4° edição do nosso curso no Green Building Council – Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes

Caros amigos do blog “Árvores de São Paulo”, apresento a 4° edição do meu curso no Green Building Council Brasil, uma organização que tem como missão desenvolver a indústria da construção sustentável no país.

“Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes”

Objetivo:

Apresentar conceitos e propostas para um paisagismo sustentável no Brasil, abordando a discussão sobre biodiversidade, biomas, nativas, adaptadas, invasoras, consumo de água e serviços ambientais. Preparar o aluno com conhecimentos de botânica, historia, técnicas construtivas e tecnologias para áreas verdes, dentre elas telhados e paredes verdes.

Capacitar o entendimento e a importância das áreas verdes no Green Building dentro da realidade brasileira de país megabiodiverso e seus resultados na melhora da qualidade de vida urbana e reequilíbrio ambiental.

A quem se destina:

Arquitetos, paisagistas, consultores de sustentabilidade, consultores LEED, engenheiros, construtores, incorporadores, representantes de entidades de classe, gestores públicos, estudantes, profissionais da área de meio ambiente.

Conteúdo Programático:

* História do paisagismo no Brasil;
* Biomas e biodiversidade nativa;
* Plantas invasoras;
* Paisagismo sustentável;
* Arborização, biomassa e serviços ambientais;
* Telhados verdes;
* Jardins verticais;
* Áreas verdes e paisagismo LEED na realidade brasileira.

Metodologia:

-Exposição dialogada áudio/visual
-Apostila
-Exercícios práticos com paisagismo sustentável

Professor: Ricardo Cardim

Data:  27 e 28/03/2014 09h00 às 18h00.

Carga horária:  16h

Local:Avenida Paulista, 1159 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP

 Para se inscrever, clique abaixo:

http://gbcbrasil.org.br/?p=educacao-detalhes&I=280

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As árvores adultas de São Paulo estão sendo cortadas em pleno verão escaldante

O antigo pau-viola, árvore nativa "Veterana de Guerra" sumariamente cortado na Praça Severiano Gomes na Granja Julieta.

O antigo pau-viola, árvore nativa “Veterana de Guerra” sumariamente cortada na Praça Severiano Gomes, Granja Julieta. Recente, já que a serragem ainda é abundante.

O mesmo pau-viola de cima, em foto de 2012. Exemplar extraordinário  da espécie em tamanho e beleza.

O mesmo pau-viola de cima, em foto para a campanha da SOS Mata Atlântica de 2012 – Veteranas de Guerra – onde acabou não participando das 20 escolhidas. Exemplar extraordinário da espécie em tamanho e beleza.

Os tempos não estão fáceis para as árvores da cidade de São Paulo. Para quem observa as árvores urbanas paulistanas como eu, andar pela cidade no último ano é uma sucessão de (más) surpresas. Mais um exemplo foi encontrar um histórico exemplar de pau-viola (Cytharexylum miriantuhm) com mais de 80 anos cortado recentemente sem maiores preocupações. Essa árvore nasceu em meio a Mata Atlântica que dominava a região de Santo Amaro até cerca de cinquenta anos atrás e era uma sobrevivente da intensa urbanização, com genética típica das extintas matas do Rio Pinheiros.

Seu lenho estava na maior parte saudável, inclusive os brotos laterais (que não foram poupados), e no centro a medula apresentava sem comprometer a sua integridade, traços de podridão e cupim – como quase todas as árvores adultas de São Paulo – e que deveria ter sido tratada, até pela sua importância, mas infelizmente não existe metodologia de combate a cupins adotada pela Prefeitura – o remédio é a derrubada. Árvores urbanas tem durabilidade, mas sua remoção ou poda devem ser feitas com critério e considerando a importância do exemplar em diversos aspectos, tanto biológico, cultural e urbano.

Parece que as constantes reclamações dos paulistanos com as quedas de árvores em todos os verões pela falta de cuidados com a arborização urbana fez o Poder Público optar pela opção mais simples: cortar, cortar, podar, podar e nada de plantar (como já alertamos no último post). O resultado é fácil de ver e de sentir, na metrópole que apresenta atualmente recordes de temperatura e secura, e ainda mais perdendo suas árvores adultas e grandes – aquelas que realmente fazem a diferença em nossas vidas urbanas.

Ricardo Cardim

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São Paulo sem plantio de árvores nessa época de chuvas, só corte, poda e postes com publicidade

 

No clima da cidade de São Paulo, a única estação boa para a prefeitura plantar árvores urbanas é nos meses de novembro a janeiro, quando chove em abundância e continuamente para propiciar o bom pegamento das mudas, aproveitando também que no verão as plantas estão em plena atividade de crescimento. Lembrando que a metrópole cinza precisa de milhares, milhões de novas árvores em suas áridas calçadas é assustador observar a total ausência de novos plantios nas ruas paulistanas nesse ano.

Em contrapartida, a prefeitura foi extremamente eficiente na instalação de centenas de relógios com propagandas em uma pseudo boa-ação urbana para o “conforto horário” dos cidadãos, que certamente interessa mais aos anunciantes e podem ser vistos por toda a malha urbana, principalmente nos bairros mais nobres.

Se realmente não houverem novos plantios nas ruas da cidade, a chance será perdida, e somente daqui a um ano teremos uma boa época novamente. Outra mau sinal que vi em excesso na arborização urbana no final de 2013 foi a intensa poda e remoção de árvores pela cidade, talvez um remédio “certeiro” do Poder Público para diminuir as reclamações dos paulistanos pelas usuais quedas de árvores no verão pela falta crônica de cuidados e prevenção. É a estratégia de matar o doente para curar a doença.

E assim, segue a maior cidade brasileira, com escassos 2,6 m² de verde por habitante, lutando pelo mais que justo Parque Augusta, perdendo árvores adultas e sem a esperança de novas mudas. Plantar propagandas e nenhuma árvore, esse parece o destino da cidade nos próximos anos.

www. portal da propaganda. com br - creditos da imagem

Cena comum nos últimos meses: calçadas áridas com propagandas disfarçadas de utilidade pública.

Alfeneiro recentemente cortado na Rua maranhão em Higienópolis. Pelas condições do lenho do toco, pode ter sido mais uma vítima da prevenção excessiva.

Alfeneiro recentemente cortado na Rua maranhão em Higienópolis. Pelas condições do lenho do toco, pode ter sido mais uma vítima da prevenção excessiva.

Ricardo Cardim

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A floração e o perfume dos alfeneiros nas calçadas de São Paulo

Nos bairros mais antigos de São Paulo as calçadas nessa época ficam com um forte perfume adocicado e agradável que lembra cheiro de madeira recém serrada, e na maioria das vezes fica difícil identificar de onde vem.

O responsável é uma árvore de origem japonesa que foi muito plantada no passado, o alfeneiro (Ligustrum sp.) de floração abundante em dezembro e bastante apreciada pelas abelhas. Essa espécie foi tão popular antigamente que recebeu o apelido de “pau de praça” já que a população estranhava o fato de ela só existir nas calçadas e praças e nunca no campo, desconhecendo que era importada.

O alfeneiro não é mais indicado para arborização urbana, por ser exótico, invasor biológico e susceptível a cupins. No seu lugar podem ser plantadas muitas árvores nativas semelhantes em porte, como a canelinha (Nectandra megapotamica).

O alfeneiro se comportando como planta invasora em ponte abandonada em São Paulo.

FELIZ NATAL E EXCELENTE 2014 A TODOS OS AMIGOS DAS ÁRVORES!!

Ricardo Cardim

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Corte de grama em praças e parques pode matar as árvores urbanas. Como proteger?

 

É comum ver nas áreas verdes da cidade a cena de trabalhadores com roçadeiras cortando o gramado entre árvores ainda jovens. É um método rápido e eficaz de resolver o problema e deixar a cidade com um aspecto melhor, mais arrumado, e aparentemente isso não prejudica em nada as plantas do parque ou praça.

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Corte de grama em uma praça paulistana

A questão fica por conta de um detalhe inusitado: esse tipo de cortador de grama geralmente chega bem perto do tronco da arvorezinha e encosta nela, na tentativa de “caprichar” o trabalho e não deixar grama alta em volta da árvore. Nesse momento, a máquina arranca em círculo a casca, fazendo algo que pode matar o exemplar e é conhecido como “anelamento”, promovendo a interrupção total ou parcial do fluxo de seiva e sequelas para a planta.

Grande parte das mudas urbanas devem morrer vagarosamente ou “não pegar” por esta causa, e não somente vandalismo ou falta de água.

Muda de árvore com feridas causadas pela roçadeira.

Muda de árvore com feridas causadas pela roçadeira.

A mesma árvore de cima agonizando

A mesma árvore da foto de cima, um guapuruvu, agonizando provavelmente por causa dos cortes. Condenada ao nanismo, deformação ou morte lenta.

Esse problema já foi percebido por outras cidades e a solução é muito simples, não exige trocar o equipamento de corte, vultosos recursos públicos ou trabalhosos coroamentos em volta da muda que a ressecam:

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Simples e barato – um pedaço de cano de pvc cortado na vertical serve de “perneira” para a muda e a protege. Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro.

Vista das mudas protegidas no Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro.

Vista das mudas protegidas no Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro.

Em Buenos Aires, estado da arte: ym cano espaçoso para o tronco e que protegerá a planta ainda por muitos anos. reparem nas marcas deixadas pela lâmina ou fio da roçadeira.

Em Buenos Aires, o estado da arte: um cano espaçoso e resistente  para o tronco e que protegerá a planta ainda por muitos anos, fixado com duas estacas caprichadas para não sair. Reparem nas marcas deixadas pela lâmina ou fio da roçadeira – esse impacto iria para o tronco.

Para finalizar  e aplaudir o cuidado dos nossos vizinhos com as árvores urbanas, elas ganham além da "perneira" protetora do seu colo, uma coleira que afsta inimigos como insetos.

Para finalizar e aplaudir o cuidado dos nossos vizinhos portenhos com as árvores urbanas, lá elas ganham além da “perneira” protetora do seu colo, uma coleira próxima a copa que afasta inimigos naturais como insetos.

E em São Paulo, a maior cidade do Brasil?  Quando se dará tal atenção para que as nossas árvores jovens sobrevivam, promovam saúde e o dinheiro do contribuinte seja justificado?

Ricardo Cardim

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Embaúba, uma árvore que cresce muito rápido, alimenta a fauna e é ótima no paisagismo

Há exatamente um ano destampei o quintal de cimento de uma casa da década de 1940 e formei um pequeno canteiro para permeabilizar a área e torná-la mais agradável. Porém não havia tempo para esperar a tão necessária sombra e enverdecimento do local, já que começava a ficar insuportável o aumento da temperatura em novembro.

O desafio era achar uma espécie boa para espaços pequenos, com raízes profundas, que crescesse rápido e fosse nativa na vegetação original da cidade de São Paulo. Observando os trechos de Mata Atlântica sobreviventes na metrópole vi que a embaúba (Cecropia sp.) parecia atender as expectativas.

Comprei uma franzina muda de embaúba com 1,50 m e a plantei com um substrato rico em nutrientes. O resultado foi impressionante. Depois de 12 meses, a muda virou uma imponente árvore, com quase 6 metros de altura e uma ampla copa de 4 metros de diâmetro, repleta de seus frutos em forma de “mãozinhas” que atraem diversas espécies como abelhas indígenas.

A embaúba, uma espécie pioneira, pode ser ótima solução em locais ensolarados ou com meia-sombra onde precisa-se de rápidos resultados, mas tem uma vida curta (25 anos) e deve ser acompanhada de outras espécies mais longevas para um projeto mais durável. No quintal, um araçá-da-mata (Psidium cattleianum) a acompanha bem próximo, mas somente agora chegou nos 2 metros de altura. Comparando, a embaúba cresceu em um ano mais de 5 metros e o araçá somente 0,5 metro nas mesmas condições.

Quintal recém destampado em novembro de 2012, perimitndo a terra tomar sol depois de 70 anos impermeabilizada.

Quintal recém destampado em novembro de 2012, permitindo a terra receber sol depois de 70 anos impermeabilizada.

A embaúba em dezembro, um mês depois de plantada, já com as folhas mais vigorosas.

A embaúba em dezembro de 2012, um mês depois de plantada, já com as folhas mais vigorosas. No seu lado esquerdo, a muda de folhas menores é o araçá.

A mesma embaúba em novembro desse ano, com ampla copa e muita sombra e vida para o local.

A mesma embaúba em novembro desse ano, com ampla copa e muita sombra e vida para o local.

A embaúba fornece alimento e abrigo a diversos animais e aves, como a preguiça e papagaios.

Quem quiser adquirir uma embaúba ou araçá para casa, temos em nossa loja de paisagismo sustentável exemplares com 1 a 1,8 metros de altura, link:

http://www.skygarden.com.br/br/index.php/loja-skygarden

Endereço: Av. Dr. Gastão Vidigal, n° 2643, Vila Leopoldina, próximo ao CEASA e Parque Villa Lobos.

Ricardo Cardim

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Aliados do Parque Augusta

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