Lavanderia verde em São Paulo

No atual “boom” imobiliário das grandes cidades brasileiras os novos lançamentos de edifícios residenciais não param, e a verticalização contínua e o desaparecimento dos terrenos livres e das construções horizontais arborizadas para novas torres atropelam o pouco de verde urbano sobrevivente. Como sempre, quem perde é a população e a qualidade de vida.

Em muitos bairros residenciais de São Paulo essa é a maior ameaça. No Alto da Boa Vista, na Zona Sul, um enorme terreno coberto de árvores nativas da Mata Atlântica paulistana que nasceram quando tudo ali era floresta, hoje ostenta um condomínio de prédios e poucas árvores sobreviventes perto dos muros.

As construtoras, sabendo do problema causado, não perdem tempo e lançam empreendimentos com nomes sugestivos e muitas belas fotografias de árvores, florestas e flores. Aliás, bem diferentes do paisagismo sem-graça com plantas estrangeiras que instalam sob o concreto da garagem desses condomínios no final da obra, criando áreas quase inúteis para o meio ambiente urbano. É a tinta verde sobre o cinza.

Ricardo Cardim

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Sobre Ricardo Cardim

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2 respostas para Lavanderia verde em São Paulo

  1. Waldyr disse:

    Não aguento mais predios novos em São Paulo!!! chega de ganhar dinheiro destruindo a paisagem e qualidade de vida!! queria morar em um lugar como essas fotos…pena que só a 200 km de SP.

  2. ruteee disse:

    o atual “boom” imobiliário das grandes cidades brasileiras os novos lançamentos de edifícios residenciais não param, e a verticalização contínua e o desaparecimento dos terrenos livres e das construções horizontais arborizadas para novas torres atropelam o pouco de verde urbano sobrevivente. Como sempre, quem perde é a população e a qualidade de vida.

    Em muitos bairros residenciais de São Paulo essa é a maior ameaça. No Alto da Boa Vista, na Zona Sul, um enorme terreno coberto de árvores nativas da Mata Atlântica paulistana que nasceram quando tudo ali era floresta, hoje ostenta um condomínio de prédios e poucas árvores sobreviventes perto dos muros.

    As construtoras, sabendo do problema causado, não perdem tempo e lançam empreendimentos com nomes sugestivos e muitas belas fotografias de árvores, florestas e flores. Aliás, bem diferentes do paisagismo sem-graça com plantas estrangeiras que instalam sob o concreto da garagem desses condomínios no final da obra, criando áreas quase inúteis para o meio ambiente urbano. É a tinta verde sobre o cinza.

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