Passeio gratuito pelas árvores do Parque Ibirapuera no VIVA MATA 2014

No VIVA MATA organizado pela S.O.S Mata Atlântica desse ano iremos participar no dia 24/05, sábado, às 10 hs, com um passeio inédito pela história, cultura e botânica das árvores e vegetação do parque mais querido de São Paulo, o Ibirapuera. Segundo a SOSMA:

“A 10º edição do “Viva a Mata: Encontro Nacional pela Mata Atlântica acontecerá entre os dias 23 e 25 de maio, das 09h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo. O evento celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado oficialmente em 27 de maio.

O tema da 10ª. edição é “Mata Atlântica, Sua Casa”, para sensibilizar a população a respeito da relação entre a floresta, o ambiente urbano e a qualidade de vida.

Gratuito e aberto ao público, o evento trará diversas atrações como exposições, shows, peças de teatro, palestras e debates, além das atividades interativas que acontecem nos espaços temáticos: Floresta, Mar, Bichos da Mata, Água e Ambiente Urbano.   A 10ª edição conta com uma atração inédita: um passeio guiado pelo parque, no qual o botânico Ricardo Cardim irá mostrar diferentes espécies de árvores e falar da história e importância de cada uma para São Paulo.”

viva mata

No final do passeio plantaremos 4 exemplares de cambuci, a árvore frutífera da Mata Atlântica que é símbolo da cidade de São Paulo e hoje está quase extinta. E também duas cerejeiras nativas para ajudar a biodiversidade do Ibirapuera.

Espero vocês lá!!

Ricardo Cardim

Publicado em arborização urbana, Árvores de São Paulo, Árvores históricas de São Paulo, árvore urbana, árvores, árvores brasileiras | Marcado com , , , , , , , , , , | 6 Comentários

A fragilidade da metrópole perante o verde

 

Na vastidão de concreto, pedra e asfalto que é a cidade de São paulo, é fácil pensar que a natureza perdeu a competição. Mas nada. A metrópole na verdade é muito frágil, basta ficar alguns meses sem manutenção que a natureza retoma tudo.

Esse carro abandonado em uma rua do Brooklin mostra bem isso – diferentes plantas pioneiras como gramíneas e até a jurubeba estão formando um “matagal” na movimentada via. A verdade é que se São Paulo fosse abandonada por uma década, não daria para andar sem um facão para abrir trilhas em suas ruas.

rua com vegetação em São Paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados (2)

rua com vegetação em São Paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados (1)

Um fato interessante em São Paulo sobre isso é que o hábito de preferir plantas estrangeiras no paisagismo e arborização alterou a sucessão ecológica, ou a “colonização vegetal” que virou algo com a marca humana, e pode ser conferido nesse vídeo:

Veja – A Flora reconquista seu espaço

Ricardo Cardim

Publicado em Biodiversidade paulistana, curiosidades do verde paulistano, espécies invasoras, Mata Atlântica, meio ambiente urbano, meio ambiente urbano em São Paulo | Marcado com , , , , , , , | 2 Comentários

Árvores de São Paulo: o pau-cigarra em floração

 

árvores de são paulo - foto de Ricardo Cardim - direitos reservados -

Árvore que chama atenção pela forte coloração amarela de sua floração, o pau-cigarra (Senna multijuga) se destaca nas matas paulistanas nesse começo de outono. Na Serra do Mar, divide o colorido com os manacás-da-serra (Tibouchina mutabilis), criando paisagens amarelas, brancas e roxas. Na Serra da Cantareira, onde foram tiradas essas fotos, aparece geralmente sozinho pontilhando as matas.

??????????

 

O pau-cigarra é uma árvore pioneira típica das florestas secundárias e capoeiras, aquelas que sofreram alterações significativas, e servem de “termômetro” para observarmos como a maioria da Mata Atlântica paulistana é formada por florestas assim, ainda muito jovens e que estão se recuperando de desmatamentos ocorridos até o século passado por causa da agropecuária, extração de lenha e carvão.

??????????

Também é uma espécie ótima para arborização de ruas estreitas e com fiação elétrica acima, crescendo muito rápido e produzindo alimento para a fauna com suas flores.

Ricardo Cardim

Publicado em arborização urbana, Árvores de São Paulo, árvore urbana, árvores, árvores brasileiras, árvores floridas, árvores ornamentais, Biodiversidade paulistana, meio ambiente, meio ambiente urbano, meio ambiente urbano em São Paulo, paisagismo, paisagismo sustentável, sustentabilidade urbana | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 5 Comentários

A última floresta e brejos nativos do Rio Pinheiros estão condenados a virar concreto em frente ao Parque Burle Marx no Panamby

Vista da área em frente ao Parque Burle Marx

Vista da área em frente ao Parque Burle Marx – restos de um Rio Pinheiros que já teve curvas sinuosas, brejos e muita biodiversidade

Aquilo que na verdade todo paulistano frequentador do Parque Burle Marx, no Panamby – Zona Sul, pensava que era um pedaço do querido parque repleto de Mata Atlântica não passava infelizmente de uma farsa. A área com 5000 árvores é privada e não tem nada a ver legalmente com o parque… Mais uma pegadinha para o já tão sofrido verde e qualidade de vida da metrópole. E a sentença de morte da área já parece que está anunciada com a intenção de se construir ali mais algumas torres e shopping.

Área que está sendo ameaçada de desaparecer junto com sua raríssima fauna e flora

Dentro do tracejado amarelo, a área que está sendo ameaçada de desaparecer junto com sua raríssima fauna e flora

O absurdo dos absurdos em qualquer país civilizado. A convite do advogado Roberto Delmanto,  que representa três associações de moradores da região, visitamos a área e elaboramos um laudo técnico sobre sua biodiversidade. O resultado foi totalmente surpreendente. Começou com a interessante mata ciliar (um tipo de Mata Atlântica que habita a beira dos rios, áreas alagáveis) repleta de espécies típicas das antigas margens do Rio Pinheiros quando ainda era selvagem, há cerca de 80 anos atrás. Exemplos são árvores como ingá, copaíba, jacatirão e figueira-brava.

Entre a mata, pequenos riachos cristalinos desembocavam em lagoas habitadas por peixinhos e pererecas, cercadas por brejos com plantas extintas na atual malha urbana, e tudo isso a poucos metros do poluído trânsito da  marginal pinheiros e o seu finado rio. Saindo dos brejos chega-se a um campo com várias espécies típicas dos ameaçados campos cerrados de São Paulo, como a rara língua de tucano mirim (Eryngium elegans). Em meio ao capim, assustada, uma marreca-caneleira sai de cima de seu ninho com 11 grandes ovos, pássaro aquático que já foi abundante no Rio Pinheiros. Realmente um pedaço do passado da maior metrópole brasileira, uma área que reúne diversas paisagens naturais desaparecidas pela nossa intensa urbanização.

Além de ser obviamente protegida pela legislação devido a condição do terreno com seus riachos e lagoas, nada pode autorizar legalmente ou justificar economicamente a destinação do local senão como parte do Parque Burle Marx.

Abaixo, a conclusão de nosso Laudo:

“A área avaliada contempla diversos elementos importantes da biodiversidade original da cidade de São Paulo. Entretanto, dentre esses elementos, um deles apresenta imenso valor ambiental e histórico para os paulistanos: os trechos remanescentes das várzeas e florestas inundáveis do Rio Pinheiros, únicos sobreviventes dessa formação ecológica tão dilapidada.

Preservar tal área, em sua totalidade, é de suma importância como patrimônio ambiental, cultural e histórico que constitui, e se nos espelharmos na imagem da personalidade que batizou o parque adjacente ao terreno, Roberto Burle Marx, defensor e divulgador incansável da nossa biodiversidade, torna-se ainda mais emblemático e necessário o seu tombamento e preservação para aproveitamento das atuais e futuras gerações de paulistanos.”

Ninho com 11 ovos que a marreca-caneleira está chocando na área

Ninho com 11 ovos que a marreca-caneleira está chocando na área

Desenho da marreca-caneleira, uma ave do tamanho de um pato doméstico. Fonte livro Fauna Silvestre

Desenho da marreca-caneleira, uma ave do tamanho de um pato doméstico. Fonte: livro Fauna Silvestre – Quem são e ondem vivem os animais na metrópole paulistana

Brejo natural em frente a Marginal do rio Pinheiros,  próximo aonde foi encontrado ninho.

Brejo natural em frente a Marginal do rio Pinheiros, próximo aonde foi encontrado ninho e deve ser fonte de alimento da marreca.

 

Riacho com água cristalina e peixinhos ao lado do morto Rio Pinheiros

Riacho com água cristalina e peixinhos ao lado do morto Rio Pinheiros

Lagoa com pererecas e peixes que parece ter saído de uma São Paulo de 200 anos atrás.

Lagoa com pererecas e peixes que parece ter saído de uma São Paulo de 200 anos atrás.

 

Uma surpresa: orquídea nativa das antigas florestas do Rio Pinheiros. A árvore onde ela está já tem uma demarcação com um número suspeito.

Uma surpresa: orquídea nativa sobrevivente das antigas florestas do Rio Pinheiros. A árvore onde ela está já tem uma demarcação com um número suspeito.

Uma imponente figueira-brava da Mata Atlântica, uma Ficus organensis, da mesma espécie da Figueira-das-Lágrimas e da Figueira do Largo da Memória

Uma imponente figueira-brava da Mata Atlântica, uma Ficus organensis, da mesma espécie das emblemáticas Figueira-das-Lágrimas e Figueira do Largo da Memória

língua-de-tucano-mirim (Eyngium elegans) em frente ao Parque Panamby

língua-de-tucano-mirim (Eyngium elegans) em frente ao Parque Burle Marx – planta rara típica dos antigos “Campos de Piratininga”

 

arbusto frutífero dos campos cerrados, a pixirica (Leandra lacunosa)

Um antigo sabor esquecido dos campos cerrados, o arbusto frutífero conhecido como pixirica (Leandra lacunosa)

 

Assim eram as amrgens dos rios paulistanos antes de serem sepultados sob o asfalto.

Assim eram as margens dos rios paulistanos antes de serem sepultados sob o asfalto. Só sobrou ali, nesse pequeno terreno em frente ao Parque Burle Marx, Panamby, que agora pode virar um shopping

 

Para saber mais leia a matéria que saiu no Jornal O Estado de S. Paulo de domingo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empreendimentos-ameacam-emparedar-parque-burle-marx-e-cortar-5-mil-arvores,1138788,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,areas-preservam-fauna-e-flora-de-mata-atlantica,1138696,0.htm

 

Ricardo Cardim

Publicado em Árvores históricas de São Paulo, árvores brasileiras, árvores com epífitas, árvores nativas, bairro de Pinheiros, Biodiversidade paulistana, Botânica, campos cerrados em São Paulo, curiosidades do verde paulistano, destruição do verde em São Paulo, guia de árvores em São Paulo, História de São Paulo, marginais Tietê e Pinheiros, Mata Atlântica, meio ambiente, meio ambiente urbano, meio ambiente urbano em São Paulo, orquídeas, São Paulo, sustentabilidade urbana, verticalização de São Paulo | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 20 Comentários

4° edição do nosso curso no Green Building Council – Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes

Caros amigos do blog “Árvores de São Paulo”, apresento a 4° edição do meu curso no Green Building Council Brasil, uma organização que tem como missão desenvolver a indústria da construção sustentável no país.

“Paisagismo Sustentável e Técnicas Construtivas para Telhados e Paredes Verdes”

Objetivo:

Apresentar conceitos e propostas para um paisagismo sustentável no Brasil, abordando a discussão sobre biodiversidade, biomas, nativas, adaptadas, invasoras, consumo de água e serviços ambientais. Preparar o aluno com conhecimentos de botânica, historia, técnicas construtivas e tecnologias para áreas verdes, dentre elas telhados e paredes verdes.

Capacitar o entendimento e a importância das áreas verdes no Green Building dentro da realidade brasileira de país megabiodiverso e seus resultados na melhora da qualidade de vida urbana e reequilíbrio ambiental.

A quem se destina:

Arquitetos, paisagistas, consultores de sustentabilidade, consultores LEED, engenheiros, construtores, incorporadores, representantes de entidades de classe, gestores públicos, estudantes, profissionais da área de meio ambiente.

Conteúdo Programático:

* História do paisagismo no Brasil;
* Biomas e biodiversidade nativa;
* Plantas invasoras;
* Paisagismo sustentável;
* Arborização, biomassa e serviços ambientais;
* Telhados verdes;
* Jardins verticais;
* Áreas verdes e paisagismo LEED na realidade brasileira.

Metodologia:

-Exposição dialogada áudio/visual
-Apostila
-Exercícios práticos com paisagismo sustentável

Professor: Ricardo Cardim

Data:  27 e 28/03/2014 09h00 às 18h00.

Carga horária:  16h

Local:Avenida Paulista, 1159 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP

 Para se inscrever, clique abaixo:

http://gbcbrasil.org.br/?p=educacao-detalhes&I=280

Publicado em green building, paisagismo sustentável, paredes verdes, sustentabilidade urbana, telhado verde, telhados verdes | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 3 Comentários

As árvores adultas de São Paulo estão sendo cortadas em pleno verão escaldante

O antigo pau-viola, árvore nativa "Veterana de Guerra" sumariamente cortado na Praça Severiano Gomes na Granja Julieta.

O antigo pau-viola, árvore nativa “Veterana de Guerra” sumariamente cortada na Praça Severiano Gomes, Granja Julieta. Recente, já que a serragem ainda é abundante.

O mesmo pau-viola de cima, em foto de 2012. Exemplar extraordinário  da espécie em tamanho e beleza.

O mesmo pau-viola de cima, em foto para a campanha da SOS Mata Atlântica de 2012 – Veteranas de Guerra – onde acabou não participando das 20 escolhidas. Exemplar extraordinário da espécie em tamanho e beleza.

Os tempos não estão fáceis para as árvores da cidade de São Paulo. Para quem observa as árvores urbanas paulistanas como eu, andar pela cidade no último ano é uma sucessão de (más) surpresas. Mais um exemplo foi encontrar um histórico exemplar de pau-viola (Cytharexylum miriantuhm) com mais de 80 anos cortado recentemente sem maiores preocupações. Essa árvore nasceu em meio a Mata Atlântica que dominava a região de Santo Amaro até cerca de cinquenta anos atrás e era uma sobrevivente da intensa urbanização, com genética típica das extintas matas do Rio Pinheiros.

Seu lenho estava na maior parte saudável, inclusive os brotos laterais (que não foram poupados), e no centro a medula apresentava sem comprometer a sua integridade, traços de podridão e cupim – como quase todas as árvores adultas de São Paulo – e que deveria ter sido tratada, até pela sua importância, mas infelizmente não existe metodologia de combate a cupins adotada pela Prefeitura – o remédio é a derrubada. Árvores urbanas tem durabilidade, mas sua remoção ou poda devem ser feitas com critério e considerando a importância do exemplar em diversos aspectos, tanto biológico, cultural e urbano.

Parece que as constantes reclamações dos paulistanos com as quedas de árvores em todos os verões pela falta de cuidados com a arborização urbana fez o Poder Público optar pela opção mais simples: cortar, cortar, podar, podar e nada de plantar (como já alertamos no último post). O resultado é fácil de ver e de sentir, na metrópole que apresenta atualmente recordes de temperatura e secura, e ainda mais perdendo suas árvores adultas e grandes – aquelas que realmente fazem a diferença em nossas vidas urbanas.

Ricardo Cardim

Publicado em amigos das árvores de São Paulo, arborização urbana, Árvores de São Paulo, Árvores históricas de São Paulo, árvore urbana, árvores, árvores brasileiras, árvores caídas, árvores nativas, Biodiversidade paulistana, destruição do verde em São Paulo, Mata Atlântica, meio ambiente, meio ambiente urbano, meio ambiente urbano em São Paulo, ruas arborizadas, São Paulo, sustentabilidade urbana | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , | 10 Comentários

São Paulo sem plantio de árvores nessa época de chuvas, só corte, poda e postes com publicidade

 

No clima da cidade de São Paulo, a única estação boa para a prefeitura plantar árvores urbanas é nos meses de novembro a janeiro, quando chove em abundância e continuamente para propiciar o bom pegamento das mudas, aproveitando também que no verão as plantas estão em plena atividade de crescimento. Lembrando que a metrópole cinza precisa de milhares, milhões de novas árvores em suas áridas calçadas é assustador observar a total ausência de novos plantios nas ruas paulistanas nesse ano.

Em contrapartida, a prefeitura foi extremamente eficiente na instalação de centenas de relógios com propagandas em uma pseudo boa-ação urbana para o “conforto horário” dos cidadãos, que certamente interessa mais aos anunciantes e podem ser vistos por toda a malha urbana, principalmente nos bairros mais nobres.

Se realmente não houverem novos plantios nas ruas da cidade, a chance será perdida, e somente daqui a um ano teremos uma boa época novamente. Outra mau sinal que vi em excesso na arborização urbana no final de 2013 foi a intensa poda e remoção de árvores pela cidade, talvez um remédio “certeiro” do Poder Público para diminuir as reclamações dos paulistanos pelas usuais quedas de árvores no verão pela falta crônica de cuidados e prevenção. É a estratégia de matar o doente para curar a doença.

E assim, segue a maior cidade brasileira, com escassos 2,6 m² de verde por habitante, lutando pelo mais que justo Parque Augusta, perdendo árvores adultas e sem a esperança de novas mudas. Plantar propagandas e nenhuma árvore, esse parece o destino da cidade nos próximos anos.

www. portal da propaganda. com br - creditos da imagem

Cena comum nos últimos meses: calçadas áridas com propagandas disfarçadas de utilidade pública.

Alfeneiro recentemente cortado na Rua maranhão em Higienópolis. Pelas condições do lenho do toco, pode ter sido mais uma vítima da prevenção excessiva.

Alfeneiro recentemente cortado na Rua maranhão em Higienópolis. Pelas condições do lenho do toco, pode ter sido mais uma vítima da prevenção excessiva.

Ricardo Cardim

Publicado em arborização urbana, Árvores de São Paulo, árvore urbana, árvores, plantio de árvores em São Paulo, Plantios de árvores, podas de árvores, queda de árvores, quedas de árvores, Ricardo Cardim, São Paulo, sustentabilidade urbana, tempestades de verão | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , | 11 Comentários