Histórias da arborização da cidade de São Paulo

Cidade Universitária - USP

Sua floração roxa está presente em praticamente toda a cidade de São Paulo, permanecendo exuberante por muitas semanas. Essa espécie, que com certeza todo paulistano já passou na frente, é o popular jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia) da família das Bignoniáceas, nativo da Argentina.

 Sua história se confunde com a urbanização da Cidade, desde o fim do século XIX, quando o pensamento “higienista”, muito em voga nesta época, obrigou as incipientes metrópoles, como São Paulo,  a se enquadrarem em padrões europeus de planejamento urbano. Dentre estas diretrizes estava a arborização, que purificava o ar infecto e cheio de “miasmas” das cidades.

Refletindo a época e suas idéias, as espécies escolhidas de árvores para as nossas ruas e parques vieram do estrangeiro, e foram intensamente plantadas, a ponto de virarem mais paulistanas que muita árvore nativa. A Companhia City, reponsável pelos loteamentos de alto padrão em São Paulo na primeira metade do século passado, usou o jacarandá-mimoso em suas composições, assim como a tipuana (Tipuana tipu) – as árvores de verde intenso atrás do jacarandá na foto acima.

Embora muito bem adaptadas na Cidade, o plantio das duas espécies não é mais realizado pela Prefeitura, devido ao grande porte que alcançam (principalmente a tipuana, que fica bem maior que em sua terra de origem, a Bolívia), pelo fato da madeira ser suscetível ao cupim e não serem nativas.

Ricardo Henrique Cardim

 

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Sobre Ricardo Cardim

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3 respostas para Histórias da arborização da cidade de São Paulo

  1. Pingback: A Dança das Cores entre Sibipirunas e Jacarandás «

  2. rocky gadelha disse:

    Infelimente a mentalidade xenófoba de pseudo paisagistas erradicou da cidade os plátanos, que davam o outono colorido a São Paulo, apenas porque eram “árvores européias”, como se os paulistanos não tivessem também origem européia. o pretexto da “alergia” era falso. São Paulo, hoje sem plátanos é a cidade do mundo onde há maior número de doenças respiratórias (em npumeros relativos). Não havia nem razão ambientalista, poia São Paulo se encheu de palmeiras do Sudeste Asiático e de Cesalpin´paceas do Nordeste. Foi apenas a imbecilidade cega dos xenófobos pseudo paisagístas e pseudo nacionalistas.

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