserva, mas seu impacto não chega a 1% da reserva, lá você poderá observar exatamente como eram as florestas(e a fauna também) na região metropolitana(o que inclui São Paulo), essa reserva fica entre Cotia e Itapecerica da serra, lá é possivel observar, imbuias, araucárias, canelas, enfim várias árvores que compunham as matas da região e hoje ainda se encontram preservadas na reserva.

    Não sei se você permite postar nesse comentário um(na verdade dois) link(s), mas deixo dois, com duas foto da reserva, em regiões diferentes, estas fotos estão no google earth.

    • Ricardo Cardim disse:

      Olá Rodrigo,

      obrigado pela dica. Já cheguei a ir em matas perto da reserva, e ia desenvolver um trabalho com os aneis de crescimento das araucarias de lá, mas a pesquisa foi voltada depois para outra espécie e local, mas tenho bsatante interesse em conhcer a mata . Você conhece alguém que seja guia por lá e possa me indicar?
      Valeu
      abraços

  3. Rodrigo disse:

    Olá Ricardo, para saber mais seria bom falar com a prefeitura de Cotia, pois mesmo a reserva sendo perto do bairro onde moro eu nunca fui lá e não conheço guias, apenas conheço algumas pessoas que vão para Santos de bicicleta pelos trilhos e praticam off road na trilha do verde.

    Prefeitura de Cotia
    Av. Prof. Manoel José Pedroso, 1347 Jardim Nomura – Cotia – SP – CEP 06717-100 Telefone: (11) 4616-0466

  4. Fábio Frascá disse:

    Oi Ricardo,

    Parabéns ! Seu trabalho é digno de elogios e esbanja cidadania.
    Veja que bacana (talvez vc já conheça) essa idéia : censo demográfico de árvores urbanas….a gente poderia bolar algo parecido aqui no Brasil, dividido em microrregiões das cidades de S. Paulo (inicialmente…).
    Tenho muita vontade de me envolver c/ isso e fazer as pessoas participarem. Dá 1 olhada pq é bem legal : http://super.abril.com.br/blogs/planeta/censo-demografico-para-arvores/

    Vc acha q poderíamos criar 1 projetinho parecido ? Já existe algo parecido por aqui…?
    Abç

    • Ricardo Cardim disse:

      Olá Fábio, obrigado! É realmente necessário esse censo, afinal para proteger primeiro precisamos conhecer e quantificar. A prefeitura vem aplicando o SISGAU, um sistema de censo arbóreo desenvolvido pelo IPT-SP em alguns bairros-pilotos. Mas o trabalho parcece ser longo, mas é fundamental para nossa qualidade de vida, manutenção das atuais e novos plantios.

      abraços

  5. Robson disse:

    Olá, Ricardo, parabéns por seu blog e pela iniciativa.
    Me diga, por favor, se puder confirmar. O Passuaré (Sclerolobium denudatum) é a mesma árvore também conhecida como “Passareúva”?
    Estou com esta dúvida, sei que nomes populares têm valor bastante relativo. Sei que a Passareúva é uma leguminosa como o Passuaré. Tenho lido ultimamente as informações colocadas no site “árvores veteranas” e vi sobre o Passuaré do Parque Volpi.
    A Passareúva é considerada a “árvore-símbolo” de São Bernardo do Campo e desejo saber se trata-se da mesma planta que se chama Passuaré.
    Com relação ao projeto de censo arbóreo da cidade, acho muito interessante e útil. Servirá imensamente para se fazer correta, precisa e necessária radiografia da situação ambiental da cidade, inclusive mostrando com fidelidade a real situação numérica e qualitativa da arborização que hoje existe. Somente opino no sentido de que se faça, o quanto possível, a caracterização das árvores a serem avaliadas, especialmente quanto às espécies a que pertencem e à situação de seu domínio (em áreas públicas e áreas privadas).
    Boa sorte em suas iniciativas, abraços!

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