Novos jardins nos canteiros centrais na Avenida Paulista – sugestões para a sustentabilidade

Na avenida mais famosa do Brasil, a Paulista, um projeto  patrocinado por uma empresa privada está reformando as áreas verdes dos canteiros centrais. Iniciativas como essa, podem ser realmente efetivas para trazer uma cidade mais verde e bonita, e ainda sem gerar maiores custos ao Poder Público.

São Paulo precisa de mais calçadas, jardins e praças com árvores frondosas e vegetação nativa para reequilibrar o meio ambiente urbano e trazer serviços ambientais eficientes e proporcionadores de qualidade de vida e saúde pública para todos.

Nossa sugestão para o plantio que começou na Avenida Paulista é também incluir forrações, flores, arbustos e árvores nativas da Mata Atlântica, que hoje existem em vários trechos das calçadas nascidos de forma espontânea.  Assim, pode-se respeitar a história da Avenida, que foi construída no berço da Mata Atlântica paulistana, a antiga Mata do Caaguaçu (mata grande em tupi), onde o Parque Siqueira Campos e Mário Covas são importantes remanescentes.

Também sugerimos evitar o uso de cactos e plantas suculentas, por serem espécies exóticas e originárias de desertos, que não realizam os serviços ambientais  como umidificação do ar, retenção de poeira, reciclagem do ar, diminuição de enchentes, abrigo da fauna, entre outros. Poderiam ser trocadas por pitangueiras, cabeludinhas e lantanas,  que são nativas e ótimas para atrair pássaros e borboletas, além de resistirem muito bem a poluição.

Novos canteiros – que tal maior densidade de nativas?

Forrações verdes vão bem no lugar de pedriscos, pois umidificam o ar e não acumulam poeira.

Ricardo Cardim

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Sobre Ricardo Cardim

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Esse post foi publicado em Biodiversidade paulistana, bromelias, marketing verde, meio ambiente, meio ambiente urbano, meio ambiente urbano em São Paulo, São Paulo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

16 respostas para Novos jardins nos canteiros centrais na Avenida Paulista – sugestões para a sustentabilidade

  1. Sergeant, James [IA] disse:

    Ricardo,

    N]ao vi ainda, apesar de trabalhar no Citi na Paulista. Só de ouvir falar já estava decepcionado, talvez por influência sua. Realmente é uma pena que não tenham optado por espécies nativas. A Prefeitura teve que dar licença para alguém (houve dizer “Incor”) fazer aquilo, então precisamos pressionar a Prefeitura. Muito boa iniciativa da sua parte. Obrigado.

    Abraços,
    Jim

  2. wallace roy málaga disse:

    ACHO QUE ESTA PREVALECENDO O VALOR DOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO.
    UMA VEZ QUE JARDINS ASSIM , NÃO NECESSITAM DE MANUTENÇÃO, CHAMO ISSO DE JARDIM DE PREGUIÇOSO.
    VAMOS PLANTAR NATIVAS, ISSO SIM!!!

  3. Caro Ricardo:

    Mais uma flecha no alvo!
    São Paulo é uma das metrópoles mais devastadas, na qual cada metro quadrado de biodiversidade é uma conquista!
    Apesar de ser pesquisador de cactáceas e bromeliáceas, concordo que não sejam as plantas ideais para pequenos espaços urbanos, pois seu metabolismo é lento, a produção de flores e frutos é escassa, e seu porte não explora bem os volumes urbanos. No entanto, algumas bromeliáceas, como Aechmea bromeliifolia, produzem flores e frutos em abudância, atraindo muitas aves.
    Existem muitos arbustos e árvores nativas muito apropriadas para nossas ruas, avenidas e pequenas praças (Acnistus, Fuchsia, Senna, Lantana, Randia, Cestrum e outros), Cada planta nativa a a mais na metrópole, seja em jardineiras, calçadas, canteiros centrais ou praças, serve como parte de corredor urbano para nossas aves, já tão excluídas pela urbanização.
    Em parques jardins maiores, bromélias e cactos nativos não podem faltar, especialmente de espécies nativas da região paulistana.

    Celso do Lago Paiva
    Instituto Pró-Endêmicas
    http://br.groups.yahoo.com/group/proendemicas/

    • Valeu o apoio Celso! A miopia de certos gestores tem que ser combatida com conhecimento, como o que você passou aqui no Blog. Abs e obrigado

  4. ghsqueiroz disse:

    Nem pra colocar um abacaxi, não é? O projeto só reafirma a cara de deserto da cidade. Fazer o que, é um início. Valeu o registro Ricardo.

  5. David Kim disse:

    A exuberante mata tropical deu lugar ao jardim de azáleas japonesas que deu lugar ao deserto de Sonora.

  6. dalva disse:

    Louvável a iniciativa de quem quer diminuir a feiura da nossa selva de pedra. Entretanto, “the road to hell is paved with good intentions”, não basta a boa intenção – especialmente quando lidamos com a coisa pública, a coisa de todos. Tem que ter gente perita, a cidade merece.

  7. Flora Martinelli disse:

    A idéia é muito boa, mas do jeito que foi projetada, é muito árida e já estou vendo o pedrisco branco espalhado pela via porque duvido que as pessoas respeitarão o canteiro e não atravessarão pelo meio dele. Isso acontece na Av. 9 de Julho, cujo canteiro central foi muito bem arborizado e até tem uma grade. As pessoas arriscam a vida e atravessam fora do sinal, pisando no jardim e pulando a grade.
    Ainda falta muito para dizer que somos civilizados.
    Flora Martinelli

  8. rachel feldmann disse:

    Pq não plantar arvores mais floridas como ipê e outras para alegrarem um pouco o cinza da Avenida Paulista? não gostei da sugestão das fotos…

  9. Anciladey Marques disse:

    Ajudem-nos a salvar as Árvores de São José do Rio Preto-SP

  10. Pedro wolthers disse:

    só espero que não haja mais comemorações de torcidas de futebol por que se não estes canteiros vão desaparecer.

  11. Pedro wolthers disse:

    e também se vão resistir à festa de reveillon.

  12. Thereza Camara Chini Nisi disse:

    Canteiros sem conceito algum e muito ruins. Temos espécies nativas belíssimas para embelezar a paisagem. Teria muito a dizer sobre o que penso sobre os canteiros da Av. Paulista. Parte dos meus comentários se encontram no Facebook.

  13. Temos um clima tropical e poderíamos explorar espécies nativas compatibilizando com os espaços urbanos usando criatividade e bom gosto .Sou a favor de árvores certa no lugar certo e plantas floridas … enxergamos colorido ( hoje existe um modismo em relação a arborização urbana e onde cabe árvores de grande porte plantam palmeiras … e jardinzinhos merrecas sem imaginação com pouco caso …que nos deixa perplexos … as prefeituras tem feito coisas a começar pelo código de posturas que não condiz com nossa realidade .
    Acredito na arborização participativa ,todos ajudam a cuidar daquilo que ajudaram a planejar .
    Trabalho porta a porta utilizando a metodologia lúdica envolvendo cada morador .
    Chega ! A população tem que participar dos projetos da sua cidade ….

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