Embaúba, uma árvore que cresce muito rápido, alimenta a fauna e é ótima no paisagismo

Há exatamente um ano destampei o quintal de cimento de uma casa da década de 1940 e formei um pequeno canteiro para permeabilizar a área e torná-la mais agradável. Porém não havia tempo para esperar a tão necessária sombra e enverdecimento do local, já que começava a ficar insuportável o aumento da temperatura em novembro.

O desafio era achar uma espécie boa para espaços pequenos, com raízes profundas, que crescesse rápido e fosse nativa na vegetação original da cidade de São Paulo. Observando os trechos de Mata Atlântica sobreviventes na metrópole vi que a embaúba (Cecropia sp.) parecia atender as expectativas.

Comprei uma franzina muda de embaúba com 1,50 m e a plantei com um substrato rico em nutrientes. O resultado foi impressionante. Depois de 12 meses, a muda virou uma imponente árvore, com quase 6 metros de altura e uma ampla copa de 4 metros de diâmetro, repleta de seus frutos em forma de “mãozinhas” que atraem diversas espécies como abelhas indígenas.

A embaúba, uma espécie pioneira, pode ser ótima solução em locais ensolarados ou com meia-sombra onde precisa-se de rápidos resultados, mas tem uma vida curta (25 anos) e deve ser acompanhada de outras espécies mais longevas para um projeto mais durável. No quintal, um araçá-da-mata (Psidium cattleianum) a acompanha bem próximo, mas somente agora chegou nos 2 metros de altura. Comparando, a embaúba cresceu em um ano mais de 5 metros e o araçá somente 0,5 metro nas mesmas condições.

Quintal recém destampado em novembro de 2012, perimitndo a terra tomar sol depois de 70 anos impermeabilizada.

Quintal recém destampado em novembro de 2012, permitindo a terra receber sol depois de 70 anos impermeabilizada.

A embaúba em dezembro, um mês depois de plantada, já com as folhas mais vigorosas.

A embaúba em dezembro de 2012, um mês depois de plantada, já com as folhas mais vigorosas. No seu lado esquerdo, a muda de folhas menores é o araçá.

A mesma embaúba em novembro desse ano, com ampla copa e muita sombra e vida para o local.

A mesma embaúba em novembro desse ano, com ampla copa e muita sombra e vida para o local.

A embaúba fornece alimento e abrigo a diversos animais e aves, como a preguiça e papagaios.

Quem quiser adquirir uma embaúba ou araçá para casa, temos em nossa loja de paisagismo sustentável exemplares com 1 a 1,8 metros de altura, link:

http://www.skygarden.com.br/br/index.php/loja-skygarden

Endereço: Av. Dr. Gastão Vidigal, n° 2643, Vila Leopoldina, próximo ao CEASA e Parque Villa Lobos.

Ricardo Cardim

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Aliados do Parque Augusta

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Todos os amigos das árvores estão convidados a conhecer a nossa nova loja SkyGarden Paisagismo Sustentável!

Loja SkyGarden - 2013

Localização:

Loja SkyGarden - localização

Uma das propostas diferenciadas da Loja SkyGarden de Paisagismo Sustentável  é a venda de plantas nativas e raras, como os belos exemplares adultos da palmeirinha-prateada (Lytocaryum hoehnei), que disponibilizamos.

Essa palmeira de sub bosque da Mata Atlântica tem distribuição restrita aos arredores da cidade de São Paulo, e hoje é considerada uma espécie ameaçada de extinção devido a crescente destruição do seu habitat natural pela urbanização descontrolada (Glassman, 1987).

Palmeirinhas-prateadas em grupo de 3 cultivadas em vaso.

Palmeirinhas-prateadas em grupo de 3 cultivadas em vaso.

Detalhes dos frutos e folhas - raridade da biodiversidade da Mata Atlântica paulistana.

Detalhes dos frutos e folhas – raridade da biodiversidade da Mata Atlântica paulistana.

A reintrodução de espécies como a palmeirinha-prateada em jardins e áreas verdes paulistanas é fundamental para o resgate e maior conhecimento da espécie, ajudando a recuperar seu espaço no território e a nossa biodiversidade original. O Paisagismo Sustentável precisa prever não somente a beleza do jardim, mas principalmente a sua funcionalidade ambiental e serviços ambientais.

ESTAREMOS ABERTOS NESSE SÁBADO E DOMINGO!

Esperamos você lá,

Ricardo Cardim

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Bromélias e líquens não parasitam árvores

 

bromélias nativas da Mata Atlântica em São Paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados

Essa foto, tirada em uma grade no Parque Estadual do Jaraguá, mostra bem como as plantas epífitas não são parasitas e vivem “honestamente”. Trata-se de bromélias nativas da Mata Atlântica local, do gênero Tillandsia, que  além dos troncos e galhos de árvores, ocorrem também em grades, estruturas de ferro e fios elétricos.

Outro exemplo de formas de vida que usam a árvore apenas como suporte sem causar mal a elas são os líquens – a exemplo da foto abaixo – vivendo sobre pedras.

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Ao se deparar com esses seres nas árvores, de forma alguma os elimine. Além de não prejudicarem a planta, ajudam na biodiversidade e em importantes serviços ambientais urbanos.

Assista no link abaixo o Dr. Árvore que gravamos hoje sobre os líquens em São Paulo:

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-sao-paulo/t/verdejando/v/manchas-esbranquicadas-protegem-troncos-de-arvores-na-capital/2924344/

Ricardo Cardim

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Quantidade de áreas verdes por habitante na cidade de São Paulo

Compartilhando e ajudando a divulgar esse infográfico do jornal O Estado de São Paulo publicado em agosto de 2013 que traz um interessante “raio – X” da situação do verde na metrópole paulistana, lembrando que segundo a ONU o ideal são 12 m² de áreas verdes por habitante. Percebam que chegamos a limites como 0,35 m² na Mooca.

Fonte – Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

quantidade de áreas verdes por habitantes na cidade de São Paulo

Essa tabela de m² de áreas verdes públicas por habitante nas Subprefeituras mostra bem claro um problema – a escassez de áreas verdes na malha urbana, onde realmente os serviços ambientais fazem diferença direta à comunidade.

O município de São Paulo tem muito verde no Norte (Serra da Cantareira) e no Sul (Serra do Mar) e essas áreas, embora sejam muito importantes ambientalmente, não devem ser computadas na média de área verde por habitante na metrópole, que hoje é de 2,6 m² na malha urbana, por não estarem dentro do cotidiano de vida da população paulistana. Abaixo o documento completo da Prefeitura:

Planilha da SVMA de verde por habitante em São Paulo e outros indicadores

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Áreas verdes amplas e gramadas para lazer em São Paulo – raridade presente no Parque Augusta

 

Concerto nos gramados do Parque do Ibirapuera

Concerto nos gramados do Parque do Ibirapuera

Uma situação comum e lógica na escolha de terrenos para a criação de novos parques na metrópole é a presença de um maciço de árvores pré-existentes, principalmente aquelas remanescentes de mata nativa ou o quintal de antigas casas. Isso gerou a preservação de áreas importantes como o Parque Trianon ou Siqueira Campos, por exemplo. A legislação municipal atual já vem observando esses locais na última década, exigindo compensações e restringindo o corte de árvores adultas.

Mas um importante aspecto está sendo esquecido – a função social de áreas abertas, ensolaradas e com poucas árvores. Tais locais tem a capacidade de se tornar uma verdadeira “praia” para a comunidade, que pode sair um pouco do horizonte adensado de prédios e tomar sol, se reunir e realizar diversas atividades culturais e esportivas. Exemplo perfeito dessa situação são os extensos gramados do Parque Ibirapuera, que nos finais de semana ficam lotados.

Observando por esse importante aspecto fica clara a raridade do terreno onde a população luta pela criação do Parque Augusta. Ali está uma oportunidade única de área gramada emoldurada por densa arborização em pleno centro da maior cidade brasileira, e em um bairro com apenas 1,34 m² de áreas verdes por habitante.

O Parque Augusta tem que ser preservado integralmente – não somente as árvores – deixando seus espaços amplos e gramados, livres de sombra de edifícios e aptos a receberem as pessoas para lazer, cultura e esporte.

Amplos espaços livres  - um "respiro" em meio ao caos urbano do Centro

Amplos espaços livres no terreno do Parque Augusta  - um raríssimo “respiro” em meio ao caos urbano do Centro

Ricardo Cardim

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Avenida Santo Amaro perde sua árvore gigante, a falsa-seringueira, que foi cortada pelo Metrô

 

Em 2010, com sua copa impressionante em foto

Em 2010, com sua copa impressionante em foto do fotógrafo Jan Van Bodegraven

A mesma seringueira ontem, em foto de Marc Zablith – “serviço” quase finalizado

Mesmo a pressão popular e o agitado Movimento Seringueira Livre no Facebook e embaixo da árvore não foram suficientes para sensibilizar os construtores do Metrô a não cortar a enorme falsa-seringueira (Ficus elastica – Moraceae, espécie originária da Ásia) que vivia há pelo menos seis décadas no canteiro central da Avenida Santo Amaro perto do cruzamento com a Avenida Roberto Marinho (antigo córrego das Águas Espraiadas).

A flagra do corte noturno por Valquiria Chian

O corte de uma árvore desse porte em uma cidade com pouca e mal distribuída vegetação como São Paulo não se justifica. Somente se o exemplar tivesse sérios problemas de saúde ou desequilíbrio – o que não era definitivamente o caso. Alegar que não era uma espécie nativa também é absurdo, se lembrarmos que cerca de 80% das árvores urbanas paulistanas adultas também não são. E a moda de plantio da espécie acabou na década de 1980, sendo raríssimo ver novas mudas na malha urbana.

Caminho da destruição em fotos de Estela Carvalho e Elisa Quartim

Isso lembra a polêmica causada pelas obras do Metrô no final dos anos 1970 na construção da linha Leste-Oeste, na Praça da República, Centro. O Metrô queria derrubar o centenário Colégio Caetano de Campos, uma construção belíssima e hoje tombada. Depois de muita pressão popular o Metrô desistiu, e essa desistência não inviabilizou de modo algum a linha.

 No Rio de Janeiro a mesma pressão não funcionou, e o também belíssimo Palácio Monroe foi demolido na Avenida Central. Em pleno século XXI tais dilapidações públicas, sejam edifícios históricos ou árvores significativas não podem ser mais aceitas.

Colégio Caetano de Campos em São Paulo – quase demolido pelo Metrô.

Palácio Monroe no Rio de Janeiro – assim como a falsa-seringueira, foi derrubado sem maiores explicações para as obras do Metrô.

 

Para conhecer mais sobre a espécie derrubada:

http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2010/12/06/a-arvore-gigante-das-pracas-paulistanas/

Ricardo Cardim

 

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