Os campos cerrados do Parque do Carmo na Zona Leste

 

Considerado uma das maiores áreas verdes da metrópole, o Parque do Carmo, com seus mais de 200 hectares, preserva ainda elementos importantes da fauna e flora nativas. Somente a diversidade de animais abrange mais de 130 espécies diferentes catalogadas, e a vegetação conserva resquícios de Mata Atlântica, árvores nativas centenárias como as figueiras-bravas e algumas manchas de campos cerrados nas partes não ajardinadas e capoeiras.

Esses campos, remanescentes daqueles que nomearam a cidade no passado de “São Paulo dos Campos de Piratininga” prosseguem relegados ao pejorativo “mato” pela administração do parque, já que estão em áreas abandonadas, com presença de lixo e sendo substituídos por ações de plantios de árvores ornamentais e também nativas visando a recuperação da Mata Atlântica, que nesses locais não deve ser reflorestada, sob pena de destruir o cerrado pela sombra das futuras árvores.

Patrimônio histórico e ambiental da cidade de São Paulo assim como os campos cerrados sobreviventes na Zona Oeste, os fragmentos do Parque do Carmo merecem ser valorizados e preservados. Abaixo, algumas plantas dessa vegetação.

As belas flores da caroba-do-campo (Jacaranda caroba) espécie do cerrado muito comum no Parque.

Assim como nas outras áreas de campos-cerrados na metrópole, aparece o araçá do campo (Psidium guineense).

O tronco desse fruto-de-pombo (Erythroxylum sp.) apresenta a casca bem espessa, típica de áreas de cerrado.

Aspecto dos campos-cerrados em uma antiga plantação de eucaliptos do parque. Interessante é a mistura de espécies dos campos mais úmidos da Serra do Mar com os mais secos dos cerrados.

Cercado por capins exóticos invasores como a braquiária, esse barba-de-bode sobrevive isolado como testemunho dos capins nativos antes da invasão de plantas estrangeiras.

Essa hoje rara frutífera do cerrado, a gabiroba, foi cortada como mato e tenta rebrotar.

Uma raridade no parque, uma orquídea típica dos campos cerrados paulistanos e extremamente ameaçada de extinção no município, a Habenaria.

Para finalizar, uma grande população de ipês-do-cerrado ainda vivem nesses campos, assim como muricis-do-cerrado e outras plantas típicas do Bioma.

Endereço: Avenida Afonso De Sampaio E Sousa, 951 – Parque Do Carmo – São Paulo – SP. Telefone: (11) 2748 0010.

Ricardo Cardim

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Sobre Ricardo Cardim

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5 respostas para Os campos cerrados do Parque do Carmo na Zona Leste

  1. David Kim disse:

    O acesso a essa parte do parque é liberado aos visitantes?

  2. Rodrigo F Rodrigues disse:

    Ricardo, quais seriam as ferramentas/ações necessárias para impedir tal degradação? Qual a viabilidade de implantá-las?

  3. Nayara disse:

    Prezados
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