Pinheiros, um dos poucos bairros paulistanos a ostentar o nome de uma árvore típica da vegetação original da cidade, usualmente mencionada pelos visitantes estrangeiros da antiga São Paulo de Piratininga, sofre de um paradoxo.
Ao caminharmos pelo bairro, não vemos nenhum indivíduo adulto de araucária (Araucaria angustifolia), a espécie de “pinheiro” que o nomeia, a qual provavelmente deve ter existido ali em abundância a ponto de batizá-lo. Porém, no futuro, quem sabe poderemos ter novamente pinheiros para fazer jus ao horizonte da região. Na praça Panamericana, existem cerca de 10 indivíduos jovens, não muito vigorosos, mas que já são um começo. Se a cidade permitir, serão os futuros símbolos do bairro.
Ricardo Henrique Cardim









2 comments
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Junho 1, 2009 às 7:48 pm
fernando
Caro Cardim
Somos colegas, talvez? Eu trabalho na Poli, e minha mulher encontrou uma página sua falando sobre as araucárias em SP. Eu tenho feito uma campanha para adotarmos as araucárias em praças do bairro de … Pinheiros, é claro.
Vc, que conhece as árvores, acha isso uma boa idéia?
Vários paisagistas (como a Elza delniero) não entendem quando eu peço para incluí-las nos planos de reforms das praças, mas faltava-me uma opiniao t’ecnica.
Que vc acha?
Poderei incluir sua resposta na minha p’agina?
http://www.terrasraras.com.br/corregodascorujas/corregodascorujas.html
um abra’co
fernando
Junho 1, 2009 às 7:49 pm
Ricardo
Olá Fernando,
não consegui postar no seu blog, então envio por aqui, pode postar caso queira.
eu estou tb na USP, faço pós na Botânica. Defendo a inserção da araucária no bairro de
Pinheiros de forma a resgatar a história de SP, já que ali se situava a antiga Aldeia de
Pinheiros, na descida do espigão da Paulista, perto do antigo jurubatuba, hoje rio
Pinheiros. Esse nome não é a toa. Anchieta já descrevia no séc. 16 pinheirais em SP, o
que tb é confirmado em pesquisas botânicas do passado da cidade através de registros em
pólen fossil.
a questão do plantio da araucaria em área urbana tem um problema. seus galhos, que caem
naturalmente na desrama da espécie e podem provocar acidentes, além da pinha, que
ocasionalmente pode cair inteira e machucar. mas isso não impede seu plantio em grandes
praças, como já existe na praça panamericana. Meu voto é para plantarmos a espécie no
parque Villa Lobos, que tem lugar de sobra e pode ser um museu vivo da espécie.
Obs. Onde posso conseguir essas fotografias aéreas da decada de 40 que estão bo seu site?
Parabéns por sua iniciativa!
abraços
Ricardo Henrique Cardim
Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo
http://www.arvoresdesaopaulo.wordpress.com
55 11 7549-4988