Canela, árvore rara da Mata Atlântica no Parque Buenos Aires

Canela no ponto mais alto da Praça Buenos Aires - apesar do mesmo nome popular da árvore do tempero, essa não é usada para esse fim.

Canela no ponto mais alto do Parque Buenos Aires - apesar do mesmo nome popular da árvore do tempero, essa não é usada para esse fim.

O Parque Buenos Aires, em Higienópolis, é um exceção na metrópole quando se fala em arborização urbana. Ali, ao contrário do costume vigente no século XX do paisagismo estrangeiro para áreas verdes de São Paulo, foram plantadas árvores típicas da Mata Atlântica em suas alamedas. O resultado foi uma paisagem diferente no meio da  intensa verticalização do bairro e da cidade.

Um dos destaques do parque, a canela ou canelinha (Nectandra megapotamica) tem vários exemplares antigos por ali, quase seculares, e é uma espécie que faz parte da história paulistana. Na época dos Bandeirantes, ela foi muito usada para construção de casas pela resistência e durabilidade da madeira. Construções históricas como a Casa Bandeirista do Butantã tem essa árvore em suas vigas e janelas.

Copa de uma canela muito antiga próxima a Avenida Angélica.

Copa de uma canela muito antiga próxima a Avenida Angélica.

Flores e folhas da canela.

Flores e folhas da canela.

Infelizmente é uma espécie muito pouco usada na arborização urbana, sendo ótima para esse fim. Em 2010 plantamos alguns exemplares na Rua Funchal, Vila Olímpia, durante a comemoração dos 25 anos do Discovery Channel que estão se desenvolvendo bem e mostram alta resistência a poluição. No parque Buenos Aires deveriam ser plantadas novas mudas de canelas para substituir as originais e não descaracterizar esse projeto paisagístico tão inovador na época da sua inauguração.

Ricardo Cardim

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Sobre Ricardo Cardim

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4 respostas para Canela, árvore rara da Mata Atlântica no Parque Buenos Aires

  1. olá amigo,conheço muito a canela, tem um chá cheiroso e saboroso apriseio muito o chá da canela

  2. Mirna disse:

    Importante vc sugerir que deveriam ser plantadas novas mudas para substituir as originais, pois as pessoas parecem pensar que as árvores só morrem se forem cortadas, atingidas por um raio ou atacadas por cupins. Se esquecem que as árvores tem um ciclo de vida, não duram eternamente.

  3. Kauê Fakri disse:

    Ricardo, interessante saber que o parque tem espécies nativas! Estudei no Mackenzie e o parque é extremamente confortável de se estar.
    Somente para completar, prestei consultoria para o edifício da Faria Lima que realizou a reforma da Casa Bandeirista, e todas as madeiras foram substituídas. As janelas e portas foram refeitas, vigas e pisos também. Imagino que os exemplares nativos de 1600 já se perderam. Não sei o fim que deram. É a cidade devorando nossa história. Abraços.

    • Interessante Kauê! Imagino que poderia até haver algumas madeiras originais, já que muitas tinham grande durabilidade como a canela-preta. Mas a cidade só finge que se preocupa com a sua história realmente, é só a “fachada” mesmo, ainda mais nesses empreendimentos agressivos. Abraços

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