Árvore que nomeou nosso país, o pau-brasil (Caesalpinia echinata) é hoje mais fácil de ser encontrado na arborização e paisagismo urbano graças ao trabalho de alguns preservacionistas que divulgaram e propagaram mudas da espécie nas últimas duas décadas. Mas na natureza, em seu local original – a Mata Atlântica do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro – é extremamente difícil encontrá-lo, principalmente em porte adulto e bem-formado, dado o histórico severo de devastação que a espécie sofreu.
A surpresa maior foi achar um velho exemplar de pau-brasil, com tronco comprido e retilíneo de grande altura, no meio da Mata Atlântica que fica debaixo do famoso bondinho que liga a pedra do Pão-de-Açucar ao Morro da Urca, em uma trilha muito frequentada.
Não é possível saber se ele é nativo e remanescente de populações antigas ou alguém plantou o exemplar há mais de 60 anos atrás (idade mínima que o exemplar aparenta).O trecho de Mata Atlântica onde vive tem um históricos de agressões e devastações que remonta a quase 500 anos, já que a cidade do Rio de Janeiro foi fundada por ali. Independente dessas possibilidades, o fato é que a árvore representa excelentemente como era o porte da espécie na Mata Atlântica pré-descobrimento, com tronco reto e ideal para fornecimento de madeira, justamente as preferidas para corte. Merecia uma placa da prefeitura carioca e participar das atrações turísticas locais.
Endereço: Na Praia Vermelha, em sua extremidade esquerda para quem olha ao mar fica a trilha Cláudio Coutinho, e após algumas centenas de metros existe uma placa indicando a entrada da trilha à esquerda, que tem uma escadaria de troncos e terra batida. O pau-brasil fica logo depois dos primeiros lances, visível por sua casca descamante de cor avermelhada.
Ricardo Cardim

























