Lista de plantas invasoras

 

Essa página é uma listagem e apresentação de algumas espécies de plantas introduzidas pelo ser humano na cidade de São Paulo e que hoje podem ser consideradas invasoras. O Brasil é o país de maior biodiversidade (variedade de vida) do mundo e esse patrimônio hoje está ameaçado não só pela devastação, mas também por outra ação humana – a introdução de plantas estrangeiras ou exóticas. Segundo a ONU, a invasão biológica pode ser considerada atualmente a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo.

 

ESPÉCIES EXÓTICAS X NATIVAS

Espécies exóticas são aquelas que ocorrem em uma área fora de seu limite natural historicamente conhecido, como resultado da dispersão acidental ou intencional através de atividades humanas (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, 1992).

É comum serem usadas apenas fronteiras políticas para considerar uma espécies exótica ou nativa, mas esse critério diverge do correto conceito ecológico que determina ser exótica qualquer espécie proveniente de um ambiente ou região ecológica diferente. Portanto, espécies dentro de um mesmo país ou estado podem ser consideradas exóticas se introduzidas em ecossistemas onde não ocorriam naturalmente. (Zalba, S. M. 2006)*

Exemplo pode ser o pau-ferro (Caesalpinia ferrea) árvore nativa da Mata Atlântica – mas não da região da cidade de São Paulo – onde passa a ser exótica. Uma situação muito comum é denominar como nativa qualquer espécie originária do Brasil, um país de dimensões continentais.

 

ESPÉCIES INVASORAS

As espécies exóticas podem se comportar como invasoras, mas nem toda a espécie exótica é invasora. 

Todas as espécies que se tornam invasoras são altamente eficientes na competição por recursos, o que leva a dominar as espécies nativas originais. Possuem também alta capacidade reprodutiva e de dispersão. (Pivello, V. R. 2011)**

 

CIDADE DE SÃO PAULO

A metrópole paulistana apresentava um passado muito rico em vida vegetal e animal, com paisagens como Mata Atlântica, cerrados, bosques de araucárias e várzeas. Todas essas inúmeras formas de vida e o equilíbrio existente entre elas foi resultado de milhões de anos de evolução com o clima e o solo locais.

No processo de urbanização dos últimos cem anos, São Paulo perdeu quase toda a cobertura vegetal, e a vegetação plantada entre as avenidas e prédios nada tinha a ver com essa biodiversidade original. Razões culturais e de preconceito com as plantas nativas levaram a essa situação, relegadas ao pejorativo “mato” enquanto as trazidas de longe eram “ornamentais” e muito valorizadas.

Assim, a maior parte das plantas que vemos atualmente nos jardins, paisagismo e lojas é exótica, ou seja, não ocorria naturalmente na vegetação original da região. Com isso, além do desconhecimento e sumiço das plantas nativas, essas plantas “ornamentais” vindas de diversas localidades do planeta e Brasil acabaram em muitas situações ocupando o espaço das nativas por não terem inimigos naturais e grande capacidade de adaptação ao nosso convidativo clima.

Na cidade o problema é hoje tão sério que fragmentos de Mata Atlântica e cerrados sobreviventes estão com a maior parte de sua área invadida por ornamentais exóticas com essa capacidade. Em terrenos abandonados na malha urbana, a vegetação espontânea é quase toda artificial, de plantas introduzidas pelo homem, quando naturalmente deveria ser de Mata Atlântica ou cerrado. Esses processos levam a irrecuperável extinção de plantas e animais evoluídos em um período de tempo ancestral. Abaixo alguns exemplos -

Exemplo típico de plantas invasoras comumente usadas em paisagismo e arborização urbana "reflorestando" ponte abandonada na Marginal Pinheiros (Jaguaré - Zona Oeste). O processo natural de sucessão ecológica deveria ocorrer com plantas da Mata Atlântica e cerrado, nativas da vegetação original local.

Remanescente de Mata Atlântica em São Paulo (Cidade universitária USP) invadido por palmeira de origem australiana. No lugar de dezenas de espécies nativas diferentes como angicos, palmitos, perobas e canelas, somente ela - dispersada por pássaros generalistas.

  

Um dos últimos remanescentes de cerrados na cidade de São Paulo, na Zona Oeste. A planta na parte esquerda da foto é uma piteira (exótico nessa vegetação) que "migrou" do paisagismo das cercanias e compete diretamente com a planta a direita, uma língua-de-tucano, planta nativa do cerrado ameaçada de extinção na cidade.

Espremidas entre as piteiras invasoras e o capim-gordura africano, estão as plantas nativas do cerrado em um local que deveria ser uma reserva da biodiversidade.

 
 
 
Quando nos raros remanescentes de vegetação original paulistana, essas plantas invasoras devem ser removidas definitivamente, a fim de não se comprometer a pouca biodiversidade original sobrevivente – esse é um fato culturamente difícil, já que a emoção pode se misturar a razão e levar a incompreensão dos cortes pelos amigos do verde. Mas é apenas a tentativa de se consertar mais um dos inúmeros erros que o ser humano provocou a natureza.
 
No ano de 2010, frente a gravidade da situação, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo emitiu uma Portaria com as espécies invasoras da metrópole (ver Anexo no fim da página), e a remoção de algumas destas espécies já começou em áreas verdes nativas da cidade, como a reserva da Cidade Universitária da USP e o Parque Trianon.
 
Outra forma de erradicarmos a possibilidade de perdermos mais plantas e animais nativos pela extinção é passar a privilegiar as plantas nativas locais no paisagismo e arborização urbana, procurando informações sobre as originais da região e  pressionar os viveiristas para a sua produção e comercialização, assim como as prefeituras. O  paisagismo sustentável do ponto de vista ecológico, com elementos de nossa riquíssima flora original, pode salvar muitas formas de vida, além de conectar a população com a história e cultura.
 
 
 
 
LISTA DAS ESPÉCIES INVASORAS MAIS COMUNS NA CIDADE DE SÃO PAULO.
 
 
Abaixo um panorama das espécies de plantas invasoras comumente encontradas na metrópole e adjacências. O uso dessas plantas em futuros projetos de paisagismo e plantios urbanos deve ser evitado.
 
 
 
1. agave, piteira (Agave sp.) .
 
Origem: América Central (México).
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo, não deixa espaço para outras plantas.
 
Dispersão – via bulbilhos, que ao caírem ao solo desenvolvem-se me novas plantas.
 
Planta capaz de forrar toda a superfície de Mata Atlântica secundária e cerrado.
 
 
 

Exemplar adulto ocupando área de campos-cerrados.

Infestando o sub bosque de Mata Atlântica em São Paulo.

Os milhares de bulbilhos liberados ao caírem no solo se enraizam e geram novas plantas.

 
 
 
2. Aglaia (Aglaia odorata)
 
Origem: Ásia.
 
Capacidade de invasão – moderado
 
Dispersão – sementes.
 
Muito utilizada no começo do século passado para a confecção de cercas-vivas, onde em algumas décadas sem poda viravam grande árvores.
 
 
 

Mata Atlântica da Cidade Universitária da USP.

 
 
 
3. alfeneiro (Ligustrum sp.)
 
Origem: Japão.
 
Capacidade de invasão – agressivo, colonizando todo o terreno disponível.
 
Dispersão – através de suas sementes e pássaros generalistas.
 
Árvore de médio a grande porte muito usada na arborização urbana no século passado, susceptível a cupins e que tem o hábito de germinar em frestas de construções onde se desenvolve rapidamente.
 
 
 

Frutos do alfeneiro.

 

alfeneiros adultos crescendo em ruínas de colégio na Vila Zélia (Zona Leste).

 
 
 
4. amoreira (Morus sp.)
 
Origem: China.
 
Capacidade de invasão – moderado.
 
Dispersão – Frutos através dos pássaros.
 
 

Mata Atlântica do Parque Volpi, no Morumbi (Zona Sul).

 
 
 
 5. bambu alastrante, bambu-vara-de-pescar  (Phyllostachys sp.).
 
Origem: China.
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo, não deixa espaço para outras plantas.
 
Dispersão – plantio.
 
Planta comum no paisagismo, também é usado para evitar a erosão de encostas. Dominante quando plantada em vegetação de cerrado, onde disputa a luz e ganha invariavelmente.
 
 
 

bambu-de-vara-de-pescar

 
 
 
6. café (Coffea arabica
 
Origem: África.
 
Capacidade de invasão – moderado a agressivo.
 
Dispersão – Através de pássaros. Na Serra da Cantareira e alguns fragmentos de Mata Atlântica no interior da malha urbana são remanescentes  de antigos viveiros de fazendas de café na mata ou plantações que a floresta secundária recobriu.
 
 
 

cafeeiro nas matas da Serra da Cantareira.

 
 
 
7. capim – braquiária ( Brachiaria sp.)
 
Origem: África
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo, recobrindo completamente o solo e inviabilizando a germinação de capins nativos e outras formas de vegetação, além de ser muito inflamável. Controle muito difícil.
 
Dispersão – sementes pelo vento, que ficam adormecidas no solo por longo período e são resistentes ao fogo.
 
Capim muito usado como  pasto para pecuária e recobrimento de taludes desde a década de 1970, é hoje uma praga em quase todo o território nacional. Certamente já dizimou parte significativa da biodiversidade dos cerrados.
 
 
 

capim-braquiária invadindo os cerrados nativos do Parque Alfred Usteri, no Jaguaré (Zona Oeste).

 
 
8. capim – gordura ( Melinis minutiflora)
 
Origem: África
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo, recobrindo completamente o solo e inviabilizando a germinação de capins nativos e outras formas de vegetação, além de ser muito inflamável. Controle muito difícil.
 
Dispersão – sementes pelo vento, que ficam adormecidas no solo por longo período e são resistentes ao fogo.
 
Capim comum em áreas de pasto degradado e no recobrimento de taludes de estradas, é plantado desde os tempos coloniais. Também forte destruidor da biodiversidade dos cerrados.
 
 
 

Com cheiro agradável e típico, o capim-gordura apresenta uma textura "melada" sendo facilmente identificado.

 
 
 
9. castanha-do-maranhão (Bombacopsis glabra)
 
Origem: Brasil, do Rio de Janeiro para o norte.
 
Capacidade de invasão – moderado
 
Dispersão – aparentemente sementes via pássaros.
 
Árvore recentemente introduzida na arborização urbana paulistana, já aparece no sub bosques de alguns fragementos florestais na Zona Oeste.
 
 
 

muda da castanha-do-maranhão

 
 
 
 
10. cheflera (Schefflera arboricola)
 
Origem: Ásia.
 
Capacidade de invasão – moderado
 
Dispersão – sementes via pássaros.
 
Planta muito usada para vasos em interiores, quando plantada em áreas livres é espalhada pela avifauna em forquilhas de árvores – ocupando o espaço que seria das bromélias, orquídeas e figueiras-bravas – e também cresce em frestas de edificações, rompendo-as.
 
 
 

Mata Atlântica do Parque do Trianon, próximo a Avenida Paulista.

 
 
 
11. cheflera-gigante (Schefflera actinophylla)
 

Origem: Ásia.
 
Capacidade de invasão – agressivo e dominante.
 
Dispersão – sementes via pássaros.
 
Planta também muito usada para vasos em interiores, quando plantada em áreas livres é espalhada pela avifauna em forquilhas de árvores – ocupando agressivamente o espaço que seria das bromélias, orquídeas e figueiras-bravas – e também cresce em frestas de edificações, rompendo-as. Árvore de médio porte e rápido crescimento.
 
 
 

Cena comum nas árvores urbanas de São Paulo.

 
 
 
12. cinamomo (Melia azedarach)
 
Origem: Ásia.
 
Capacidade de invasão – agressiva, formando populações puras.
 
Dispersão – através de pássaros.
 
Árvore de grande porte, cresce rapidamente e “abafa” a vegetação nativa.
 
 
 

grupo de mudas de cinamomo nas bordas de floresta nativa.

 
 
 
13. espada-de-são jorge (Sansevieria trifasciata)
 
Origem: África.
 
Capacidade de invasão – agressivo nas margens e sub bosque de trechos de Mata Atlântica.
 
Dispersão – por touceiras e possivelmente sementes, já que são encontradas no interior de matas sem acesso ao público.
 
Planta usada em paisagismo de jardins e vasos, e também para fins esotéricos e religiosos.
 
 
 

No interior de Mata Atlântica na Zona Oeste.

 
 
 
 
14. espatódea, bisnagueira  (Spathodea campanulata)
 
Origem: África.
 
Capacidade de invasão – moderado.
 
Dispersão – sementes pelo vento.
 
Árvore de grande porte, reconhecida pelas fores vermelhas ou laranjas e usada na arborização urbana no passado.
 
 
 
 

espatódea crescendo espontâneamente em parque na Zona Oeste.

 

flores da espatódea.

 
 
 
 
 15. ficus, figueira-lacerdinha (Ficus microcarpa)
 
Origem: Ásia
 
Capacidade de invasão – agressivo quando em ambientes onde se comporta como epífita, crescendo sobre muros, frestas, beirais e viadutos. Além de ocupar o espaço natural nas árvores do nativo mata-pau ou figueira-brava.
 
Dispersão – sementes por pássaros.
 
Árvore de porte gigantesco, cresce sobre edificações até muitas vezes derrubá-las. Foi implantado no começo do século passado na cidade para arborização urbana.
 
 
 
 

capacidade de propagação - crescendo dentro de bueiro no centro de São Paulo.

 

No viaduto Maria Paula, no Centro, um exemplar alcançou grande proporção a mais de 15 metros do solo.

 
 
 
 
16. incenso (Pittosporum undulatum)
 
 
Origem: Austrália.
 
Capacidade de invasão – muito agressivo em remanescentes da Mata Atlântica e terrenos livres em São Paulo.
 
Dispersão – sementes via pássaros.
 
Árvore de médio a grande porte e crescimento rápido.
 
 
 

Seus frutos de cor intensa são atrativos para a avifauna.

 
 
 
 
17. jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosaefolia)
 
Origem: Argentina.
 
Capacidade de invasão – moderado.
 
Dispersão – sementes pelo vento.
 
Árvore de médio a grande porte muito usada no século passado para arborização urbana na cidade de São Paulo, hoje é facilmente encontrada crescendo espontâneamente em terrenos abandonados e áreas naturais.
 
 
 
 

jacarandá-mimoso crescendo sobre o asfalto de ponte abandonada no Rio Pinheiros.

 

Na arborização urbana - muito comum na metrópole.

 
 
 
 
18. jambolão (Syzygium jambolanum)
 
Origem: Índia.
 
Capacidade de invasão – muito agressivo, provocando denso sombreamento e inviabilizando as plantas nativas.
 
Dispersão – frutos pretos semelhantes a azeitonas, que são consumidos por pássaros.
 
Árvore de médio a grande porte, é usado em arborização urbana em várias cidades brasileiras.
 
 
 
 

Crescendo no cerrado nativo no Campus da USP.

 
 
 
19. lambari (Tradescantia zebrina)
 
Origem: México.
 
Capacidade de invasão – agressiva, costuma cobrir grandes extensões de solo no sub bosque.
 
Dispersão – sementes.
 
Espécie muito usada no paisagismo, principalmente em passado recente.
 
 
 

Na Serra da Cantareira

 
 
 
 
20. leucena (Leucaena leucocephala)
 
Origem: América Central.
 
Capacidade de invasão – extremamente agressiva, formando populações puras que impedem a vegetação nativa.
 
Dispersão – grande abundância de sementes resistentes e duráveis.
 
 
 
 

Leucena: enorme quantidade de sementes capazes de germinar.

 
 
 

Flor

 
 
 
21. lírio-do-brejo (Hedychium coronarium)
 
Origem: Ásia
 
Capacidade de invasão –  extremamente agressiva, recobrindo extensas áreas de várzeas, sem deixar espaço para a biodiversidade nativa.
 
Dispersão – pássaros e insetos.
 
Planta que dizimou a biodiversidade de parte significativa das várzeas e brejos de São Paulo e arredores, outrora muito ricos em espécies nativas.
 
 
 

Brejo na Serra da Cantareira (Zona Norte).

 
 
 
22. maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana)
 
Origem: África.
 
Capacidade de invasão – agressiva, formando densas populações no sub bosque das matas nativas.
 
Dispersão – sementes.
 
 
 
 

maria-sem-vergonha - epidemia nas matas urbanas de São Paulo.

 
 
 
 
23. nêspera ou ameixa-amarela ( Eriobotrya japonica)
 
Origem: Japão
 
Capacidade de invasão – moderado, aparece normalmente no sub bosque de fragmentos de Mata Atlântica.
 
Dispersão – frutos através da avifauna.
 
Árvore muito apreciada pelos frutos saborosos e comumente usada em paisagismo.
 
 
 
 

Na ponte João Dias, na marginal Pinheiros, essa nespereira cresceu na fresta da estrutura.

Dentro de fragmento de floresta nativa na Zona Sul.

 
 
 
 
24. pau-formiga (Triplaris sp.)
 
Origem: Brasil na região amazônica e pantanal mato-grossense.
 
Capacidade de invasão – moderado.
 
Dispersão  – sementes pelo vento.
 
Árvore muito utilizada em arborização urbana, sendo comum por exemplo, no paisagismo das margens do Rio Tietê.
 
 
 
 

muda na borda de Mata Atlântica na Zona Oeste.

 
 
 
 
25. pinus, pinheiro (Pinus sp.)
 
origem: América Central e do Norte.
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo, formando populações puras e muito densas.
 
Dispersão  – sementes pelo vento.
 
Árvore muito utilizada em silvicultura, principalmente na década de 1960 a 1980. As existentes na malha urbana vieram principalmente de mudas dadas como brinde em antigas ações ditas “ecológicas” nas décadas passadas e foram plantadas pela população.
 
 
 
 

Participando do paisagismo em edifício na Zona Leste.

  

Invasora nos cerrado nativos do Parque do Juquery.

 
 
 
 
26. quaresmeira (Tibouchina granulosa
 
origem: Brasil, Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro para o Norte.
 
Capacidade de invasão – agressivo, sombreando rapidamente ambientes de campos-cerrados e participando de capoeiras.
 
Dispersão  – sementes pelo vento.
 
Árvore muito utilizada em arborização urbana, de crescimento extremamente rápido e geralmente apresentada como nativa de São Paulo, confundida com o nosso manacá-da-serra.
 
 
 
 

Mudas de quaresmeiras colonizando a reserva da USP (Zona Oeste) vindas de sementes de matrizes do paisagismo do Campus.

 

muda de quaresmeira (com a mão segurando) crescendo ao lado de um juquiri (Mimosa sp.) - planta típica do cerrado que depende de sol pleno para existir. Quando a quaresmeira crescer um pouco mais, o juquiri irá morrer por excesso de sombra. Campos-cerrados da USP (Zona Oeste)

 
 
 
 
27. seafórtia, palmeira-seafórtia (Archontophoenix cunninghamii)
 
Origem: Austrália, Oceania.
 
Capacidade de invasão – extremamente agressivo no sub bosque de fragmentos de Mata Atlântica.
 
Dispersão – frutos através da avifauna.
 
Árvore muito apreciada em paisagismo. Na reserva de Mata Atlântica da USP no Campus de São Paulo, a invasão foi tão intensa que atualmente 1/3 das árvores da floresta são da espécie invasora e um manejo vem sendo realizado para a sua eliminação e reintrodução de espécies nativas.
  
 
 
 

Todas as palmeiras observadas na foto acima são seafórtias da Austrália. ocupam o espaço que eram dos palmitos, ingás, angicos e outras nativas. Mata da USP.

 

com coloração vermelho-intenso, os frutos atraem os pássaros generalistas, aqueles que se alimentam com grande variedade de espécies.

 
 
 
 
28. sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)
 
Origem: Brasil – Estado do Rio de Janeiro para o Norte, na Mata Atlântica e Mato Grosso do Sul.
 
Capacidade de invasão – moderado.
 
Dispersão – sementes liberadas pelo legume (vagem).
 
Árvore muito apreciada em arborização urbana, sendo uma das espécies mais comuns nas ruas de São Paulo.
 
 
 
 

sibipiruna crescendo em Mata Atlântica do Parque Alfredo Volpi, Morumbi, Zona Sul.

 
 
 
 
29. Tipuana (Tipuana tipu
 
Origem: Bolívia e Argentina.
 
Capacidade de invasão – moderado a agressivo.
 
Dispersão  – sementes pelo vento.
 
Trata-se da espécie mais comum na arborização urbana paulistana e quando invade alguns terrenos chega a formar populações puras da espécie.
 
 

Invasão típica na Cidade Universitária da USP, Zona Oeste. Onde existiam alguns arbustos de esponjinha, em pouco menos de uma década surgiu uma floresta de tipuanas, com sementes vindas dos exemplares das calçadas próximas.

 

muda de tipuana em região de mata

 
 
Envie outras espécies invasoras encontradas em São Pauloarvoresdesaopaulo@gmail.com
 
 
Anexo – Portaria da Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo – clique no link abaixo para acessar -
 
 
  
 
Bibliografia 
 
* Zalba, S. M. (2006) Introdução às invasões biológicas – conceitos e definições.
**Pivello, V. R. Invasões Biológicas no Cerrado Brasileiro: Efeitos na Introdução de Espécies Exóticas sobre a Bioidversidade. ECOLOGIA. INFO 33.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

58 respostas para Lista de plantas invasoras

  1. Pingback: Depois de 3 anos de pesquisas – NOVA página “Lista de plantas invasoras” da cidade de São Paulo « Árvores de São Paulo

  2. MoraesCosta Jr. disse:

    Aqui no estado do Ceara ,nao é diferente.
    O resto e mata que aqui existe ja esta super populado pelas invasoras!
    Parabens pelo trabalho….com a palavra os orgaos publicos responsaveis !
    Moraes Costa Jr.
    Ecopaisagista.

    • Ricardo Cardim disse:

      Muito obrigado Moraes! Imagino que vocês também devem passar por esse problema, pois as plantas ornamentais vendidas por aí são semelhantes a SP.
      abraços

    • José Geraldo Rosa Assunção. disse:

      Poderiamos acrescentar nesta lista a Cuca ou Castanha da Praia e o Coco da Bahia.
      Parabéns pela pesquisa. José G. R. Assunção.

  3. Yoko disse:

    Olá. Visitei o seu site logo que vi a matéria na Folha de São Paulo. Gostei muito do que li.
    Foi uma surpresa descobrir que muitas das plantas presentes no nosso dia-a-dia prejudicam a flora nativa.
    A informação de que muitas pessoas plantam quaresmeiras confundindo-as com o manacá da serra, que é uma planta nativa, é muito útil. Seria interessante se houvesse informações sobre espécies nativas de mesmo porte com mesmas exigências (como sol e água), pois ajudaria quem estivesse interessado em aumentar a presença de espécies naturais no próprio quintal.

    • Ricardo Cardim disse:

      Olá Yoko,

      obrigado, vou pensar em elaborar uma lista de “substitutas” adequadas.

      Att.

  4. Todas as cidades deveriam disponibilizar orientações para a população sobre o que seria bom ou nao plantar

  5. Reginaldo Correa disse:

    Ricardo Cardim… acompanho seu site a um bom tempo, e recentemente ouvi algumas das suas participações no rádio.

    Saber que o lírio-do-brejo, maria sem vergonha e quaresmeira são potencialmente agressivas como invasoras ainda que aparentemente até pelos nomes pareçam tão nossas vizinhas é fundamental.

    O Jacarandá-mimoso é lindo mas o Araça também.

    Decoramos nomes de rua e não sabemos o nome das nossas árvores, fingindo todos sermos defendedores da Amazônia e Mata Atlântica… a mata atlântica começa aqui no que sobrou da vegetação da Vila de Piratininga.

    Grande abraço, parabéns pelo trabalho

    • Ricardo Cardim disse:

      Olá Reginaldo,

      Muito obrigado pela força! Toda a razão.

      abraços,
      Ricardo

  6. Aletheia disse:

    Ricardo, fiquei pensando se a sibipiruna é aquela árvore lindíssima, com flores amarelas que vejo muito nas ruas de Campinas onde moro… Entendo perfeitamente os argumentos que você apresentou. Nem fazia ideia de que isso fosse um problema. Como sempre, suas informações me ensinam e me levam a disseminá-las entre meus amigos e meus alunos. Obrigada e, novamente, parabéns!

  7. Fernando Salvio disse:

    Olá Ricardo!

    Parabéns pela listagem e pelo site.

    Interessante que depois que li esse post, hoje, caminhando no Parque da Cantareira pude notar essas espécies em meio a mata.

    Principalmente os pés de café, uma infestação daquela lambari e algumas maria sem vergonha.

    Pude ver também algumas enormes figueiras.

    Notei algumas outras espécies mas preciso confirmar do que se trata.

    Um abraço

  8. Maria da Conceição Cardoso disse:

    Li na revista E, de julho de 2011 uma reportagem sobre àrvores raras e nomes curiosos do Parque Trianon, lá encontrei seu site. Fiquei surpresa com a quantidade de árvores invasoras que tenho visto por ai sem que eu soubesse. Agora, com essa informação, quando observar uma planta não será com o mesmo olhar.
    Obrigada e Feliz Natal

  9. Julio Cortez Terceiro disse:

    Ricardo, parabéns. Gostei. Além do visual caprichado, fonte de referência para estudos. Nunca pare.

  10. David Kim disse:

    Estava planejando plantar uma quaresmeira na calçada, mas desisti após ler esta postagem. É realmente terrível essa mania de chamar tudo de nativo. Tenho dúvida em relação a algumas plantas: paineira, pata-de-vaca, primavera são nativas de São Paulo?
    Outra exótica comum é o resedá. E o que dizer do horripilante e onipresente pingo-de-ouro? Tenho notado que a canna indica é também bastante invasiva. É nativa da região?

    • bem David, isso refelete o preconceito brasileiro tb no verde urbano, com o nativo sendo relegado a “mato”. Das citadas acima, só a paineira e aprimavera são daqui

  11. Marcos disse:

    Olá, parabéns pelo trabalho.
    Cabe aqui o Clorofito Chinês? Será que é agressivo ou moderado?

  12. erich passos disse:

    Caro Ricardo,
    parabéns pelo seu trabalho e pela divulgação de informações tão importantes.
    tenho reparado que uma das plantas mais “na moda” entre os paisagistas representa uma ameaça futura.
    trata-se do Podocarpus macrophyllus, nativo da China e Japão, mas trazido da Austrália onde fez furor nas exposições de jardinagem das últimas décadas.
    um amigo meu tem uma área em Gonçalves, MG, e plantou 60 mudas dessa planta para formar uma cerca viva, sem saber que lá crescem os Podocarpus lambertii em composição com os maciços de araucárias. acho isso uma ironia, pois algumas mudas do nativo chegaram a ser removidas para colocar o chinês.
    será que isso não vai no mínimo promover uma bastardização dos nativos?
    saudações

  13. Caio Marcelo de Carvalho Giannini disse:

    Caro Ricardo Cardim,
    Em primeiríssimo lugar, quero cumprimentá-lo pela sua paixão – que compartilhamos – , as árvores, e, sobretudo, a necessidade delas nas ruas de São Paulo. Entretanto, permito-me discordar de sua posição de combate às espécies exóticas, que considero talvez demais radical, quem sabe devido não só a um viés profissional, como botânico, mas também por ter o “purismo” dos jovens idealistas. Isso é uma virtude quando moderada pelo tempo. Creio que a realidade da flora de São Paulo há muito deixou de ser um fenômeno natural: ela é hoje um fenômeno social e histórico, que também tem de ser respeitado. Os plátanos, as tipuanas, os jacarandás mimosos e tantas outras espécies fazem parte da minha memória afetiva e da memória de milhares de outros. Foram árvores escolhidas pelos urbanistas de outrora pela beleza, pela floração abundante ou pelo rápido crescimento. Amigo, nosso inimigo comum são outros, são a especulação imobiliária, a ditadura do automóvel e, principalmente, a extraordinária indiferença da imensa maioria da população em relação às árvores. Desculpe-me pelo tom polêmico, mas também amo apaixonadamente as árvores. Receba meu afetuoso abraço.
    Fraternalmente, Caio Marcelo de C. Giannini.

    • Olá Caio, obrigado pelas considerações. Minha intenção ao defender as nativas locais não pretende em momento algum colocar as exóticas como vilãs. A ideia do trabalho é que as pessoas conheçam mais a flora autóctone em uma cidade que tem 80% das suas áreas verdes com plantas exóticas – o que acredito verdadeiramente “radical” – e passem a entender o custo disso para a enorme biodiversidade nativa que herdamos. Mas valeu, vamos em frente contra os inimigos de concreto – que são relamente complicados.

      Abs

  14. Yoko disse:

    Boa tarde, Ricardo. Voltei á sua página depois de estudar um pouco.
    Tenho um bocado de maria-sem-vergonha no quintal da casa dos meus pais, e depois que li que não são nativas, penso em substituí-las gradativamente.
    Vi que algumas variedades de begônia (como a begônia cerosa) são brasileiras. Mas seriam elas nativas da região entre São Paulo e Campinas? Ou seriam danosas às espécies oriundas desta região? Agradeço muito se puder tirar esta dúvida.
    Um bom começo de ano!

  15. Pedro disse:

    Ola Ricardo
    Tenho em meu quintal um abacateiro e um jacarandá ( aparentemente mimoso ) ambos estão com 3 metros de altura e estou precisando retira-los, mas gostaria de replanta-los em outro local.
    Existe algum local público adequado para isso? Preciso pedir permissão para algum orgão ou departamento?

    att
    Pedro

  16. Pingback: blog de São Paulo » web sobre los árboles de São Paulo

  17. Tenho um grupo de 147 amigos chamado (bonsailandscapes) conjugado à minha folha de facebook. estou postando as matérias , Ricardo, com o propósito dessas 147 pessoas lerem e cada um ser um multiplicador. Tenho amigos de várias partes do mundo. O que tenho certeza que ocorrerá. è a minha parte sendo feita. Um forte abraço a você Ricardo e saúde, força e sucesso em sua jornada. Obrigado!

  18. Ricardo. O ideal, e meu desejo, é que tais links fossem diretamente a http://bonsailandscapes. Obrigado!

  19. Gilberto Coimbra disse:

    Parabéns pelo trabalho que me elucidou a respeito destas plantas ivasoras, interessante seria uma matéria com plantas recomendadas para arborização das cidades para que todos interessados em plantar uma.

  20. Lina Maria C. A Correa disse:

    Olá Ricardo,
    Tenho atuado em pequena escala no paisagismo e entrei no seu site por curiosidade. Acabei ficando surpresa c/o que aprendi e que tenho gde responsabilidade em praticar, excluir as invasoras !! Penso que nos cursos que fiz(paisagismo)deveriam obrigatoriamente elucidar os alunos sobre esta questão e fornecer a lista aqui divulgada!!
    Gde abraço.

  21. warner abreu vanderlei disse:

    Onde encontraremos a pobre mata nativa ?
    Em ruas de asfalto e cimento, muros, paredes, ilhas de calor. Nesse ambiente hostil, poucas arvores nativas sobrevivem, porque precisam do seu habitat.
    Assim plantas como Flamboyant, Uva-Japonesa, que aguentam o tranco vao tomando conta.
    Ainda bem que temos esta alternativa.

    • Warner, recomendo passear mais pela cidade e identificar melhor a arborização – tem muitas nativas, e bem, obrigado! Pensamentos assim é que levaram a quase extinção da flora nativa nas cidades!

  22. warner abreu vanderlei disse:

    Planto arvore desde os 9 anos de idade, estou com 55, ja passei das 2000 mudas aproximadamente e conheço bem a cidade, não suporto plantadores teoricos, que so criam embaraço. Boa parte dessas mudas foram criadas em meu viveiro de quintal. E aprendi a não renegar nenhum tipo de vida disponivel e adptavel. Vou te dar um exemplo experimente plantar um pau brasil em lugar alto a pleno sol, manaca da serra etc, eles simplesmente não desenvolvem. Pensamentos como os meus ainda fazem sombra, burocracia cria cimento.
    Se fosse em local de preservação concordo e sigo o ensinamento.

    • Também não suporto Warner, eu mesmo, com somente 33 anos, já plantei milhares árvores e até uma mata ciliar – todas elas feitas em restritas varandas de apartamentos e nativas, desde os meus 6 anos – veja em: http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/finalistas/2010-ricardo-cardim.shtml
      Entretanto, a teoria é fundamental para entender erros comuns que podem até prejudicar o meio ambiente – pois refletem as experiências e erros de outros, como plantar espécies invasoras que destroem a biodiversidade nativa mesmo com boa intenção – uma dica – não subestime a capacidade de dispersão dessas plantas.

  23. André Luiz Leão disse:

    Das plantas invasoras descritas, cerca de 45% são dispersas por aves – e seguindo a lógica “legítimos X invasosores” sugiro uma lista das aves que se alimentam do fruto dessas plantas indesejadas, que preferem esses frutos aos frutos corretos, ou pelo menos dos pássaros invasores que migraram para São Paulo pela oferta de frutos que não são originários daqui. Eliminemos também os contraventores que semeiam plantas indesejadas do nosso território!
    P.S.: Como é feita essa classificação – nativa, exótica ou invasora – sob quais pararâmetros e por quem? Se a amoreira, o café, espada de são jorje, ameixa-amarela entre outras foram introduzidas pelos primeiros emigrantes da China e Japão para o Brasil e os primeiros africanos trazidos pelos portugueses há quinhentos anos… qual o tempo médio uma planta deve alimentar a fauna e flora de uma região para ser considerada nativa?

    • André, não existe fruto correto, mas reequilibrio ecológico e a atração de aves não generalistas e com capacidade de semear as nativas que elas dependem na alimentação. Com relação ao que é nativa, se refere a aquilo existente antes da colonização européia.

  24. warner vanderlei disse:

    E ai vamos ficar de braços cruzados ? Contem comigo.

  25. dalva disse:

    Ricardo, você é blog de referência. Muitas e muitas vezes, nas minhas meditações de uma caminhante solitária, deparo com uma planta desconhecida e corro a verificar junto ao seu blog. Desta vez foi o alfeneiro, Alfeneiro-do-Japão ouLigustrum lucidum , que simplesmente empesteia o chão aqui do cantinho onde eu moro, no Alto de Pinheiros. Pássaros comem, minhas yorkshires mordiscam, e eu escorrego em cima. Uma festa!

  26. Pauloforms disse:

    Meu queixo caiu!!! Já tinha alguma noção desse tipo de invasão, mas não imaginei que espécies tão comuns para quem passa nas ruas e observa não fossem nativas da região. Muito interessante e preocupante também.

  27. jones disse:

    Meus `paràbens Ricado pelo exelente trabalho fotogràfico feito. eu estou terminando tecnologia em gestão ambiental.

  28. Anselmo Moraes Neto disse:

    Ricardo

    Tomei conhecimento hoje deste trabalho, procurando pela “Tulipa africana”, que descobri chamar-se Spathodea campanulata. Achei muito interessante, pois temos contato com essas plantas e as vezes promovemos sua dispersão sem saber do impacto ambiental. Tenho duas espécies da Tulipa num pequeno sítio e ouvi dizer que são prejudiciais a abelhas e beija-flores. Você poderia me dar uma dica para saber mais sobre este assunto e eventualmente decidir pelo corte dessas árvores?
    Aproveitando, vi em seu catálogo o bambu-vara-de pescar, outra praga que se espalha em meu sítio. Peço também indicação para pesquisar formas de eliminação/controle. Obrigado. Anselmo

    • Olá,

      não precisa cortar as espatódeas, a situação sobre os pássaros ainda não é uma coisa bem definida. A sugestão é não plantar essas espécies. Abs

  29. olá, morro no sudoeste paranaense, e percebi que aqui também ocorre a invasão de todas as espécies citadas anteriormente e quero dizer que há mais uma espécie exótica e invasora que vejo no lugar das nativas, a famosa UVA-JAPÃO (hovenia dulcis) grato Rodrigo.

  30. Brígida Antonieta Cipriano disse:

    Olá, Ricardo.
    Estou pensando em forma um viveiro somente de árvores paulistana. Moro ao redor do Pico do Jaraguá, em chácara. Também andei plantando alumas espécies e os pássaros estão frequentando. Vem bando de papagaios e outros.
    O que você sugeri? Devo procurar a USP ou Ibirapuera. Como comprar as sementes? Pode me informar qual seria a melhor para cultivar?
    Obrigada
    Brígida

  31. Philippe Cainã de Oliveira Cardoso disse:

    Primeiramente parabéns pela matéria de Plantas Invasoras achei bem interessante. Teria algum para BH onde moro?
    Estou com uma planta aqui em casa sera que podia lhe enviar uma foto para identificá-la para mim? Seria uma grande ajuda pois fui informado que era Alfazema mas não parece ser como as que pesquisei na internet, sao folhas lisas e longas, finas. Tem algum email para te mandar a foto?

    Um abraço.

  32. João Gabriel Groenendal disse:

    Parabéns pelo site e pelas matérias! Aqui, em Porto Alegre, começando pelo outono, nós temos a florada das diversas Paineiras que se distribuem pela cidade. No final de agosto começa o espetáculo dos Ipês, que vai até fins de setembro. Em outubro temos o show do Jacarandá Lilás, que meus pais chamavam de Jacarandá Paulista e que eu fiquei sabendo através do teu site que é planta exótica (Argentina). Finalmente, no verão nós temos os Guapuruvus com suas copas de flores amarelas. Certeza de que é nativa, apenas o Ipê. Seria ótimo que conhecêssemos plantas alternativas nativas e pudéssemos educar as novas gerações com estes saberes.

    Abraço!

  33. olá,trabalho com jardinagem e adoro a natureza.Gostaria de participar dos eventos..abraço.

  34. Leonardo Diniz disse:

    Segundo a relação de espécies nativas da Cidade de SP publicada pela SVMA em 2011, através da portaria PORTARIA 60/11 – SVMA, a Tradescantia zebrina – Lambari, é uma espécie nativa.

  35. olá Ricardo,
    muito obrigado pelas informações, achei este post extremamente esclarecedor! Pretendo fazer um trabalho de identificação das plantas do meu sitio em Mogi das Cruzes (há uns 20km do Parque estadual da serra do mar) e depois que li seu artigo, percebo que uns 90% da vegetação daqui deve ser de exóticas! Uma pena, tão perto do parque estadual!
    Estive tb no Simposio sobre Restauração Ecológica que ocorreu no IBot mês passado, e levei uns frutos que colhi na USP (Politecnica). Levantei o braço no intervalo e perguntei a todos se alguém sabia o que era. Alguns solícitos colegas identificaram como Plinia edulis, fiquei muito feliz e fui pro sitio plantar. Mas a pulga atrás da orelha me fez pesquisar e descobri que é jambo (Syzygium jambos) de origem indiana…. Ainda bem que ainda não germinou nada, rsrs Penso como não estamos táo preparados nem alertados sobre este assunto, nem mesmo os da área….
    Temos uma empresa de paisagismo, e pretendo influenciar o projetista (minha mãe arquiteta) sobre este assunto…..
    algo que me deixou surpresa é sobre a quaresmeira, ela não é nativa da mata atlântica daqui? Só o Manacá da Serra? Pois vejo muitos no caminho pro mar, na estrada Mogi Bertioga. Obrigada
    Cintia Shigihara

  36. olá, muito bom o conteúdo ,aqui no sudoeste paranaense está acontecendo o mesmo ,há muita invasão biológica por espécies exóticas como principalmente o eucalipto a hovenia dulcis, leucaena leucocephala, ligustrum lucidum entre outras onde era uma mata virgem formada por imensas araucarias, cedros, imbuias,peróbas, jerivás e erva mate, isso realmente preocupa.

  37. Fernando disse:

    Em Americana temos um número muito grande de leucemas. Sempre ouvi dizer que eram de origem africana.

  38. BOA NOITE QUERIDO AMIGO. ESTOU VENDO QUE AQUI NA PRAIA GRANDE-CAICARA A MAIORIA DAS REGIOES OU LOCAIS ESTA SENDO DESMATADA, PARA ESPECULACAO IMOBILIARIA. AS CASAS ESTAO VAZIAS, NINGUEM CONSEGUE VENDER NADA NEM APTOS. NEM CASAS PORQUE A OUTRA PARTE COMPRADORA NAO QUER COMPRAR. CONTUDO VEJO A CADA MES LEVANTAREM UM EDIFICIO, ALTO, TOMANDO ESPACO FAZENDO SOMBRA, TIRANDO A VENTILACAO DAS CASAS E ACABANDO COM A MATA NATIVA. JA NAO SEI MAIS QUE DIZER. GOSTARIA DE SABER O NOME DE UM ARBUSTO QUE NAO ATINGE MUITA ALTURA, QUE DA UMA ESPECIE DE MARGARIDAS BRANCAS MUITO LINDA. UMA PEQUENINA ARVORE. EU A CHAMO DE ARBUSTO. É A ARVORE DA MINHA INFANCIA. SE PUDER RESPONDER-ME TE AGRADECEREI.

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