a palmeira epifita

a palmeira epífita

 

 

 

 

    Uma cena diferente chama a atenção de quem passa por esta árvore, um pau-viola (Citharexylum myrianthum), típico das matas paulistanas alteradas pela ação humana.  

  Na forquilha de seu tronco, que se divide após alguns metros do solo, uma palmeira vive como epífita (como algumas bromélias e orquídeas), usando a árvore de suporte sem prejudicá-la, enraizada na escassa matéria orgânica formanda por restos de folhas e galhos depositados ao longo do tempo.

  Essa palmeira, a palmeira seafórtia ( Archontophenix cunninghamii) já foi descrita em um artigo anterior “Palmeira-seafórtia – Uma invasão silenciosa em São Paulo” e aqui mostra toda a sua grande capacidade de adaptação a situações extremas. Possivelmente, algum pássaro, dentre os muitos que apreciam seus frutos vermelhos, acabou defecando a semente no exíguo espaço, e como para muitas plantas a passagem da semente pelo intestino dos animais é benéfico para a germinação, uma pequena palmeira aí se desenvolveu.

  A curiosa composição fica na rua do Matão, em frente ao prédio da Botânica, na Cidade Universitária da USP – Capital.

Ricardo Henrique Cardim